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Ufes vai ofertar 5.007 vagas no Sisu 2026
Os interessados em ingressar na Ufes em 2026, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), já podem acessar o Termo de Adesão e o Edital Regulamentador, documentos que definem como será a presença da Universidade no processo seletivo. Para os dois semestres letivos, serão ofertadas 5.007 vagas, no total. Dessas, 2.543 serão destinadas à reserva de vagas prevista na Lei nº 12.711/2012 e 2.464 estarão disponíveis para a ampla concorrência. As oportunidades estão distribuídas em 99 cursos nos campi de Alegre, Goiabeiras, Maruípe e São Mateus.
No Termo de Adesão o candidato pode obter informações sobre os cursos que serão ofertados dentro do sistema unificado, o número de vagas, as notas mínimas exigidas e o peso de cada resultado obtido pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre outras.
Já o Edital Regulamentador descreve as normas, as rotinas e os procedimentos necessários para ter acesso aos cursos de graduação da Universidade.
Novidade
O SiSU 2026 traz uma novidade. Desde a sua criação, em 2010, a seleção no Sistema sempre foi feita com base na nota obtida pelo candidato no Enem do ano imediatamente anterior, ou seja, no Sisu 2025 o candidato concorria com as notas obtidas no Enem 2024. Este ano, os candidatos poderão concorrer a uma vaga usando sua melhor nota obtida nas últimas três edições anteriores do Enem (2023, 2024 e 2025).
Além do candidato poder inscrever sua melhor nota, também poderão participar do SiSU candidatos que fizeram o Enem 2023, Enem 2024 ou Enem 2025.
As datas para inscrição e o edital do SiSU 2026 ainda não foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato pode acompanhar essas e outras informações sobre a seleção no site acessounico.mec.gov.br e https://sisu.ufes.br/2026.
Categorias relacionadas InstitucionalPublicado o edital de ocupação dos espaços expositivos da Biblioteca Central para 2026. Inscrições abertas até 16 de janeiro
A Biblioteca Central da Ufes publicou o edital de ocupação de seus espaços expositivos para o ano de 2026. O objetivo é selecionar propostas para a realização de atividades culturais e científicas a serem desenvolvidas no local, no período de março a dezembro.
As propostas poderão ser inscritas até o dia 16 de janeiro, por meio deste link. Entre as iniciativas permitidas estão exposições artísticas, científicas e culturais; lançamento de livros; palestras, mesas-redondas e rodas de conversa; atividades educativas e formativas; e ações de difusão científica e cultural.
“A iniciativa reforça o papel da Biblioteca como espaço de produção e difusão cultural e científica, promovendo o diálogo entre Universidade e sociedade, e incentivando a circulação de diferentes expressões do conhecimento”, afirma o diretor da Biblioteca Central, Fábio Medina.
Critérios
As atividades deverão respeitar a natureza da Biblioteca como ambiente de estudo, pesquisa, convivência e difusão do conhecimento, assegurando condições adequadas de acessibilidade, segurança e circulação de usuários.
Poderão se inscrever pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, maiores de 18 anos, não sendo exigido vínculo institucional com a UFES. Cada proponente poderá inscrever mais de uma proposta, sendo selecionada, preferencialmente, apenas uma, a critério da Comissão de Seleção.
Segundo o cronograma previsto no edital, a divulgação das propostas selecionadas será feita no dia 23 de janeiro. Já no dia 27 será divulgado o calendário das exposições. As atividades terão início no dia 2 de março.
O edital completo, com todas as normas, critérios, anexos e orientações para submissão das propostas, está disponível neste link ou no arquivo anexado abaixo.
Edital de ocupação Categorias relacionadas ExtensãoUfes inicia a construção da nova rede de saneamento do campus de Goiabeiras
A Ufes deu início à construção da nova rede de saneamento do campus de Goiabeiras, contemplando redes de água, drenagem e esgoto. A cerimônia que marcou a inauguração da obra foi realizada na manhã desta sexta-feira, 19, em solenidade realizada no Gabinete da Reitoria da Ufes com a presença do reitor, Eustáquio de Castro; da vice-reitora, Sonia Lopes, do deputado federal Gilson Daniel, representando a bancada federal capixaba; e da assessora Flávia Zambrone, representando o senador Fabiano Contarato; além de gestores da Universidade, docentes e técnicos administrativos.
Orçada em R$ 16.554.695,40, a nova rede vai atender a uma demanda antiga, que sairá do papel graças aos esforços da gestão somados a um repasse feito pela bancada federal capixaba. Desde a sua criação, em 1954, a Ufes adotava o sistema de fossa com filtro biológico, solução padrão à época.
A obra será executada pela empresa Black Engenharia Ltda. e a previsão é que seja concluída no prazo de dois anos. O escopo técnico prevê rede de coleta de esgoto, rede de distribuição de água, estações elevatórias, ligações prediais, tratamento preliminar e conexão com a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). Ao todo, serão entregues 21 quilômetros de rede de saneamento.
Para o reitor, a obra era uma reivindicação não só da comunidade acadêmica, mas da cidade de Vitória, e será um legado para as próximas gerações. “O resultado ambiental é extremamente importante, mas também tem o resultado social, pois as coisas estão conectadas. É uma obra que já deveria ter sido feita há 40 anos e só agora conseguimos recursos para viabilizá-la, porque é complexa e envolve uma grande quantidade de recursos. Agora, os nossos resíduos terão destinação própria”, comemora.
Flávia Zambrone, Sonia Lopes, Eustáquio de Castro e Gilson Daniel. Em nome da Universidade, o reitor entregou uma placa ao deputado como forma de agradecimento à bancada capixaba.A vice-reitora destaca que, para além de ser uma entrega histórica, a rede de saneamento básico representa um cuidado com a instituição e com as pessoas que fazem parte dela. “Trata-se de uma Universidade, o conhecimento que nós temos aqui precisa ser materializado na própria instituição. Ter uma Universidade que não tem rede de saneamento enquanto produz conhecimento de excelência é uma contradição muito grande”, analisa.
O deputado federal Gilson Daniel também ressaltou a importância da entrega. “A Universidade tem 70 anos e ainda tinha fossa com filtro. Esse recurso nos permite fazer uma obra importante para todos que utilizam este espaço – é uma grande entrega da bancada federal”, conclui.
Sustentabilidade
Durante a cerimônia, o superintendente de Infraestrutura da Ufes, Diego Alves, apresentou detalhes da obra e lembrou que, na época da construção da Universidade, o sistema de fossa com filtro era a tecnologia padrão, aceita pelos órgãos ambientais e funcional para uma população acadêmica pequena e dispersa. “No entanto, com o adensamento do campus e as novas normas ambientais, o sistema de fossas se tornou um desafio logístico, ecológico e sanitário. A necessidade de manutenção é constante”, disse.
Ele reforçou o agradecimento à bancada federal capixaba: "Este salto de qualidade na infraestrutura da Ufes só é realidade hoje graças ao compromisso e ao apoio da bancada federal capixaba. Este investimento representa não apenas infraestrutura física, mas a garantia de dignidade, excelência e sustentabilidade para as próximas gerações de capixabas".
Ao final da solenidade, o reitor Eustáquio de Castro entregou ao deputado Gilson Daniel uma placa de agradecimento aos parlamentares nem nome da comunidade universitária.
Fotos: Ana Oggioni
Categorias relacionadas Institucional Meio ambienteVeja como vão funcionar as bibliotecas da Ufes e os restaurantes universitários durante o recesso acadêmico
A Biblioteca Central da Ufes, localizada no campus de Goiabeiras, e as bibliotecas setoriais dos quatro campi terão um horário diferenciado de funcionamento durante o recesso acadêmico, que começa nesta segunda-feira, 22, e vai até 20 de janeiro de 2026. As datas e os horários estão alinhados ao Calendário de Atividades Administrativas da Ufes, instituído por meio de Portaria Normativa.
Confira os horários:
Dias 22, 23, 29 e 30 de dezembro de 2025 - Funcionamento em horário especial das 7h às 13h.
De 24 a 28 e 31 de dezembro de 2025 - Bibliotecas fechadas.
De 1º a 4 de janeiro de 2026 - Bibliotecas fechadas.
De 5 a 20 de janeiro de 2026 - Funcionamento em horário especial, das 7h às 13h.
A partir de 21 de janeiro de 2026 - Funcionamento em horário normal, conforme disponível no site do Sistema Integrado de Bibliotecas.
Restaurantes
A partir deste sábado, 20, até 2 de janeiro de 2026, todas as unidades estarão fechadas para intervenções de infraestrutura. Segundo a Diretoria de Gestão de Restaurantes (DGR), o período de baixa estocagem de alimentos e ausência de público (devido ao recesso acadêmico) será aproveitado para a realização de manutenções, a fim de garantir a segurança e a qualidade do serviço.
