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Ufes e de universidades do Nordeste realizam simpósio sobre desertificação e mudanças climáticas em regiões semiáridas
O Grupo de Pesquisa Geografia Física, Biogeografia e Planejamento de Sistemas Ambientais (Geobios) da Ufes e a Universidade de Pernambuco (UPE) realizam entre os dias 9 a 12 de setembro um evento nacional para discutir os impactos das mudanças climáticas nas regiões semiáridas (caracterizadas pelo clima seco, chuvas irregulares e altas temperaturas). Com o tema Desertificação e mudanças climáticas: desafios e soluções para os territórios semiáridos, o Simpósio Brasileiro de Paisagens Semiáridas, Degradação e Mudanças Climáticas vai acontecer nos campi de Garanhuns e de Petrolina da UPE e tem como coorganizadoras as universidades federal do Agreste de Pernambuco (Ufape) e do Vale do São Francisco (Univasf).
Pessoas interessadas em participar podem se inscrever por meio deste link.
Segundo o professor do Departamento de Geografia da Ufes Sirius Souza, coordenador do Geobios, o simpósio é o primeiro evento nacional dedicado especificamente à discussão integrada de temáticas relacionadas à degradação das paisagens, às mudanças climáticas, às vulnerabilidades socioambientais e às estratégias de adaptação e de convivência com os desafios ambientais contemporâneos. O evento pretende reunir pesquisadores e estudantes de diferentes instituições e regiões do país, profissionais das áreas ambientais, educadores e lideranças locais.
Em Pernambuco, professores e pesquisadores da Ufes vão apresentar trabalhos relacionados à degradação e às mudanças climáticas, levando os resultados de pesquisas desenvolvidas no Espírito Santo e ampliando o intercâmbio científico. Veja a programação completa no site do evento.
Pesquisas
O Geobios é um grupo de estudo e pesquisa recém-criado na Ufes que desenvolve pesquisas nas áreas de biogeografia e planejamento ambiental, ecologia da paisagem, desertificação e planejamento e recuperação de áreas degradadas. O grupo se constitui como um espaço de diálogo, formação e colaboração científica, aproximando pesquisadores e estudantes de diferentes regiões do país para produzir conhecimento científico voltado à conservação das paisagens e dos recursos naturais do Brasil.
O Geobios conta, ainda, com a colaboração da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
Categorias relacionadas Meio ambiente PesquisaSuspense dos EUA e produções brasileiras de comédia e documentário estreiam no Cine Metrópolis nesta quinta-feira, 27
Um dos maiores nomes do cinema autoral norte-americano, Gus Van Sant volta às telonas com o filme Refém Por Um Fio, que estreia nesta quinta-feira, 27, no Cine Metrópolis. Diretor de Gênio Indomável (1997), Van Sant conta, no novo longa, a história real de um famoso sequestro ocorrido nos Estados Unidos em 1977. Além de Refém Por Um Fio, o Metrópolis estreia a comédia Muito Prazer, de Jorge Furtado, e o documentário Nem Tudo É Paz e Amor, de Betão Aguiar.
Em Refém Por Um Fio, Gus Van Sant segue a história de Tony Kiritsis, um jovem trabalhador que, ao ser enganado por um corretor imobiliário rico e famoso, decide sequestrar seu filho e o manter acorrentado a uma escopeta. Durante mais de 60 horas, o caso paralisou os Estados Unidos enquanto milhões de pessoas acompanharam ao vivo uma negociação cada vez mais imprevisível.
Já Muito Prazer, do brasileiro Jorge Furtado, acompanha Rubem (Daniel de Oliveira), um motorista de aplicativo, que herdou um estabelecimento de seu tio: o motel Pérola, tão antigo que ele pensava até estar abandonado. Ao chegar no local, Rubem descobre que lá dentro vive Grace (Luisa Arraes), uma ex-funcionária. Determinados a reabrir, eles percebem que o motel já não tem mais a mesma fama, e, para sair do vermelho, Nalva (Samantha Jones) tem um plano ousado: vender vídeos feitos por câmeras escondidas nos quartos dos clientes.
A terceira estreia da semana é o documentário Nem Tudo É Paz e Amor, de Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor, membro dos Novos Baianos. Entre imagens de arquivo da banda, o filme explora memórias pessoais e a herança cultural do Brasil dos anos 1970 a partir de depoimentos de nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção, filhos de artistas que viveram fora dos dogmas e padrões sociais vigentes, tendo a cultura hippie como balizadora.
Além das estreias, segue em cartaz o documentário Anistia 79, de Anita Leandro.
Projeto de extensão
Na próxima quarta-feira, 2 de setembro, o Cine Metrópolis exibe uma sessão do filme Alemanha, Ano Zero, de Roberto Rossellini, dentro da programação do projeto de extensão Uma História do Cinema no Cine Metrópolis. O longa integra o novo módulo da iniciativa, Imagens da Infância, que neste semestre se dedica às histórias que têm crianças como protagonistas.