Os restaurantes universitários os campi de Goiabeiras, Maruípe e São Mateus voltarão a funcionar no dia 5 de janeiro. Já as unidades de Alegre e Jerônimo Monteiro retornarão no dia 7, devido a um feriado local. Todos seguirão um cronograma especial de férias e, de 5 a 20 de janeiro, fornecerão apenas almoço, de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h30.
A partir de 21 de janeiro, quando recomeçam as atividades do semestre letivo 2025/2, os restaurantes voltarão a atender para almoço e jantar, nos horários regulares.
Categorias relacionadas InstitucionalUfes recebe visita da deputada federal Benedita da Silva
A deputada federal Benedita da Silva, acompanhada da também parlamentar Jack Rocha, foi recepcionada na tarde desta quinta-feira, 18, na Sala das Sessões dos Conselhos Superiores da Ufes, pelo reitor Eustáquio de Castro e pela vice-reitora, Sonia Lopes. O encontrou contou com a presença de gestores da Universidade, representantes do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab/Ufes), professores, estudantes e técnicos-administrativos. A deputada é coordenadora da bancada negra na Câmara dos Deputados e vice-presidente da Comissão de Cultura daquela casa legislativa.
Para o reitor, “esse foi um momento histórico para a Universidade”. Castro destacou que “depois da presença da escritora Conceição Evaristo [que recebeu o título honoris causa da Ufes em maio último], agora estamos recebendo Benedita da Silva, que é um ícone da política brasileira, uma grande personalidade histórica. Então é uma satisfação muito grande fechar o ano com essa visita”.
A deputada veio ao Espírito Santo participar do evento Vozes da Resistência, organizado por Jack Rocha e realizado na noite desta quinta-feira no Auditório Manoel Vereza, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), no campus de Goiabeiras. Entre os temas em debate estiveram a democracia, os direitos humanos e a construção de pontes em um mundo dividido.
Referência
Na recepção institucional, a vice-reitora destacou que Benedita da Silva é uma referência para a sua geração: “Crescemos ouvindo a senhora, acompanhando os diferentes momentos da sua trajetória política. E isso estimulou a minha atuação na carreira de docente. A nossa luta que tem várias pautas e, como mulheres negras dentro da Universidade, fazemos a luta para que as mulheres permaneçam aqui, com igualdade e dignidade, e que possam seguir em frente nas suas carreiras sem violência, protegidas e cuidadas. Sua presença aqui é emblemática e nos fortalece”.
A estudante de doutorado em Oceanografia Ambiental da Ufes Dandara Cabral falou do significado da trajetória da deputada para as mulheres negras: “A senhora abriu caminhos para que muitas de nós ocupássemos nosso espaço. Nós somos os seus frutos, somos as mulheres que se inspiraram na trajetória da senhora para seguir resistindo”, afirmou destacando as dificuldades das mulheres negras periféricas.
Imagem A deputada Jack Rocha, o reitor Eustáquio de Castro, a deputada Benedita da Silva e a vice-reitora Sonia LopesA deputada federal Jack Rocha também destacou a referência de Benedita para as mulheres negras brasileiras. “A sua presença fortalece corações e mentes”, disse ela. Rocha também ressaltou o racismo estrutural que prevalece no Brasil. “A gente vive o racismo quando pegamos um ônibus para vir para a Universidade, quando estamos no nosso território. Você pode ter um diploma de mestrado ou de doutorado, mas quando você é uma pessoa negra sempre vai ser questionado duas ou três vezes mais sobre a sua competência”.
Oportunidade
Benedita da Silva agradeceu a receptividade e falou da sua relação com as universidades. “Eu não imaginava que chegaria a uma universidade dada a realidade da minha família. Mas o que precisávamos era de oportunidade. E cresci com essa vontade de mudar o Brasil. Então encontrar minha imagem e semelhança nos lugares onde vou, estar neste espaço [universitário] que me assustava, é muita alegria”. A deputada afirmou ainda que “o Brasil precisa das universidades, que são laboratórios de ideias”.
A parlamentar, que foi deputada constituinte em 1988, também falou de um Congresso Nacional que “já rasgou muitas das páginas da Constituição Cidadã, mas que ainda encontra resistências para garantir o processo democrático” e convocou o povo brasileiro a ir às urnas em 2026 com a responsabilidade de definir o futuro do país.
Fotos: Ana Oggioni e Ana Beatriz Fonseca
Categorias relacionadas InstitucionalRestaurantes Universitários encerram o ano de 2025 com almoço festivo nesta sexta, 19
Os Restaurantes Universitários (RUs) da Ufes terão um cardápio diferenciado nesta sexta-feira, 19, para marcar o encerramento das atividades do ano. Confira:
• Goiabeiras e Maruípe: fricassê de frango, almôndegas ao sugo e arroz temperado (milho, bacon, linguicinha e uvas passas);
• Alegre e Jerônimo Monteiro: pernil ao molho barbecue e canjiquinha;
• São Mateus: frango ao molho, hambúrguer de soja e batata doce assada.
A partir de sábado, 20, até 2 de janeiro de 2026, todas as unidades estarão fechadas para intervenções de infraestrutura. Segundo a Diretoria de Gestão de Restaurantes (DGR), o período de baixa estocagem de alimentos e ausência de público (devido ao recesso acadêmico) será aproveitado para a realização de manutenções, a fim de garantir a segurança e a qualidade do serviço.
“No campus de Goiabeiras, o foco será na manutenção predial da área de cocção, verificação e reparos nos telhados e manutenção mecânica, elétrica e estrutural e manutenção nas câmaras frias. No campus de São Mateus também faremos a manutenção das câmaras frias e do esgotamento total, com avaliação e limpeza das fossas de gordura. Já no campus de Alegre, o foco será na manutenção das juntas de dilatação na área de cocção, impermeabilização de pisos de câmaras frias e modernização do sistema elétrico”, detalha o diretor de Gestão de Restaurantes, Iury Pessoa. ”Essas ações visam garantir que, ao retornarmos, as instalações estejam mais seguras e eficientes para atender a comunidade”, completa.
Os restaurantes universitários os campi de Goiabeiras, Maruípe e São Mateus voltarão a funcionar no dia 5 de janeiro. Já as unidades de Alegre e Jerônimo Monteiro retornarão no dia 7, devido a um feriado local. Todos seguirão um cronograma especial de férias e, de 5 a 20 de janeiro, fornecerão apenas almoço, de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h30. A partir de 21 de janeiro, quando recomeçam as atividades do semestre letivo 2025/2, os restaurantes voltarão a atender para almoço e jantar, nos horários regulares.
Conquistas
O diretor da DGR afirma que o ano de 2025 foi um divisor de águas para a política de alimentação na Ufes. Segundo ele, graças ao empenho da gestão e ao apoio da comunidade, foram implementadas mudanças necessárias, como a expansão das refeições, a melhoria da qualidade no cardápio e a modernização do acesso.
“Universalizamos o jantar, com a implantação do serviço em Maruípe, Alegre e Jerônimo Monteiro; e iniciamos o serviço de café da manhã e almoço aos sábados em Alegre e Jerônimo Monteiro; além de ofertarmos almoço em alguns sábados, em Goiabeiras. Também retomamos a oferta de suco e sobremesa, e ampliamos as opções de salada”, enumera.
Iury pessoa destaca ainda a implantação do acesso eletrônico (biometria e catraca) em todos os RUs, a ampliação do formato de compra de créditos, e a climatização dos refeitórios de Alegre, Jerônimo Monteiro e São Mateus. “Fizemos uma ampla reforma estrutural, manutenção e substituição de equipamentos sem paralisar os serviços”, lembra.
Outras mudanças foram a instalação de monitores de TV nos salões para a divulgação de informes de Assistência Estudantil, o lançamento de uma pesquisa de satisfação, a promoção de música ao vivo e a realização de uma campanha participativa para a escolha da nova logomarca e da fachada dos RUs com projetos exclusivos de estudantes.
*Informações atualizadas em 18/12/2025 às 18h20.
Categorias relacionadas InstitucionalEspaços culturais do campus de Goiabeiras terão horário de funcionamento alterado a partir de 22 de dezembro. Confira
Os espaços culturais do campus de Goiabeiras da Ufes terão seus horários de funcionamento alterados entre 22 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro de 2026, em função do horário especial adotado nesse período. A medida segue a Portaria Normativa, que autoriza a redução da jornada de trabalho dos servidores da Universidade durante o recesso acadêmico, com compensação posterior, devido à consequente diminuição das demandas de serviços pela comunidade universitária.
A Livraria da Ufes, que comercializa os títulos publicados pela Editora da Ufes (Edufes), funcionará das 8 às 13 horas nos dias 24 e 31 de dezembro. Em 26 de dezembro e 2 de janeiro não haverá atendimento ao público. Já entre os dias 5 e 16 de janeiro, o atendimento será realizado apenas por este e-mail.
A Galeria de Arte Espaço Universitário (Gaeu) receberá o público para a exposição Coletivos de Pesquisa em Artes Visuais de segunda a sexta-feira, de 22 de dezembro a 16 de janeiro, das 9 às 12 horas, exceto nos dias 24, 26 e 31 de dezembro e 2 de janeiro, quando ficará fechada para recesso e trabalho administrativo. Sem exposições em cartaz nesse período, a Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) abrirá das 7 às 13 horas, de 22 de dezembro a 20 de janeiro.
Com agenda aberta para propostas de eventos em 2026 até o dia 5 fevereiro, o Teatro Universitário estará fechado de 22 de dezembro a 14 de março de 2026, período que compreenderá recesso, férias da equipe técnica e manutenção geral no espaço. Localizado no Centro de Vivência, o Cine Metrópolis encerrou a programação de 2025 nesta quarta-feira, 17, e retornará após o recesso acadêmico.
Museu de Ciências da VidaMuseu de Ciências da Vida e Planetário
O Museu de Ciências da Vida (MCV) estará de recesso entre os dias 22 de dezembro e 20 de janeiro, mantendo apenas atividades internas. A partir do dia 21 de janeiro, o MCV retornará seu atendimento regular: de terça a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, e aos sábados, das 9 às 13 horas.
Já o Planetário de Vitória atenderá à comunidade geral até o dia 30 de dezembro com projeções de filmes de terça a sexta, às 11 e às 17 horas, além de sessões às 18h, 18h30 e 19h30, nas sextas-feiras (exceto dia 26, quando haverá ponto facultativo). A partir do dia 2 de janeiro, o Planetário oferecerá seis apresentações diárias, de terça a sexta, das 14 às 19h30. As sessões são gratuitas e acontecem por ordem de chegada, com lotação de 65 lugares.
Categorias relacionadas CulturaSetores da Ufes funcionarão em horário especial de 22 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026
Começa na próxima segunda-feira, 22, o horário especial de funcionamento previsto para as unidades acadêmicas e administrativas da Ufes. Até o dia 20 de janeiro, os setores funcionarão preferencialmente das 7 às 13 horas, conforme previsto em Portaria Normativa publicada no site da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep). A medida tem o objetivo de reduzir gastos durante o recesso acadêmico, período em que não há aulas nos cursos de graduação da Universidade, considerando os princípios da razoabilidade, economicidade e eficiência.
O horário especial é facultativo. Servidores que escolherem cumprir sua jornada integral devem comunicar sua opção à chefia imediata. Nesse caso, a jornada de trabalho deverá ser cumprida entre 7 e 19 horas. Aqueles que possuem jornada de trabalho flexibilizada de seis horas diárias e que aderirem ao horário especial terão a flexibilização suspensa até o término do período.
Os centros de ensino e os órgãos suplementares devem definir o horário de funcionamento de modo a atender as demandas de ensino, pesquisa e extensão, priorizando o atendimento ao público.
As horas não trabalhadas no horário especial deverão ser compensadas pelos servidores por meio de ações de desenvolvimento (participação em cursos de capacitação, presenciais ou a distância), realizadas fora do horário de trabalho.
Entregas
Os servidores que tiverem ingressado no Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e optarem pelo horário especial poderão aderir da seguinte forma: nos dias em que estiverem atuando em regime de teletrabalho, deverão cumprir as entregas conforme previsto no Plano de Trabalho Individual e Setorial; nos dias de cumprimento da jornada na forma presencial, deverão cumprir carga horária das 7 às 13 horas, preferencialmente, e realizar o restante da jornada diária em teletrabalho, cumprindo com as entregas previstas no plano mensal, ou por meio de cursos de capacitação, desde que sejam realizados integralmente dentro desse mesmo período.
Nos dias de horário especial, o participante do PGD também deverá ficar disponível para contato no horário especial de funcionamento do setor, ou seja, das 7h às 13h, ou outro horário definido pela chefia. As duas horas restantes serão realizadas com entregas em teletrabalho, mas sem a obrigatoriedade de disponibilidade.
O horário especial previsto na Portaria não se aplica aos trabalhadores cuja jornada é estabelecida em legislação específica.
Categorias relacionadas InstitucionalUfes conquista o Selo ODS Educação 2025. Certificação reconhece iniciativas educacionais alinhadas aos ODS
A Ufes será certificada com o Selo ODS Educação 2025, concedido pelo Instituto Selo Social, que reconhece iniciativas educacionais alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta edição, 129 organizações brasileiras receberão a certificação.
Esta é a segunda vez que a Universidade recebe a certificação. A Ufes também foi contemplada na edição de 2023 do Selo ODS Educação.
Para a obtenção do Selo, a Ufes comprovou a realização de iniciativas de impacto interno e externo, diretamente vinculadas ao ODS 4 - Educação de Qualidade. Ao todo, 24 ações, projetos e programas desenvolvidos ao longo de 2025, sob a coordenação de docentes, servidores técnico-administrativos e unidades estratégicas da Universidade, foram reconhecidos pelo Instituto Selo Social.
Para o reitor Eustáquio de Castro, a certificação vem ao encontro do que tem sido um planejamento da gestão: qualidade em todos os setores da Universidade. "A concessão do Selo ODS Educação reforça o trabalho que vem sendo feito desde gestões anteriores e que nesta gestão estamos dando continuidade, que é a busca pela qualidade em todos os setores. Parabenizo às equipes diretamente envolvidas neste processo de defesa do selo e que venham outros selos para nossa Universidade, que vem continuamente melhorando seus índices em rankings nacionais e internacionais", destacou.
O levantamento das iniciativas foi conduzido pela Divisão de Sustentabilidade e Desenvolvimento Institucional (DSDI) da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Proplan), em articulação com a Comissão de Sustentabilidade da Ufes, presidida pela pró-reitora de Planejamento, Cristina Engel.
Compromisso
A sustentabilidade ambiental e econômico-financeira integra os desafios institucionais definidos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Ufes, abrangendo as áreas de ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil e gestão. Nesse contexto, a certificação com o Selo ODS Educação reforça, junto à sociedade, o compromisso institucional da Ufes com a promoção de práticas sustentáveis e com a Agenda 2030 da ONU.
A cerimônia nacional de certificação está prevista para março de 2026 e será realizada na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife.
Categorias relacionadas InstitucionalMutirão realizado no Hucam registra 1.927 atendimentos entre consultas, exames e procedimentos cirúrgicos
O mutirão realizado no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam/Ufes) no último sábado, 13, contabilizou 1.927 atendimentos feitos na unidade, superando a expectativa inicial de 1.836 atendimentos. No total foram realizadas 233 consultas, 1.583 exames e 111 procedimentos em centro cirúrgico.
O mutirão, que teve o objetivo de reduzir as filas de espera por atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS), envolveu médicos, equipe multiprofissional, residentes, estudantes e profissionais administrativos. Ao todo, quase 300 pessoas participaram da mobilização, intitulada Dia E - Ebserh em Ação, que aconteceu de forma simultânea em todos os 45 hospitais universitários federais administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
“Estamos cumprindo nossa função com muita satisfação. Temos aqui centenas de profissionais prestando assistência em várias especialidades”, destacou Lauro Monteiro Vasconcellos Filho, superintendente do Hucam/Ufes. “Nossa proposta básica é atender as pessoas que estavam na fila de espera. Alguns demorando quase um ano para serem atendidos. Tentamos zerar a fila de espera, que às vezes é muito longa e que dificulta o acesso da população aos exames e aos tratamentos especializados”, disse.
As 233 consultas realizadas abrangeram especialidades críticas para a população do estado. A oftalmologia apresentou o maior volume, com 112 procedimentos, seguida pela cardiologia, com 68, e nefrologia, com 37. A dermatologia também foi contemplada com 16 atendimentos.
Na área de exames, o volume foi ainda mais expressivo: 1.583 realizados, distribuídos entre análises clínicas (1.011), tomografias (42), ressonâncias magnéticas (26), densitometrias ósseas (26), raios-X (34), ultrassonografias (18) e procedimentos oftalmológicos especializados, como retinografias coloridas binoculares (103), fundoscopias (70), mapeamentos de retina (72) e biomicroscopias de fundo de olho (70).
Imagem Durante a ação foram realizados 112 procedimentos oftalmológicosComplementando os procedimentos de diagnóstico, houve 11 colonoscopias, 13 endoscopias, 68 eletrocardiogramas, seis estudos urodinâmicos em adultos, três estudos urodinâmicos em pediátricos e dez biópsias de próstata. Entre os raios-X realizados, 29 foram de tórax, dois de joelho, um de abdômen, um de bacia e um de coluna. As ressonâncias magnéticas incluíram 25 de membros inferiores e uma de coluna lombossacra. As tomografias se distribuíram em 17 de tórax, 11 de abdômen superior, dez de pelve e bacia, três de crânio e uma de mastoide. As ultrassonografias contemplaram oito de aparelho urinário, três mamárias, três transvaginais, três de abdômen e uma de próstata.