Lançado em 1948, Alemanha, Ano Zero retrata um garoto de uma família muito pobre que trabalha para sustentar o pai doente, sua pequena irmã e o irmão. Um dia, ao conversar com um antigo professor, ele fala do seu pai enfermo e entende ter recebido um conselho para matá-lo. A sessão acontecerá a partir das 13 horas, com entrada gratuita e aberta ao público geral. Além da exibição do filme, haverá uma apresentação prévia da obra e, após a sessão, um debate com a plateia, mediado pelo professor do Departamento de Comunicação Social da Ufes Fabio Camarneiro. Haverá emissão de certificados para as pessoas interessadas.
Confira as sinopses dos filmes em cartaz no Cine Metrópolis de 27 de agosto a 2 de setembro:
Refém Por Um Fio, de Gus Van Sant (Estados Unidos, 2026)
Em 1977, um empresário arruinado invade o escritório de uma companhia hipotecária e faz um executivo refém usando uma espingarda ligada ao próprio pescoço por um mecanismo que dispara caso ele seja morto. Inspirado em um caso real que paralisou os Estados Unidos, o filme acompanha horas de tensão, negociações e a crescente atenção da imprensa sobre um dos sequestros mais incomuns da história.
Muito Prazer, de Jorge Furtado (Brasil, 2026)
Rubem, um motorista de aplicativo sem perspectivas, recebe uma herança inesperada: o Motel Pérola, que logo descobre ser um prédio em ruínas. Lá ele conhece Grace, ex-funcionária que ficou morando numa das suítes quando o motel fechou. Sem conseguir vender o imóvel e atolados em dívidas, Grace e Rubem se unem para reativar o motel. Quase de brincadeira, com a ajuda de Nalva, que sabe tudo de internet, eles começam a gravar seus clientes e, para fazer algum dinheiro extra, a vender os vídeos, com identidades protegidas, para sites eróticos. O esquema se torna rapidamente lucrativo e, como era de se esperar, perigoso.
Nem Tudo É Paz e Amor, de Betão Aguiar (Brasil, 2026)
Os filhos da contracultura refletem sobre a criação que receberam de seus pais. Psicodelia, drogas, sexo e resistência contra a ditadura se misturam a fraldas, papinhas e trabalhos escolares. A partir de um ponto de vista privilegiado, eles observaram a beleza, as rupturas e as contradições de uma liberdade sem fim. Dirigido por Betão Aguiar, filho do “novo baiano” Paulinho Boca de Cantor, o filme evoca o espírito da época e pergunta: o que é necessário para atravessar os traumas e as maravilhas de crescer no caos revolucionário da contracultura?
Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil, 2026)
Em junho de 1979, centenas de exilados e militantes pela anistia no Brasil chegam em Roma, provenientes de vários países. É preciso uma intervenção efetiva no processo de abertura política, pois a ditadura militar não quer libertar os presos políticos e articula, nas sombras, a extensão do benefício da anistia aos torturadores. Um jovem exilado filma o evento e guarda os negativos num porão. Mostrado aos participantes da Conferência de Roma, quase 50 anos depois, este material nos coloca diante de uma evidência histórica: no Brasil, o passado ainda não passou.
Veja os horários das sessões na página do Cine Metrópolis.
Categorias relacionadas CulturaEscolas de Ensino Médio já podem inscrever suas turmas para a Mostra de Profissões 2026
Escolas de Ensino Médio que quiserem trazer seus estudantes para a Mostra de Profissões 2026 já podem se cadastrar por meio deste formulário on-line. As instituições deverão indicar o campus que visitarão, de acordo com os cursos de interesse dos estudantes (veja abaixo a lista dos cursos ofertados em cada campus). As inscrições serão recebidas até 23 de setembro para o campus de São Mateus e até 5 de outubro para os demais.
As atividades da Mostra acontecerão nas seguintes datas e horários:
• campus de São Mateus - 24 de setembro, das 8h às 18h;
• campus de Goiabeiras e campus de Maruípe - 6 e 7 de outubro, das 8h às 16h;
• campus de Alegre - 22 de outubro, das 8h às 16h.
Os grupos que pretendem utilizar o Restaurante Universitário (RU) deverão fazer o agendamento das refeições pelo formulário apropriado, disponível na página do evento. Estudantes da Rede Pública de Ensino terão direito à gratuidade, enquanto os de escolas particulares deverão pagar o valor referente a usuários visitantes.
O transporte até a Universidade é de responsabilidade das escolas visitantes. No campus de Goiabeiras, especificamente, haverá um ônibus da Ufes circulando entre os Centros de Ensino.
Novos interesses
A Mostra de Profissões acontece desde 2010 (antes tinha o nome de Feira de Cursos) e tem o objetivo de fornecer aos estudantes do Ensino Médio e à comunidade em geral o máximo de informações sobre os cursos ofertados pela Ufes a cada ano, de modo que possam descobrir novos interesses e tirar possíveis dúvidas sobre qual direcionamento seguir em relação à futura carreira.