Centro cirúrgico
As 111 ações em centro cirúrgico realizadas representaram intervenções que transformam a vida dos pacientes. Na oftalmologia, foram realizadas 57 injeções intravítreas, cinco procedimentos de crosslinking (para tratamento de ceratocone), três remoções cirúrgicas de pterígio e um transplante de córnea. Houve ainda 19 excisões com plástica em Z.
Na urologia, foram contabilizadas três postectomias pediátricas, duas vasectomias e uma ureterolititripsia transureteroscópica. Na cirurgia geral e aparelho digestivo, foram realizadas quatro bariátricas por videolaparoscopia, uma gastrectomia total, uma laparotomia exploradora, uma exérese de lipoma, três cirurgias para tratamento de hérnias umbilicais, uma herniorrafia incisional, uma para hérnia inguinal e uma herniorrafia umbilical com correção de diástase.
Na ginecologia e mastologia, foram tratados dois casos de mamas supranuméricas bilaterais, uma ginecomastia bilateral e supranumérica bilateral, uma cirurgia de remoção dos ovários por videolaparoscopia, uma laqueadura tubária por videolaparoscopia e duas excisões de granuloma de parede.
Esforço conjunto
João André São João Oliveira, representante nacional da Ebserh nesta edição do Dia E no Hucam/Ufes, testemunhou a relevância da ação. “Este dia muito especial de celebração, o Dia E, é uma ação vinculada ao programa Agora Tem Especialista que acontece simultaneamente em 45 hospitais universitários federais ligados à Ebserh, mais nove hospitais federais. É um esforço conjunto que visa oferecer cirurgias eletivas, procedimentos diagnósticos terapêuticos, consultas, com o objetivo de que cada pessoa tenha acesso em tempo oportuno ao que ela necessita para que o cuidado de sua saúde seja garantido com dignidade".
Oliveira também ressaltou a qualidade da mobilização local: “Temos a presença também da Secretaria Municipal de Saúde de Vitória, da Secretaria Estadual de Saúde do Estado do Espírito Santo, além da presença de mais de cem residentes e estudantes da graduação participando num esforço conjunto. Todo mundo envolvido. O hospital aqui está de parabéns, tem um movimento muito bonito”.
Exame de imagem realizado durante o mutirãoO superintendente do Ministério da Saúde no Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin, contextualizou a iniciativa em âmbito nacional: “São cirurgias, exames, procedimentos que facilitam a vida das pessoas, ampliando o acesso, diminuindo o tempo de espera e resolvendo o problema de saúde. A rede Ebserh aqui no Espírito Santo, representada pelo Hucam e pelos hospitais filantrópicos brasileiros – é integrando essas instituições que nós vamos resolver a questão da saúde do povo brasileiro”.
O subsecretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Heber Lauar, complementou: “Nós temos uma parceria muito frutífera com o Hucam em Vitória. Essa parceria é estendida para todo o país com os hospitais da rede Ebserh. É fundamental que ela frutifique cada vez mais. Através de movimentos como este, do Dia E, nós garantimos redução de fila, garantimos acesso a cada usuário do Sistema Único de Saúde aqui no Espírito Santo e em todo o país”.
Alegria
A alegria de quem finalmente consegue acesso ao tratamento necessário ficou evidente na fala de Saulo Felício Sales, que estava na fila de espera há cerca de cinco meses para uma cirurgia de hérnia. “Representa um alívio, né? No sentido de que eu vou fazer minha cirurgia de hérnia e vou deixar de sentir dor. Estou tomando muitos remédios por causa das dores. Então, vai ser um alívio".
Ele afirmou que ficou surpreso com a rapidez no atendimento. “Não esperava que fosse atendido tão rápido, não. Sinceramente, achei que ia demorar muito tempo. Mas essa semana eu recebi a mensagem de que estava marcada a cirurgia – até fiquei surpreso, achando que era golpe, mas não é”, comemorou.
Atendimento, formação e pesquisa
O Hucam/Ufes faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.
Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Fotos: Unidade de Comunicação do Hucam/Ufes
Categorias relacionadas Extensão SaúdePesquisa investiga como adultos com e sem TDAH compreendem a nova rotulagem nutricional de alimentos
Você realmente entende o que a nova rotulagem nutricional dos alimentos quer te dizer? Ler rótulos de alimentos nem sempre é uma tarefa simples e é justamente essa experiência cotidiana que motiva uma pesquisa desenvolvida por pesquisadoras do Departamento de Nutrição (DN/Ufes) e do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde (PPGNS/Ufes), no campus de Maruípe. O estudo investiga como adultos com e sem diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) compreendem a rotulagem nutricional de alimentos após as mudanças implementadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, em 2020, instituiu a nova rotulagem no Brasil.
Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a leitura e compreensão dos rótulos e subsidiar ações voltadas à promoção de escolhas alimentares mais saudáveis, a estudante de mestrado do PPGNS Gabriela Meigre, em parceria com as professoras Fabíola Soares (orientadora) e Erica Moraes (coorientadora), elaborou um questionário on-line destinado a pessoas com idades entre 18 e 59 anos, residentes nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Viana, Guarapari, Serra e Fundão, com ou sem diagnóstico médico de TDAH. “Cada resposta vai nos ajudar a fortalecer a produção de conhecimento científico e a desenvolver estratégias que promovam escolhas alimentares mais saudáveis e conscientes. A participação da população é essencial para o sucesso do estudo”, destaca Moraes.
Intitulada Análise comparativa da compreensão da nova rotulagem nutricional entre adultos com e sem TDAH antes e após vídeo educativo, a pesquisa busca identificar diferenças na forma como pessoas com e sem TDAH observam, interpretam e compreendem os rótulos, além de analisar o impacto de um vídeo educativo nesse processo. O estudo tem origem em projetos de pesquisa e extensão voltados ao público neurodivergente e em iniciativas relacionadas à rotulagem de alimentos, coordenados, respectivamente, por Soares e Moraes.
Nutricionista, Meigre explica que o crescimento no número de pessoas com TDAH (“condição associada a formas distintas de atenção e processamento da informação”) pode influenciar a compreensão da rotulagem nutricional. Segundo a pesquisadora, esse público consome uma quantidade significativa de alimentos industrializados, o que aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade. Meigre ressalta ainda que, mesmo com os avanços na regulamentação, persistem dificuldades na leitura, compreensão e aplicação das informações nutricionais no momento da escolha dos alimentos.
“Considerando a ausência de estudos que relacionem diretamente a rotulagem nutricional a esse público, o projeto foi desenvolvido com o objetivo de analisar e comparar a compreensão da nova rotulagem entre pessoas com e sem diagnóstico de TDAH, contribuindo para estratégias de educação alimentar e nutricional mais inclusivas e para o fortalecimento de políticas públicas de saúde”, destaca Meigre.
ImagemSelo de advertência
O estudo também chama atenção para a principal novidade trazida pela mudança nos rótulos: a inclusão de um símbolo em formato de lupa na parte frontal das embalagens, que indica termos como “alto em sódio”, “alto em açúcar adicionado” e “alto em gordura saturada”. Esses alertas têm a proposta de tornar a informação mais clara e facilitar escolhas alimentares mais conscientes. Ainda assim, Moraes explica que muitas pessoas relatam dificuldade para compreender o significado do selo de advertência e sua relação com a composição do alimento.
A professora observa, ainda, confusão e incerteza sobre como os dados nutricionais devem orientar a decisão de compra. “A falta de hábito de leitura dos rótulos e a sobrecarga de informações visuais nas embalagens também dificultam a compreensão, especialmente para pessoas com menor conhecimento em saúde ou com dificuldades de atenção”, avalia.
Para Moraes, como universidade pública, a Ufes exerce um papel relevante na produção de conhecimentos que dialogam diretamente com as políticas públicas de saúde e com as demandas da população capixaba: “Ao fomentar pesquisas sobre rotulagem nutricional, a instituição fortalece o debate sobre alimentação saudável, direito à informação e prevenção de doenças crônicas, ampliando a conscientização da sociedade e apoiando ações de educação alimentar e nutricional no Espírito Santo”.
Fotos: Freepik e Gabriela Meigre
Categorias relacionadas Pesquisa SaúdeSupressor de poeira sustentável, desenvolvido pela Vale em parceria com a Ufes, chega a Itabira (MG)
A Vale e a Biosolvit inauguraram nesta segunda-feira, 15, a segunda fábrica dedicada à produção do supressor de poeira sustentável feito à base de plástico PET reciclado, em Itabira (MG). Desenvolvido pela Vale em parceira com a Ufes, o supressor será produzido pela Biosolvit, que já opera uma fábrica em Cariacica.