Promovida pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Mostra atendeu, no ano passado, aproximadamente 11.500 visitantes, em todos os campi. Em 2026, a programação ocorrerá em toda a extensão de cada campus, e os estudantes poderão contar com o auxílio de monitores nas atividades desenvolvidas em locais específicos.
Mais informações na Página da Mostra de Profissões 2026.
Categorias relacionadas InstitucionalObservatório da Ufes abre nesta quinta, 27, para visualização do eclipse lunar
O eclipse lunar previsto para acontecer a partir das 23h34 desta quinta-feira, 27, até as 2h52 de sexta-feira, 28, poderá ser visto do Gaturamo Observatório Astronômico da Ufes, caso o céu não esteja nublado (acompanhe informações no Instagram do Observatório). O Gaturamo fica no campus de Goiabeiras (próximo à lagoa) e a entrada é gratuita.
O ápice da observação está previsto para 1h13 de sexta-feira, quando mais de 90% da Lua vai entrar na sombra da Terra e deverá ganhar um tom avermelhado. “Vamos acompanhar, com telescópios, apenas a fase de umbra, que é quando a sombra escura aparece de verdade. Não é preciso usar filtro nem óculos, pois o eclipse lunar é seguro a olho nu”, explica o físico Messias Cevolani, coordenador do Observatório. Ele reforça, no entanto, que a observação depende do céu sem nuvens.
Segundo Cevolani, os eclipses lunares parciais são comuns, acontecendo em geral duas vezes por ano. Isso porque a inclinação da Lua em relação à órbita terrestre é de cerca de cinco graus. Na maioria das noites de lua cheia, o satélite natural passa acima ou abaixo do cone de sombra da Terra. O eclipse só ocorre quando a lua cheia estiver cruzando o plano da órbita terrestre. Esses pontos de cruzamento são chamados de nodos.
Categorias relacionadas ExtensãoTV Ufes abre vagas para Oficina de Telejornalismo e Linguagem Audiovisual. Inscrições abertas até 31 de agosto
Nos dias 2 e 3 de setembro, a equipe da TV Ufes realizará mais uma edição da Oficina de Telejornalismo e Linguagem Audiovisual, destinada a estudantes de Comunicação Social da Ufes, mas aberta também a demais interessados na área. A oficina vai acontecer nas dependências do Laboratório de Vídeo (Labvídeo), no prédio Multimeios, no campus de Goiabeiras.
A atividade tem o objetivo de despertar o interesse dos estudantes pela área audiovisual e de telejornalismo. Na programação, serão abordados assuntos como: linguagem audiovisual e reportagens (produção, técnica de entrevistas e roteirização), além de aspectos técnicos (manuseio de equipamentos, iluminação, captação sonora, edição e melhorias do material gravado).
Para enriquecer essa experiência, o egresso do curso de Comunicação Social da Ufes e da TV Ufes Álvaro Guaresqui, atualmente jornalista e apresentador da TV Gazeta, apresentará sua vivência na área.
A atividade é gratuita e as vagas são limitadas. Os interessados devem se inscrever até às 12 horas do dia 31 de agosto, pelo formulário disponível neste link. Os participantes terão direito a certificado. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail tvufes@ufes.br.
A TV Ufes, assim como a Rádio Ufes FM, integra a estrutura da Secretaria de Comunicação da Ufes.
Categorias relacionadas ExtensãoInscrições abertas até 4 de setembro para o processo seletivo do projeto Vitória Baja 2026/2
Estão abertas as inscrições do processo seletivo do projeto de extensão Vitória Baja 2026/2. As vagas ofertadas são destinadas a estudantes dos cursos de Engenharia, Comunicação Social, Design e Administração, entre outros. O projeto tem como objetivo fazer com que estudantes participantes da equipe apliquem e aprofundem conhecimentos técnicos, além de desenvolverem habilidades de liderança, trabalho em equipe, gerenciamento de projetos, comunicação e resolução de problemas durante a construção de um protótipo de um veículo off-road. Os interessados podem se inscrever neste link até o dia 4 de setembro.
As oportunidades estão distribuídas nas áreas de Cálculo Estrutural, Design e Ergonomia, Elétrica e Eletrônica, Freio, Gestão, Suspensão e Direção, e Powertrain (conjunto de componentes de um veículo, responsáveis por gerar e transmitir a potência até as rodas, fazendo com que o carro se mova). O protótipo off-road projetado e desenvolvido será utilizado em competições nacionais e regionais. De acordo com a organização, não é necessário ter conhecimento prévio e não há um número fixo de vagas – todos os subsistemas estão abertos e recebem inscritos.
Além da inscrição, o processo seletivo inclui entrevistas presenciais individuais; dinâmicas e provas práticas; período trainee com duração aproximada de um mês e avaliação com base no desempenho, aprendizado e interesse demonstrado. As atividades do projeto incluirão reuniões semanais e atividades práticas realizadas na Oficina do Vitória Baja (localizada no CT-5), no campus de Goiabeiras. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail processoseletivovitoriabaja@gmail.com.