Com 960 metros quadrados, a unidade terá capacidade para produzir um milhão de litros de resina biodegradável e reaproveitar mais de 24 toneladas de garrafas PET por mês, incluindo materiais de baixa reciclabilidade que seriam destinados para aterro sanitário. O produto será aplicado nas operações da Vale em Minas Gerais para reduzir a propagação de poeira. "Estamos transformando desafios ambientais em oportunidades para melhorar a vida das pessoas e garantir um futuro mais seguro e saudável. A implantação desta unidade também reforça nosso compromisso com o plano estratégico Itabira Sustentável, ao trazer para o município uma nova atividade econômica que amplia as oportunidades de renda para centenas de famílias da região", afirma o diretor de Operações da Vale em Itabira, Diogo Monteiro.
O investimento total da startup no projeto foi de R$ 30 milhões. "Com as duas unidades, será possível retirar do meio ambiente mais de 70 milhões de garrafas PET por ano, fabricando um produto sustentável que ajuda a reduzir a emissão de poeira. Trata-se de um projeto que reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade", destaca Guilhermo Queiroz, CEO da Biosolvit.
Imagem Miriam de Magdala: "Estamos abertos à colaboração para inovação"A resina biodegradável, criada a partir de PET reciclado, é fruto de dez anos de pesquisa e R$ 12 milhões em investimentos, sendo um produto inédito e patenteado pela Vale e pela Ufes. A superintendente de Projetos e Inovação da Ufes, Miriam de Magdala, destaca que a inauguração de mais uma planta do produto reforça o valor da parceria para a promoção da inovação. "Nesse caso, o conhecimento acadêmico foi transformado em solução benéfica para as empresas, para famílias de catadores de material reciclável e para o meio ambiente, com a redução de garrafas PET sem destino adequado. A sociedade ganha como um todo. A Ufes está empenhada em facilitar a relação de parceria universidade-empresa para que mais iniciativas bem sucedidas como essa possam se tornar realidade", afirma.
Beneficio ambiental e social
No processo de produção do supressor de poeira sustentável, o plástico passa por reciclagem química e é transformado em uma resina biodegradável e não tóxica, aplicada em pilhas de minério de ferro, vias não pavimentadas e carregamentos de minério de ferro, formando uma película protetora que evita a dispersão de poeira e melhora a qualidade do ar.
Além do benefício ambiental, a iniciativa gera renda para famílias de catadores de material reciclável da região. Inicialmente, os recicláveis serão fornecidos por cerca de 560 catadores de 12 associações dos municípios de Itabira, Santa Bárbara, Barão de Cocais, João Monlevade, Rio Piracicaba, Ouro Preto, Mariana, Itabirito e Sabará. A expectativa é que haja um aumento de até 30% na receita desses trabalhadores com a venda de PET para a Biosolvit.
Fotos: Superintendência de Projetos e Inovação da Ufes
Categorias relacionadas Meio ambiente PesquisaPesquisadoras que começaram no Programa de Iniciação Científica da Ufes conquistam prêmios no Brasil e no exterior
A vida de pesquisador e pesquisadora na Ufes começa cedo, ainda na graduação, por meio do Programa Institucional de Iniciação Científica (Piic/Ufes). Hoje são 1.320 estudantes integrando o Piic (777 bolsistas) e quem faz essa opção pode colher frutos rapidamente. Dois casos de premiações recentes mostram como a iniciação científica ajuda na formação e na qualificação de estudantes e egressos.
A estudante do curso de Zootecnia da Ufes (campus de Alegre) Larissa Moraes está entre os dez jovens de maior destaque do país da 6ª edição do programa CNA Jovem 2025, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entidades que compõem o Sistema CNA.
A coordenadora do curso de Zootecnia, Magda Andrade, comemorou o reconhecimento de Moraes: “Ela foi selecionada entre participantes de diversos estados brasileiros. Isso mostra o impacto da formação oferecida no nosso curso, que estimula o pensamento crítico, a inovação e o engajamento dos estudantes em desafios reais do setor”, avalia.
A estudante está nos semestres finais do curso e já passou por quatro projetos de iniciação científica pesquisando Variedades de Cana-de-Açúcar para Produção de Silagem, Avaliação da Qualidade do Leite e da Viabilidade Econômica de Confinamento Compost Barn com Vacas Girolando, Qualidade do Leite de Vacas Confinadas em Compost Barn via Análise Multivariada e Farinha de larva da mosca soldado-negro no desempenho de juvenis de tilápia do Nilo.
Imagem A estudante do curso de Zootecnia Larissa MoraesSegundo Moraes, durante as etapas do programa CNA Jovem, ela percebeu o quanto a graduação na Ufes e os projetos de iniciação científica foram essenciais para seu desempenho. “As disciplinas me proporcionaram uma base técnica sólida e as experiências em projetos de iniciação científica e de extensão ampliaram minha capacidade de transformar ideias em ações práticas. Além disso, pude contar com professores sempre solícitos, que foram uma base de apoio fundamental para tirar dúvidas e fortalecer meu aprendizado. Tudo isso contribuiu diretamente para que eu tivesse segurança e consistência dentro do programa”.
Dados abertos
Quem também alcançou premiação recente foi a egressa do curso de Direito da Ufes Agatha Brandão, que hoje atua como pesquisadora associada na Faculdade de Direito da Universidade de Lucerna, na Suíça. Ela levou o Prêmio Nacional de Dados Abertos de Pesquisa, concedido pelas Swiss Academies of Arts and Sciences (Academias Suíças de Artes e Ciência) e financiado pela Swiss National Science Foundation (Fundação Nacional Suíça para a Ciência).
Intitulado Choice of Law Dataverse, o projeto em que Brandão atua utiliza a metodologia do direito comparado, sendo que as normas nacionais e as decisões judiciais são organizadas sistematicamente e disponibilizadas através de um processo colaborativo. Isso permite que estudantes, pesquisadores e profissionais do Direito naveguem numa plataforma digital pelo direito internacional com maior eficiência.
“É uma base de dados sobre a escolha de lei aplicável em contratos internacionais. O projeto, em geral, visa tornar as regras de Direito Internacional Privado mais acessíveis e transparentes. A abrangência é global, com mais de cem jurisdições em foco”, explica Brandão.
Imagem A egressa do curso de Direito Agatha Brandão, que hoje atua como pesquisadora na Faculdade de Direito da Universidade de Lucerna, na SuíçaSobre a premiação, ela afirma, comemorando: “Esse é um prêmio de pesquisa muito importante em âmbito federal suíço, que visa reconhecer pesquisadores que se destacam por práticas exemplares e inovadoras no campo de Open Science [Dados Abertos de Pesquisa]”.
Na iniciação científica, Brandão foi bolsista do Fundo de Apoio a Ciência e Tecnologia (Facitec), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do Programa Integrado de Bolsas da Ufes (PIB/Ufes) entre os anos 2010 e 2014. Logo após concluir sua graduação em Direito, foi para o mestrado no Institut d'Études Politiques de Paris (França) e atualmente está vinculada como pesquisadora à Universidade de Lucerna (Suíça).
“Comecei a trabalhar como pesquisadora na graduação da Ufes em 2010. Isso me levou à carreira acadêmica. Serei eternamente grata à Ufes e aos meios de financiamento públicos por terem me proporcionado essas oportunidades que contribuíram diretamente para o reconhecimento internacional que obtive”, afirmou Brandão.
Trajetórias
O diretor da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufes, Sergio Lins, considera que os dois casos de premiação são “excelentes exemplos de como a participação de estudantes no Piic pode transformar trajetórias e contribuir com o progresso da sociedade”. Ele continua: “Isso demonstra que o Piic está cumprindo um dos seus objetivos de encaminhar os estudantes para a pesquisa e a pós-graduação, em nível nacional ou internacional”.
Lins também destacou a relevância social do prêmio que a egressa da Ufes recebeu: “Esse prêmio é concedido em reconhecimento por práticas inovadoras no campo da Ciência Aberta, um movimento mundial extremamente necessário para tornar o conhecimento científico mais democrático, o que inclui a disponibilização pública dos dados de pesquisa”.
Na avaliação do diretor, “abrir os dados de pesquisa torna o processo mais transparente, acessível e sustentável, por meio do compartilhamento e do reuso de dados”. Ele destacou que, no Brasil, a maior parte das atividades de pesquisa é custeada por financiamento público. “Assim, investir e valorizar as práticas de Ciência Aberta é devolver à sociedade o que a ela pertence. Adianto que em breve teremos novidades sobre Ciência Aberta na Ufes!”, antecipou ele, mantendo suspense sobre o que está por vir.
Como funciona o Piic
O Piic visa fundamentalmente incentivar a carreira científica de estudantes de graduação, preparando para a pós-graduação. O ingresso no Piic/Ufes se dá por meio de edital, lançado anualmente. Estão aptos a participar servidores da Ufes que atuam em projetos de pesquisa e estudantes de graduação. Cada participante é vinculado a um subprojeto de pesquisa a ser desenvolvido sob a orientação de um pesquisador. O Piic/Ufes é dividido em dois subprogramas: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e o Programa Institucional Voluntário de Iniciação Científica (Pivic).