História
A primeira equipe Vitória Baja foi consolidada na Ufes em 1998, a partir de um projeto de extensão desenvolvido por estudantes do curso de Engenharia Mecânica após participação, em 1997, em um congresso nacional de estudantes de Engenharia Mecânica, quando tiveram o primeiro contato com um protótipo de Baja (protótipo automotivo do tipo off-road, desenvolvido para resistir a condições extremas de terreno, como lama, pedras e buracos). O objetivo era o desenvolvimento de um veículo, desde sua concepção até um projeto detalhado, construção e testes para participação nas competições organizadas pela Associação de Engenheiros Automotivos (AEA).
Atualmente, a equipe Vitória Baja é referência em nível nacional.
Categorias relacionadas ExtensãoReitor da Ufes e secretário interministerial para os Recursos do Mar discutem participação da Universidade em projetos nacionais
A Ufes recebeu nesta terça-feira, 25, a visita do contra-almirante Robledo Costa e Sá, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm). Durante o encontro com o reitor, Eustáquio de Castro, foram discutidas parcerias entre as duas instituições, como a participação da Universidade no Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM).
A reunião aconteceu no gabinete da Reitoria e, além do reitor, estiveram presentes o chefe de Gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso; a superintendente de Governo e Gestão Estratégica, Cristina Engel; a diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca; e a diretora da Fundação Espírito-santense de Tecnologia, Patrícia Bourguignon.
A disponibilização de vagas para pesquisadores fazerem parte de missões científicas também esteve em pauta. A proposta é que eles embarquem, neste semestre, em um navio com contêiner-laboratório. A ideia foi recebida pelo reitor com entusiasmo, uma vez que, para os estudantes, será uma grande oportunidade de aprendizado.
Atualmente, a Ufes já coordena o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), estabelecido a partir de um convênio firmado entre a Marinha do Brasil (MB) e a Fest.
Manifesto pela soberania digital
Ainda durante o encontro, o reitor apresentou ao contra-almirante a minuta do manifesto em defesa da soberania digital, proposto pela Ufes em conjunto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e com o professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e idealizador da Caravana LF de Soberania Digital, Mauro Oliveira. O documento começou a ser elaborado no último dia 20, após as discussões do painel Soberania Digital e IA no Contexto Capixaba, realizado na Universidade, e contêm as principais conclusões, propostas e encaminhamentos para o controle sobre dados considerados estratégicos e o uso da inteligência artificial a serviço do interesse público. A ideia é que, após a adesão de diferentes entidades, ele seja entregue à ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
A recente criação do Comitê Interinstitucional de Monitoramento de Emergências Climáticas e Desastres (CIMECli) também foi apresentada ao contra-almirante. A iniciativa, afirmou o reitor, surgiu a partir de experiências vivenciadas com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (2015) e como forma de se preparar para o Super El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico e associado ao aumento da probabilidade de eventos climáticos extremos em diferentes regiões da América do Sul).
Fotos: Tatiana Moura
Ufes sedia a partir desta quarta, 26, o 24º Congresso Brasileiro de Direito Internacional
O campus de Goiabeiras da Ufes sedia, a partir desta quarta-feira, 26, o 24º Congresso Brasileiro de Direito Internacional (CBDI). Com o tema Direito Internacional e Novas Tecnologias, o evento é promovido pela Associação Brasileira de Direito Internacional em parceria com o Programa de Pós-Graduação de Direito da Ufes (PPGDir/Ufes) e vai até o dia 29, abordando conteúdos como governança tecnológica global, inteligência artificial aplicada ao direito, direito do mar, direito internacional penal e processo civil internacional.
A solenidade que marcará o início do congresso acontecerá nesta quarta, a partir das 19 horas, no Teatro Universitário. A conferência de abertura será ministrada pela professora convidada Nilüfer Oral, da Universidade de Cingapura, que falará sobre Direito Internacional em transformação: Perspectivas da Comissão de Direito Internacional. Diversas autoridades estarão presentes na cerimônia, incluindo representantes da Reitoria da Universidade, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ao longo da semana, haverá mesas e palestras sobre ecocídio; mudanças climáticas; influência da Inteligência Artificial; vulnerabilidade digital; plataformas digitais e comércio internacional; entre outros. A secretária geral da Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (Uncitral), Anna Joubin-Brett, estará presente em um painel dedicado aos 60 anos da instituição. Clique aqui para ver a programação completa.
O congresso é direcionado a advogados, juízes, promotores e estudantes (graduandos e pós-graduandos) de Direito, Direito Internacional, Relações Internacionais, Ciência Política e áreas correlatas.
Categorias relacionadas InternacionalDoutorando em Artes estreia primeira exposição individual no circuito europeu
Artista capixaba e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA) da Ufes, João Cóser estreou sua primeira exposição individual no circuito europeu. Durante o mês de agosto, a mostra Entre o conter e escorrer reúne instalação, fotografia e performance, e está em cartaz na galeria Ateliê B12, em Lisboa, Portugal.
Derivada de sua pesquisa no doutorado, a exposição tem curadoria de Clara Sampaio e apresenta imagens de grande escala atravessadas por inscrições que insinuam os critérios de compra, exibição e legitimação no sistema da arte, deixando ecoar a pergunta sobre quem define os critérios de validação nesse universo. As imagens estão expostas na vitrine da galeria e são visíveis ao público que passa pela rua.
Segundo o artista, ao ocupar a vitrine da galeria, as imagens deslocam a função original do espaço (antes destinado ao comércio), expondo também os próprios mecanismos que decidem o que merece ser visto, comprado e validado como arte.
João Cóser ao lado da curadora Clara Sampaio
A abertura da mostra aconteceu no dia 14 de agosto e contou com uma performance do artista, reforçando o caráter processual e presencial da proposta, no qual corpo, imagem e espaço se articularam diante do público presente. As obras podem ser vistas até o dia 31 deste mês.
Sobre o PPGA
O Programa de Pós-Graduação em Artes da Ufes oferece o curso de mestrado em Artes desde 2006 e o curso de doutorado em Artes desde 2024, tendo recebido conceito 4 na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O programa já formou 264 mestres e conta com 74 alunos regularmente matriculados, sendo 37 no mestrado e 37 no doutorado.
Mais informações sobre o Programa estão disponíveis no site https://artes.ufes.br/.
Categorias relacionadas CulturaEfeitos da transformação digital na internacionalização norteiam discussões da Ufes International Week. Evento segue até dia 28
O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, abriu oficialmente nesta segunda-feira, 24, a VI Ufes International Week, semana que vai concentrar discussões sobre oportunidades, experiências e parcerias de internacionalização desenvolvidas pela Universidade para toda a comunidade acadêmica. Este ano, o tema Transformação Digital estará no centro do debate, com reflexões sobre seu impacto nas ações e políticas de internacionalização.
A abertura oficial do evento reuniu estudantes brasileiros e estrangeiros, professores, técnicos e gestores da Universidade no Cine Metrópolis, além de toda a equipe da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes e do diretor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Anderson Gamarano, que ministrou a palestra de abertura.
O secretário da SRI/Ufes, Felipe Guimarães, iniciou o evento apresentando a programação, que já teve atividades presenciais no campus de São Mateus, será realizado no campus de Goiabeiras nesta semana e, na próxima semana, terá atividades no campus de Alegre. “Também teremos atividades em formato virtual, ampliando o acesso e possibilitando a participação da comunidade acadêmica de todos os campi”, ressaltou.
O reitor destacou não só a importância do evento, mas, principalmente, de falar sobre a transformação digital em um mundo globalizado. Segundo ele, no mundo atual não é possível “ficar fora” desse processo para alcançar novas fronteiras.
Na foto acima, o reitor Eustáquio de Castro abre oficialmente o evento.
Soberania digital
Eustáquio de Castro falou ainda sobre a soberania digital, que ele considera um ponto essencial da transformação digital. Ele lembrou do evento realizado pela Universidade na última quinta-feira, 20, e que reuniu representantes de órgãos nacionais e estaduais da área de tecnologia para discutir soberania e o domínio das tecnologias digitais. De acordo com o reitor, a Ufes está liderando os trabalhos de um comitê que está fomentando essa discussão em todo o país, para que as questões sejam tratadas de forma inclusiva e socialmente referenciada.
Imagem Palestra de Anderson Gamarano, diretor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Ouro PretoPara Castro, a Ufes International Week é uma semana importante para estimular as reflexões acerca desse tema, ao reunir estudantes estrangeiros e profissionais que podem aperfeiçoar cada vez mais esse sistema.
Após as falas de abertura, o público ouviu uma apresentação do Quinteto de Cordas da Ufes, que executou um repertório composto pela Serenata Noturna, de Mozart; pelo tango Por una Cabeza, de Carlos Gardel; Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha; e Mourão, de Guerra Peixe.
Estratégias para permanência
Na sequência, Anderson Gamarano, ministrou a palestra Da chegada ao pertencimento: boas práticas e estratégias para a permanência e convivência do público estrangeiro no ambiente universitário e social do Brasil, na qual apresentou o cenário das relações internacionais na Ufop e a atuação da Diretoria, destacando que as ações começam assim que o estudante estrangeiro recebe a carta de aceite para estudar na Universidade e continuam durante todo o período em que ele permanece na instituição, o que inclui providências quanto a documentação e moradia.
Gamarano destacou ainda os principais desafios – relacionados a saúde mental, dificuldades financeiras e acadêmicas, e preconceitos de diversas ordens – e as iniciativas institucionais para minimizá-los.
Imagem Mesa sobre Internacionalização na Era da Transformação DigitalApós a palestra, a secretária executiva da SRI, Lisiane Rodrigues, apresentou e convidou os presentes a participaem do projeto de extensão Naci - Núcleo de Apoio à Comunidade Internacional, que tem como objetivo engajar a comunidade acadêmica da Ufes no acolhimento e apoio à comunidade internacional. A iniciativa busca promover a inclusão acadêmica, social, cultural e linguística das pessoas estrangeiras.