Fotos: Freepik e arquivo pessoal das entrevistadas
Categorias relacionadas Institucional PesquisaRelatório inédito revela perfil e atuação de gestores e técnicos negros na administração pública capixaba
“O evento não foi um fim em si mesmo, mas o ponto de partida para a construção de um futuro no qual a presença negra na gestão pública vá além de cargos periféricos e ocupe espaços estratégicos de decisão”. Esse trecho compõe o Relatório do I Encontro de Gestores(as) e Técnicos(as) Negros(as) do Espírito Santo, documento pioneiro que apresenta um panorama detalhado da presença de profissionais negros e negras na gestão pública do Espírito Santo, reunindo informações sobre perfil, áreas de atuação e esferas institucionais, além de proposições construídas coletivamente pelos participantes.
Produzido pelo conjunto de instituições e organizações realizadoras do evento, sob coordenação da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad/Ufes), a publicação traz informações do encontro realizado no campus de Goiabeiras em 6 de dezembro de 2024, que reuniu profissionais da Ufes, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Rede Estadual de Educação do Espírito Santo, de órgãos e institutos estaduais e representantes do movimento negro. Embora não traga o número absoluto de inscritos, os percentuais apresentados evidenciam um grupo diverso e representativo de profissionais negros e negras, oferecendo um retrato inédito de sua atuação nos diferentes níveis da gestão pública do Estado. Veja a íntegra do relatório no arquivo anexado abaixo.
Em 14 páginas, o relatório mostra que metade dos participantes atua na gestão estadual, 26,2% na municipal e 23,8% na esfera federal. Os dados também revelam o perfil racial do público: 72,5% das pessoas inscritas se declararam pretas e 23,8, pardas. Quanto à identidade de gênero, 73,8% dos participantes são mulheres e o recorte etário indica predominância de pessoas em fase madura da trajetória profissional, com 38,8% na faixa entre 40 e 49 anos.
Outro dado relevante mostra que a área da Educação concentra 55% das inscrições, tornando-se o principal espaço institucional em que profissionais negros e negras estão inseridos e atuam em funções técnicas, de coordenação e de gestão. Segundo o secretário de Ações Afirmativas e Diversidade da Ufes, Gustavo Forde, esse resultado indica que escolas, secretarias e serviços educacionais têm sido portas de entrada significativas para a atuação de pessoas negras no Estado. Setores como cultura, saúde, justiça, governança, planejamento e áreas técnicas diversas somam 26,2% dos participantes.
“Essa distribuição mostra que a presença negra é transversal, alcançando diferentes campos da administração pública, mas ainda sem atingir uma massa crítica significativa em áreas estratégicas, como orçamento, gestão central, planejamento ou administração superior. Isso reforça a importância de políticas afirmativas, redes de apoio e espaços de formação para ampliar essa participação”, destaca Forde.
Propostas
O relatório apresenta um conjunto de propostas voltadas à continuidade e ao fortalecimento da articulação criada no evento. Entre os encaminhamentos, destaca-se a criação de um núcleo provisório responsável por organizar as próximas ações coletivas, estruturar modelos de organização (como associação ou observatório) e conduzir o planejamento do próximo encontro estadual, previsto para ocorrer em meados de 2026, com indicação inicial dos municípios de Viana ou Piúma como possíveis sedes.
O documento também aponta para a necessidade de instituir encontros periódicos, que podem assumir formatos mensais, quinzenais, semanais ou itinerantes, conforme avaliação do grupo. Outra proposta é a criação de um repositório de informações internas com fotos e descrições dos integrantes, facilitando o conhecimento mútuo e a formação de redes de apoio.
No campo das ações estratégicas, o relatório sugere o fortalecimento de iniciativas intersetoriais, a ampliação da oferta de formações continuadas (incluindo cursos afrocentrados e conteúdos jurídicos voltados à atuação institucional), e o reforço das conexões entre áreas como Saúde, Educação e Igualdade Racial. As propostas incluem, ainda, medidas para ampliar a presença negra em espaços de decisão, fortalecer conselhos, aprimorar mecanismos institucionais de proteção e valorização profissional e consolidar redes que contribuam para a promoção da igualdade racial na gestão pública capixaba.
“Em conjunto, essas propostas estruturam um plano de ação que busca dar continuidade ao movimento iniciado pelo encontro, fortalecendo vínculos, qualificando práticas e ampliando as condições para que profissionais negros e negras ocupem espaços estratégicos e contribuam de forma ainda mais significativa para as políticas públicas do Espírito Santo”, avalia Forde.
Articulação
Para ele, a produção do relatório é fundamental porque registra, pela primeira vez, a voz coletiva de gestores e técnicos negros e gestoras e técnicas negras da administração pública capixaba, organizando de maneira sistemática dados, experiências e desafios que até então estavam dispersos e oferecendo uma base sólida para o aprimoramento de políticas públicas.
“Mais do que um documento, ele representa o início de um processo contínuo de articulação. O encontro que o originou foi inédito e mostrou que há força e disposição para avançar. O relatório nos dá ótimas expectativas porque evidencia que, quando nos encontramos e nos reconhecemos, abrimos caminhos para ampliar a presença negra em espaços estratégicos de decisão e construir um futuro institucional mais justo e diverso”, conclui.
Fotos: Secom/Ufes
Relatório do I Encontro de Gestores (as) e Técnicos (as) Negros (as) do Espírito Santo Categorias relacionadas InstitucionalColetânea escrita por estudantes de Direito analisa relações raciais e sistema judiciário no Brasil
O que começou como mais uma sequência de debates na disciplina Direito e Relações Raciais, do curso de Direito, transformou-se em um livro que reúne teoria, vivências e inquietações próprias da formação acadêmica. Ao longo do semestre, o professor voluntário do Departamento de Direito (DD) Gabriel Merigueti conduziu análises profundas sobre como o racismo estrutura o cotidiano brasileiro e molda as disputas por justiça. O resultado, apresentado ao final do período letivo, é a coletânea Direito e Relações Raciais – Um diálogo entre a academia e a sociedade, escrita por 37 coautores (entre estudantes e professor), que, a partir de diferentes trajetórias e perspectivas, constroem um panorama amplo de temas que atravessam o constitucionalismo, o urbanismo, a religião, a tecnologia, a política e a segurança pública.
Coordenador da iniciativa, Merigueti destaca que, embora a obra tenha sido produzida no ambiente universitário, ela dialoga com debates nacionais ao chamar a atenção para questões como a contribuição quilombola, a exclusão racial na formação do Estado, as políticas de cotas, as interseccionalidades, a intolerância religiosa, o racismo ambiental, a migração racializada, a discriminação algorítmica, o encarceramento, a representatividade negra e o genocídio da população negra. “A grande urgência é compreendermos a transversalidade do racismo. O livro aborda temas variados (do urbanismo ao Direito Penal) justamente para provar que o racismo estrutural é o fio condutor de injustiças no Brasil. Não se trata de problemas isolados, mas de um sistema que precisa ser desvendado e combatido em todas as suas frentes”, destaca.
Riqueza na diversidade
Para o professor, o material reflete a necessidade dos estudantes de entender não apenas as leis, mas as histórias e estruturas que as atravessam – uma busca que, de acordo com ele, só ganha força num espaço como a universidade pública, esse “microcosmo” em que pessoas de diferentes classes, gêneros, raças e idades se encontram para debater e construir ideias. “Coordenar a obra me mostrou que este livro é o produto da maior riqueza da Ufes: sua diversidade. Eu, como homem preto, filho do ensino público, vindo de Anchieta [município do interior do estado], tenho uma visão de mundo específica. Porém, a troca com estudantes de outras realidades oxigena minhas perspectivas. O ensino de Relações Raciais não é uma via de mão única; ele me faz ampliar meu senso crítico e transforma a sala de aula em um espaço de construção coletiva”, conclui Merigueti, que é membro da Comissão da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB/ES).
A criação da disciplina Direito e Relações Raciais partiu de uma iniciativa do professor do DD Marco Olsen (na foto acima, de camisa branca), construída em diálogo com o Centro Acadêmico Roberto Lira Filho. Atual ouvidor da Ufes e responsável pelo prefácio da obra, o docente explica que o material aproxima o Direito de debates contemporâneos ao discutir a proteção de valores fundamentais e o enfrentamento das violações raciais no Brasil. Para ele, o livro oferece à Universidade a oportunidade de analisar não apenas o Direito em sua visão tradicional, mas também a realidade social marcada por discriminações históricas.