Uma mesa redonda sobre Internacionalização na Era da Transformação Digital, conduzido por Felipe Guimarães e pela professora do Departamento de Linguagens, Cultura e Educação (DLCE) e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) Kyria Finardi, encerrou a programação do dia.
A sexta edição da Ufes International Week segue no campus de Goiabeiras até o dia 28 de agosto. Veja aqui a programação completa.
Fotos: Mariana Simões e Thereza Marinho
Categorias relacionadas Institucional InternacionalEncontro Regional de História promove debates sobre reparação, cidadania e diversidade na Ufes. Entrada gratuita
Começa nesta terça-feira, 25, o XVI Encontro Regional de História da Associação Nacional de História - Seção Espírito Santo (Anpuh/ES), que será realizado até quinta-feira, 27, no campus de Goiabeiras da Ufes. Com o tema Reparação, Cidadania e Diversidade: diálogos entre História e Relações Étnico-Raciais, o evento reunirá pesquisadoras, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e docentes em três dias de conferências, mesas de debate, simpósios temáticos e atividades culturais. A entrada é gratuita.
A conferência de abertura terá como convidada a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Ynaê Santos, que abordará o tema Racismo Brasileiro: uma história da formação do país. Autora de Irmãs do Atlântico, obra finalista do Prêmio Jabuti 2026, ela é pesquisadora da história da escravidão nas Américas e das relações étnico-raciais e também escreveu Além da Senzala: arranjos escravos de moradia no Rio de Janeiro (1808-1850) e História da África e do Brasil Afrodescendente. A atividade será realizada na terça-feira, 25, às 16 horas, no Auditório IC-2 do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), com mediação do pesquisador do Laboratório de Estudos em História do Tempo Presente (LabTempo/Ufes) Ariel Batista.
A programação terá ainda lançamento de livros, roteiro histórico pelo Centro de Vitória e discussões sobre ensino de História e Educação das Relações Étnico-Raciais (Erer). No encerramento, a conferência Intelectuais e os debates abolicionistas e antirracistas (ontem e hoje) reunirão o professor do Departamento de História (DH/Ufes) Ueber Oliveira e o doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Wesley dos Santos.
Questões contemporâneas
Integrante da comissão organizadora, o professor do DH/Ufes Pedro Ernesto Fagundes explica que o encontro procura aproximar a produção historiográfica de questões contemporâneas, tendo como eixos a reparação, a cidadania, a diversidade e as relações étnico-raciais. Segundo ele, o diálogo entre a História e a Erer amplia as perspectivas sobre o ensino e a pesquisa e sobre suas contribuições para o enfrentamento ao racismo.
A experiência da Ufes com a Educação das Relações Étnico-Raciais também será tema de uma mesa com as professoras da Ufes Leonor Franco, Débora Araujo, Marileide França e Ozirlei Marcilino. A programação estabelece ainda diálogos com Educação, Ciências Sociais, Geografia, Filosofia e Letras.
Os simpósios temáticos serão espaço para apresentação de pesquisas concluídas ou em andamento, com participação de estudantes de graduação e pesquisadores graduados. Os trabalhos apresentados poderão posteriormente ser encaminhados para publicação em e-book.
A Anpuh/ES mantém sede provisória no CCHN. A programação completa e outras informações sobre o XVI Encontro Regional de História podem ser consultadas no site da entidade e em seu perfil no Instagram.
Categorias relacionadas ExtensãoComeça nesta segunda-feira, 24, a sexta edição da Ufes International Week
Começa nesta segunda-feira, 24, a sexta edição da Ufes International Week, que neste ano terá como tema Internacionalização na Era da Transformação Digital. O evento busca promover reflexões sobre os desafios e as oportunidades da internacionalização no contexto das transformações digitais, além de estimular o compartilhamento de experiências e boas práticas desenvolvidas na Universidade. Veja aqui a programação completa.
A programação, coordenada pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes, vai até o dia 28 e contempla atividades voltadas a diferentes públicos da comunidade acadêmica, incluindo estudantes, docentes e técnicos administrativos. A participação é gratuita, mediante inscrição em cada atividade. Os links para inscrição e as informações sobre formato, local e horário de cada evento estão disponíveis aqui.
A abertura do evento e a atividade dirigida aos estudantes serão realizadas presencialmente, em Vitória. Além disso, a programação também contará com eventos presenciais nos campi de Alegre e São Mateus, na semana anterior e posterior ao evento. As demais atividades serão realizadas em formato virtual, ampliando o acesso e possibilitando a participação da comunidade acadêmica de todos os campi da Universidade.
Durante toda a semana, a VI Ufes International Week contará também com uma exposição cultural no hall do prédio da Reitoria, onde estudantes estrangeiros da Ufes apresentarão aspectos de seus países e culturas de origem. A proposta é valorizar a diversidade cultural presente na Universidade e promover espaços de troca e convivência entre a comunidade acadêmica. A exposição será encerrada no dia 28 (sexta-feira), com apresentações orais e culturais realizadas pelos estudantes participantes das 13h às 15h.