Dignidade humana
Ele reforça que a coletânea permite um debate mais maduro, científico e consciente sobre a dignidade humana e sobre o papel do Direito como ferramenta que limita comportamentos abusivos e promove educação social: “Essa é uma obra que traz um assunto do Direito para discutir as tantas violações às questões raciais no Brasil. É uma oportunidade de debater como essas violações têm comprometido a dignidade da pessoa humana e de usar o Direito como instrumento justo para conter comportamentos equivocados. Agora temos a chance de enfrentar esse tema de forma madura, acadêmica, metódica e científica, e esse é exatamente o grande mérito da obra”.
A coletânea Direito e Relações Raciais – Um diálogo entre a academia e a sociedade pode ser adquirida por meio deste link. O livro já está em fase de produção para uma segunda edição.
Categorias relacionadas EnsinoDois estudos da Ufes contribuem para a produção científica sobre doença falciforme
A Ufes conduz duas pesquisas que abordam a doença falciforme sob diferentes perspectivas: uma dedicada à organização e ao acesso aos serviços de saúde e outra às alterações celulares relacionadas à doença – uma condição genética hereditária, com poucas possibilidades de cura, que modifica a forma e o funcionamento dos glóbulos vermelhos, comprometendo o transporte de oxigênio e desencadeando crises dolorosas, isquemia e outras complicações graves. O objetivo comum dos estudos é ampliar a compreensão dos impactos da enfermidade, que acomete entre 5% e 7% da população mundial, além de contribuir para o cuidado de populações afetadas e para a melhoria do atendimento, do diagnóstico e da qualidade de vida dos pacientes.
A pesquisa Caracterização topográfica e espectral de eritrócitos e drepanócitos por microscopia de força atômica e Espectroscopia Raman, que está sendo desenvolvido por Lizandra Sarmento no Programa de Pós-Graduação em Bioquímica (PPGBiq/Ufes) em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), busca compreender os mecanismos celulares associados à fisiopatologia da doença e gerar dados comparativos entre células normais e falcêmicas, aperfeiçoando o entendimento molecular e o potencial diagnóstico da condição.
Já o estudo Acesso aos serviços de saúde por pessoas com doença falciforme em Angola, conduzido pela pesquisadora angolana Suraya Roberto Filho no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC/Ufes), analisa como o sistema de saúde do país africano responde às necessidades dessas pessoas, identificando barreiras, lacunas e desafios na organização do cuidado. O trabalho visa contribuir para a redução dos efeitos adversos da doença mediante melhorias no sistema de saúde, elaborar recomendações para formulação de políticas públicas, aprimorar práticas assistenciais e fortalecer a cooperação científica entre Brasil e Angola.
As pessoas com doença falciforme podem apresentar sintomas como palidez ou icterícia, fraqueza, crises dolorosas frequentes em várias partes do corpo, inchaço das mãos e pés (especialmente em crianças), infecções recorrentes, atraso no crescimento, alterações visuais e, em casos mais graves, acidente vascular cerebral (AVC). O diagnóstico é realizado principalmente pela triagem neonatal, conhecida como teste do pezinho, preferencialmente entre o terceiro e quinto dia de vida.
Teste do pezinho: uma das principais formas de diagnosticar a doençaAbordagem molecular
No estudo desenvolvido pela biomédica Sarmento o foco é a investigação molecular da doença falciforme. Orientada pelas professoras Marcella Porto (PPGBiq/Ufes e Ifes) e Glória Viégas (Ifes), a pesquisa combina Microscopia de Força Atômica e Espectroscopia Raman para observar, em detalhes, como as hemácias normais e falcêmicas se diferenciam em estrutura, rigidez e composição química. Segundo a pesquisadora, essas análises permitem identificar marcadores que podem tornar o diagnóstico mais preciso e auxiliar no acompanhamento clínico, favorecendo intervenções personalizadas.
Entre 2014 e 2020, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) registrou 1.087 novos casos de crianças diagnosticadas com doença falciforme no Brasil, uma incidência de cerca de quatro casos a cada dez mil nascidos vivos. O Ministério da Saúde estima que haja, atualmente, entre 60 mil e cem mil pacientes com a patologia no país. “A doença falciforme tem alta prevalência, especialmente em populações afrodescendentes, e representa um importante desafio para a saúde pública devido à sua complexidade clínica e ao impacto significativo na qualidade de vida. Embora haja avanços no manejo clínico, ainda existem lacunas no entendimento das características biomédicas e das variações clínicas, o que limita o desenvolvimento de tecnologias diagnósticas e terapêuticas eficazes”, ressalta.
Segundo ela, o uso de técnicas precisas possibilita um diagnóstico precoce e sensível, além de um monitoramento detalhado da progressão da doença, permitindo ajustes terapêuticos personalizados mais adequados: “Com os dados obtidos sobre alterações na rigidez da membrana celular e nos compostos moleculares, os profissionais de saúde podem compreender melhor as variações fenotípicas e desenvolver planos de cuidado individualizados, contribuindo para um manejo clínico mais eficaz e para a prevenção de complicações”.
As amostras utilizadas são coletadas em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Espírito Santo (Hemoes). As análises por microscopia óptica, força atômica e Espectroscopia Raman ocorrem no Laboratório Multiusuário de Experimentação (LabMInst/Ufes), no Grupo de Estudos em Microscopia (Gem/Ifes) e no Programa Interdisciplinar de Promoção e Atenção à Saúde (Pipas/Ifes). “Ufes e Ifes são instituições públicas comprometidas com ensino, pesquisa e extensão. São, portanto, instituições irmãs que desenvolvem diversas parcerias e este projeto é mais uma delas, contribuindo com informações qualificadas sobre a doença falciforme, muitas vezes negligenciadas pela comunidade”, destaca a coorientadora Viégas.
Saúde em Angola
Imagem Em Angola, a doença atinge cerca de 20% da populaçãoA socióloga Suraya Roberto Filho concentra seu estudo nas barreiras enfrentadas por pessoas com doença falciforme em Angola – um grupo expressivo, já que a condição atinge cerca de 20% da população. Para compreender como os serviços de saúde são organizados e como esses usuários conseguem (ou não) acessar os cuidados necessários, a pesquisadora analisa documentos oficiais, como legislações e diretrizes, examina políticas públicas e realiza entrevistas com profissionais e gestores de Luanda, capital do país.
Orientada pelas professoras da Ufes Carolina Esposti e Luciana Nascimento, a pesquisadora verificou que seu país apresenta uma distribuição desigual de unidades de saúde e de determinantes sociais do cuidado, situação que também se reflete na disponibilidade de profissionais, medicamentos e equipamentos, predominantemente concentrados em áreas urbanas. “Isso dificulta a padronização do acesso das pessoas com doença falciforme, que, infelizmente, têm um quadro fisiopatológico muito instável. O deslocamento em busca de atendimento gera custos adicionais, o que contribui para a ausência de estatísticas confiáveis sobre essas patologia”, afirma.
Para a pesquisadora, estudar remotamente sobre a doença, tendo Angola como contexto de investigação, representa uma motivação “patriótica, social e política” e uma forma de contribuir com seu país. Segundo ela, a formação em uma instituição brasileira – “país com a maior diáspora africana com a doença falciforme” – tem ampliado seu desenvolvimento acadêmico, oferecendo acesso à literatura atualizada, debates metodológicos e comparações internacionais: “O Brasil possui uma cultura de produção, comprometimento e promoção científica de destaque e que muito admiro”.
Limitações
O ambiente virtual ajuda a superar barreiras geográficasRoberto Filho reconhece que a distância impõe limites, como a impossibilidade de observar diretamente os serviços de saúde ou realizar entrevistas presenciais, mas afirma que essas dificuldades têm se mostrado transformadoras. “A experiência e o profissionalismo da minha orientadora e coorientadora me permitem desenvolver estratégias metodológicas mais colaborativas, envolvendo pessoas que estão em Angola. Isso fortalecerá a credibilidade e a contextualização dos resultados desse rico estudo. Felizmente, o ambiente virtual também tem o seu lugar na pesquisa científica e tem me auxiliado bastante nessa jornada”, destaca.
A coorientadora Nascimento acrescenta que produzir conhecimento com recursos limitados e enfrentar barreiras geográficas e culturais é desafiador, mas avalia que a experiência tem sido enriquecedora graças ao trabalho conjunto do grupo interprofissional. Segundo ela, a colaboração e a diversidade de formações das pesquisadoras fortalecem o percurso investigativo e serão essenciais para a conclusão do estudo. “O desenvolvimento da pesquisa no âmbito da Ufes é estratégico para o êxito dos objetivos propostos, considerando sua capacidade instalada e a trajetória consolidada da Universidade em ações de pesquisa, ensino e extensão, realizadas em âmbito nacional e internacional”, conclui.
A pesquisa de Roberto Filho tem previsão de conclusão em agosto do próximo ano, enquanto a de Sarmento deve ser finalizada entre maio e junho de 2027.