Categorias relacionadas InternacionalPesquisa testa tecnologia com fibras naturais para filtragem de resíduos industriais
Uma nova tecnologia para filtragem de óleos minerais emulsionados em água está sendo testada por uma equipe do Programa de Pós-Graduação em Energia (PPGEN) da Ufes, no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), no campus de São Mateus. A base do experimento é uma fibra vegetal encontrada no fruto da planta Calotropis procera, popularmente conhecida como flor-de-seda. Os resultados já alcançados até o momento apontam um menor consumo de energia no tratamento dos resíduos gerados em processos industriais, com manutenção ou até aumento da eficiência na remoção do óleo antes do descarte da água no meio ambiente.
Os estudos com a fibra da Calotropis procera tiveram início no PPGEN/Ufes em 2020. Duas dissertações de mestrado (dos estudantes Lucas Coutinho e Odilon de Oliveira) analisaram essa alternativa sustentável para tratar efluentes, que são os resíduos gerados por atividades industriais e são despejados no meio ambiente. Agora, Oliveira desenvolve sua tese de doutorado buscando o aperfeiçoamento do processo de filtragem, sob a orientação do professor Eduardo Muniz, coordenador do Laboratório de Medidas de Propriedades Físicas de Materiais do PPGEN/Ufes.
Essas pesquisas, e também estudos de iniciação científica desenvolvidos por estudantes de graduação, fazem parte do projeto Fibras Naturais para Remoção de Óleo em Água, coordenado por Muniz em parceria com o professor Nazareno Braga, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O projeto visa à construção e à avaliação de um sistema filtrante para separação de óleo emulsificado em água utilizando fibras de Ceiba pentandra (sumaúma), Calotropis procera (flor-de-seda) e Typha domingensis (taboa).
Veja esta e outras matérias sobre pesquisas realizadas pela Ufes no site da Revista Universidade.
Como funciona
Fibra da Calotropis proceraUm sistema de filtração de óleo mineral com uso de componentes que apresentam um desempenho melhor e menor custo atende à necessidade de tratamento de efluentes produzidos em indústrias, oficinas mecânicas e postos de combustíveis. De acordo com os pesquisadores, os resíduos decorrentes da lubrificação de máquinas, carros e equipamentos apresentam, em geral, baixa biodegradabilidade (demoram muito tempo para se decompor de forma natural), levando à formação de uma camada superficial de óleo que reduz a oxigenação da água de rios e lagos.
Essa camada de óleo é usualmente removida das caixas de passagem de esgoto das empresas por meio de métodos físico-químicos de separação de misturas heterogêneas. No entanto, o óleo emulsificado na água não é retido de forma eficiente por esse processo, permanecendo disperso no efluente. Por essa razão, em determinadas situações, emprega-se um sistema de filtração específico para a remoção do óleo.
A fibra da Calotropis procera é oca e tem formato tubular, sendo a filtragem realizada com quatro camadas da fibra. Segundo o professor Muniz, “um grama de fibra retém 80 gramas de óleo”. Ele afirma que os pesquisadores “estão testando outras plantas e poderemos ter, no futuro, esse filtro produzido em escala industrial”.
Além da Calotropis procera, os testes serão feitos com fibras da sumaúma, que também possui comprovada eficiência na remoção de óleo em água, e com a fibra da taboa, muito comum no Espírito Santo, cuja aplicação para filtragem tem menos evidências até o momento. Segundo Muniz, no projeto será feita a caracterização detalhada das fibras, “procurando associar sua estrutura com a capacidade de absorção de óleo”.
A Calotropis procera é uma planta nativa do Norte da África e do Sudoeste da Ásia (Oriente Médio), já tendo se difundido por várias regiões tropicais do mundo. No Brasil, está presente na Região Nordeste e também no norte do Espírito Santo. É conhecida por ter uma seiva tóxica. A fibra que está sendo pesquisada está na parte interna do fruto, e assemelha-se a um algodão.
Imagens: acervo dos pesquisadores
Categorias relacionadas Meio ambiente PesquisaUfes sedia minicursos do 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia. Evento começa nesta segunda, 24
Quem estuda, pesquisa ou trabalha com o mar terá um ponto de encontro em Vitória entre os dias 24 e 28 de agosto, quando a capital capixaba vai receber o 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2026), com o tema Ciência e tecnologia para um oceano sustentável. A programação discutirá questões ambientais, sociais, econômicas e tecnológicas relacionadas ao oceano, como mudanças climáticas, conservação marinha, pesca, poluição, gestão costeira, Economia Azul e o uso de inteligência artificial e ciência de dados na Oceanografia.
Realizado pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), pela Ufes e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o congresso ocorre no ano em que o curso de Oceanografia da Ufes completa 26 anos e ocupará diferentes espaços. No dia 24, o Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), no campus de Goiabeiras, receberá os minicursos que antecedem as atividades principais. Dentre os assuntos a serem abordados, estão DNA ambiental, oceanografia por satélites, microplásticos, restauração de manguezais, sensoriamento remoto, monitoramento de praias e uso de drones em atividades ambientais. A participação é exclusiva para pessoas já inscritas no congresso.