Fotos: Biblioteca Virtual de Enfermagem, Agência Senado, Organização Mundial de Saúde e arquivo das pesquisadoras
Categorias relacionadas Pesquisa SaúdeCampus de Alegre recebe visita de Comissão para avaliar a implementação do curso de Medicina
O campus de Alegre recebeu nesta semana a visita da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento das Escolas Médicas (Camem), que verificou in loco a viabilidade de implementação do curso de Medicina no campus. Em outubro, o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, apresentou a proposta de criação do novo curso e recebeu uma resposta favorável do secretário de Educação Superior, Marcus Vinícius David.
A visita foi realizada pelos professores e membros da Camem Carolina Paz e George Azevedo na quarta e quinta-feira, dias 10 e 11, e foram acompanhados pela diretora do Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde (CCENS), Taís Soares; pelo chefe de Gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso; pelo presidente da comissão para elaboração do Projeto Pedagógico de Curso (PPC), Genival dos Santos Júnior; e por outros gestores da Universidade. A comissão também se reuniu com prefeitos de municípios da região e com gestores municipais e estaduais da área de Saúde.
Na avaliação da diretora do CCENS, a visita foi muito positiva. “Tanto o professor George quanto a professora Carolina vivem uma realidade de campus no interior, e isso é importante porque nós estamos falando da implementação de um curso também em um campos no interior. Os diálogos foram muito proveitosos e acredito que eles saíram com uma impressão positiva daqui de Alegre. As orientações que eles nos passaram foram muito significativas”, afirmou.
Taís Soares ressaltou que a Camem atua no sentido de favorecer a criação do curso: “Nos orientam e dizem o que devemos fazer para ter um curso de qualidade. Com a criação do curso, a Camem fará visitas semestrais para acompanhar o andamento do curso”.
A expectativa é que o novo curso de Medicina seja criado a partir de 2027.
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Categorias relacionadas InstitucionalHucam vai ofertar cerca de 1.800 atendimentos adicionais neste sábado, 13
O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam/Ufes) vai ofertar neste sábado, 13, cerca de 1.800 atendimentos adicionais (fora da rotina habitual da unidade hospitalar), entre exames, diagnósticos, consultas e cirurgias de diversas especialidades. É o maior mutirão da história do hospital realizado em um único dia. A iniciativa integra a última edição de 2025 do Dia E – Ebserh em Ação, que oferecerá, simultaneamente, consultas, exames e cirurgias nos 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh em todo o país.
Serão atendidos pacientes da fila do Sistema Único de Saúde (SUS) previamente agendados, ampliando o acesso da população ao atendimento especializado e contribuindo para a redução do tempo de espera por uma consulta ou procedimento. Estão previstos no Hucam/Ufes consultas e procedimentos nas áreas de Cirurgia Geral, Dermatologia, Ginecologia, Oftalmologia, Gastroenterologia e Urologia.
O Dia E tem interface direta com o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, e reforça o compromisso dos hospitais da Rede Ebserh com o SUS e com a assistência pública de qualidade.
Rede Ebserh
O Hucam/Ufes é administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do SUS ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Categorias relacionadas SaúdePesquisa da Ufes sobre ensino de história e cultura afro na rede básica é apresentada em evento sobre igualdade racial
Os pilares para a implementação efetiva da Lei nº 10.639/2003 – que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas – são formação obrigatória e aprofundada dos professores; revisão curricular e de materiais didáticos dentro do Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD); financiamento contínuo; e criação de estruturas institucionais de monitoramento. As recomendações estão na pesquisa realizada na Ufes intitulada Nossos passos vêm de longe: as contribuições da diáspora africana para a Lei 10.639/2003, apresentada nesta quinta-feira, 11, no Seminário de Pesquisas em Rede – Igualdade Racial, que aconteceu em Brasília.
O evento foi promovido pelo Ministério da Igualdade Racial, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que busca valorizar a produção científica de pesquisadores negros e negras, promover a troca de experiências, a socialização e o fortalecimento das redes de pesquisa e inovação social voltadas à promoção da igualdade racial. O estudo realizado na Ufes foi apresentado pelas professoras Débora Araújo (coordenadora da pesquisa), Marileide França e Ozirlei Marcilino, todas do Departamento de Teorias de Ensino e Práticas Educacionais da Ufes.
Desafios e propostas
A coordenadora da pesquisa, Débora Araújo, apresentou desafios e propostas para a implementação da leiA pesquisa analisou 309 trabalhos produzidos em programas de pós-graduação em educação, ensino e correlatos de instituições públicas brasileiras. O objetivo foi analisar os desafios e propostas para a implementação da Lei nº 10.693 relatados em teses e dissertações no período de 2014 a 2024.
“A análise desse material revela que, apesar de fragilidades estruturais, o campo de pesquisa está evoluindo para abordagens mais complexas e profundas, buscando romper com o modelo simplório de inclusão cultural”, afirma a professora Débora Araújo.
O projeto Nossos passos vêm de longe foi desenvolvido no âmbito da área de Educação das Relações Étnico-Raciais (Erer) do Centro de Educação da Ufes. A equipe foi composta por 32 pessoas, entre docentes, estudantes e egressos da graduação e da pós-graduação da Ufes, além de docentes das universidades federais de Viçosa (UFV), do Recôncavo da Bahia (UFRB), de Ouro Preto (Ufop) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
As análises e os resultados da pesquisa serão publicados em diversos formatos, em especial num livro que está em produção.
Fotos: Divulgação
Ekaterina Bessmertnova lançará clipe e apresentará canções do seu primeiro trabalho solo no projeto Som na Sexta
A cantora russa Ekaterina Bessmertnova é quem vai iluminar o projeto de extensão Som na Sexta de dezembro, nesta sexta-feira, 12, a partir das 18 horas. Ela lançará clipe e apresentará show com canções do seu primeiro trabalho solo e clássicos da MPB. O evento musical, que é gratuito e aberto ao público, acontecerá na sede do Instituto Marlin Azul, localizado na Rua Oscar Rodrigues de Oliveira, 570, no Bairro Jardim da Penha, em Vitória, próximo à Rua da Lama. Cantora profissional naturalizada brasileira e radicada em Vitória há nove anos, Bessmertnova lançará no Som na Sexta o clipe da música Contra os Ventos e as Marés, do seu primeiro álbum solo.
Neste seu primeiro EP, lançado em 2024, ela interpreta cinco canções do maestro e compositor Célio Paula, inspirada pelas memórias afetivas dos verões de sua terra natal e pela vivência em solo tropical. Contra os Ventos e as Marés, que também dá título ao álbum, reflete a compreensão de que nada do que existe é fixo e estático, a partir de uma poesia sobre o acaso e as desventuras do amor. Ainda integram o EP as faixas Oitizeiro, Aprumar, Pé de Goiaba e Sai de Reto Olho Gordo.
Com sua voz potente e timbre aveludado, Ekaterina compartilha com o público canções populares, combinando ritmos como o samba, a bossa nova, o ijexá e a valsa. Para celebrar o lançamento do clipe, ela fará uma apresentação especial com todas as cinco músicas do álbum e uma seleção de clássicos da música popular brasileira.
Acompanham a cantora na apresentação do Som na Sexta o compositor, guitarrista, violonista, pesquisador acadêmico, professor de violão e guitarra da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) Victor Polo; a violoncelista da Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (Oses) e professora de violoncelo no projeto Vale Música Liana Meirelles; e o percussionista da Oses, produtor e professor Léo de Paula.
Trajetória
Ekaterina Bessmertnova se especializou em Canto Popular e Jazz na Academia Estatal das Artes de Ufá, na República do Bascortostão, na Rússia. Tem experiência profissional como professora de canto na Escola Pública Municipal de Música (para crianças e jovens), solista de big band e em apresentações diversas em casas de shows, restaurantes e bares na sua cidade natal. Desde 2018, atua como professora de canto em escolas de música de Vitória.
Ekaterina se destacou como cantora solista nos projetos Mulheres na Música, com a Camerata Sesi (2025); Voz e Percussão com Léo de Paula (2024, 2025); Tributo a Dona Ivone Lara (2024, 2025); Trilhas de Novela, com a Camerata Sesi (2024); Recital-palestra Musicalidade Bantu no Brasil, em Bogotá, Colômbia (2024); e Abertura oficial do movimento Outubro Rosa no Palácio Anchieta (2021, 2023, 2024 e 2025), entre outros. Foi semifinalista do Prêmio da Música Capixaba na categoria Intérprete (2024 e 2025).
Som na Sexta
O projeto Som na Sexta - IMA Musical nasceu da parceria entre o Instituto Marlin Azul e o Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA) da Ufes e do desejo comum de promover encontros musicais informais, na primeira sexta-feira de cada mês. Em cada edição, um ou mais artistas são convidados para a apresentação de um pequeno conjunto de peças de compositores locais, nacionais ou internacionais. O objetivo do projeto de extensão é criar um espaço/tempo para que estudantes e profissionais do estado se apresentem em um ambiente descontraído, aproximando a arte das pessoas.
Foto: Divulgação
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