Já a solenidade de abertura acontecerá no Parque Botânico Vale, no dia 25, às 18h30. De 25 a 28, o Centro de Convenções de Vitória concentrará a programação técnico-científica, com conferências, sessões temáticas, mesas-redondas e apresentações de trabalhos.
Ciências do Mar
Esta será a segunda vez que Vitória recebe o CBO, que volta à capital capixaba depois de 21 anos. Presidente do congresso e da regional da AOCEANO no Espírito Santo, a professora do Departamento de Oceanografia e Ecologia da Ufes Kyssyanne Oliveira explica que o evento reúne pesquisadores e especialistas de diferentes áreas das Ciências do Mar, tanto do Brasil quanto do exterior, promovendo a troca de conhecimentos, a formação dos estudantes e a atualização sobre as pesquisas desenvolvidas na área.
Como parte da programação do CBO’2026, será realizada a 2ª Feira de Tecnologia Oceânica Brasil - OceanTech Brasil’2026, no Centro de Convenções de Vitória. Aberta ao público, a feira reunirá empresas, instituições e profissionais para apresentar produtos, serviços e tecnologias relacionados ao oceano.
A OceanTech também receberá a 2ª Tenda de Sustentabilidade Oceânica, que apresentará projetos, iniciativas e produtos relacionados à cultura e à sustentabilidade oceânicas. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest) apresentará projetos neste espaço.
Segundo Kyssyanne Oliveira, a feira e a tenda também permitirão que estudantes conheçam diferentes áreas de atuação e tenham contato com empresas do setor.
Dúvidas sobre o congresso podem ser encaminhadas para os e-mails contato@cbo2026.com e secretaria.cbo@aoceano.org.br ou para o WhatsApp (47) 99946-7923.
Equipe do Sistema de Bibliotecas da Ufes desenvolve ferramenta para auxiliar em pesquisas bibliográficas
Bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas da Ufes (SIB/Ufes) desenvolveram o Protocolo Automatizado para Planejamento de Pesquisa em Ambiente Virtual, que tem o objetivo de apoiar a comunidade acadêmica na organização e realização de pesquisas bibliográficas. A ferramenta foi concebida especialmente para auxiliar pesquisadores na etapa de levantamento bibliográfico, momento em que é necessário identificar e localizar artigos científicos, livros, teses, dissertações e outros documentos relevantes em bases de dados e fontes de informação acadêmica.
O protocolo foi desenvolvido pelos bibliotecários Ana Maria Mariani, Claudio Márcio de França, Maria Giovana Soares e Washington Barbosa, integrantes do Serviço de Apoio ao Pesquisador (SAP) da Biblioteca Central, em conjunto com os bibliotecários Leonardo Santos e Lizzie Chaves, da Biblioteca Setorial de Maruípe.
O protocolo funciona de maneira interativa, permitindo ao pesquisador organizar as principais informações de sua pesquisa e, a partir delas, elaborar estratégias para a recuperação da informação. Um de seus principais diferenciais é a geração automatizada de estratégias de busca, com a utilização de operadores booleanos e outros recursos empregados em bases de dados científicas.
As estratégias são elaboradas a partir dos termos extraídos do título e do problema de pesquisa informado pelo usuário. O sistema realiza o tratamento desses termos, eliminando palavras que não possuem relevância para a recuperação dos documentos e estruturando combinações que podem ser utilizadas durante as buscas.
Ferramenta de capacitação
O protocolo já integra as atividades de capacitação promovidas pelo Serviço de Apoio ao Pesquisador da Biblioteca Central, ampliando os recursos utilizados para o desenvolvimento de competências relacionadas à pesquisa científica, à busca de informações e ao uso de fontes acadêmicas.
O Protocolo Automatizado para Planejamento de Pesquisa em Ambiente Virtual está disponível gratuitamente no site da Biblioteca Central da Ufes, na página de materiais didáticos do Ciclo de Formação para Pesquisadores.
Como forma de reconhecimento e proteção da produção técnico-científica desenvolvida no âmbito da Universidade, os autores encaminharam o produto para registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), por intermédio da Inova Ufes.
Conheça as principais funcionalidades do Protocolo Automatizado para Planejamento de Pesquisa em Ambiente Virtual:
organização e planejamento das informações relacionadas à pesquisa;
geração automática de estratégias de busca a partir dos termos inseridos pelo pesquisador;
utilização de operadores booleanos na construção das estratégias;
execução das estratégias diretamente no Google Acadêmico, com apenas um clique;
organização e sistematização dos resultados obtidos durante o levantamento bibliográfico;
geração de relatório em formato PDF com as informações registradas no protocolo.
Ufes recebe primeiros alunos ingressantes por meio do Programa de Vagas Suplementares para Estudantes Indígenas
A Ufes deu as boas-vindas nesta quinta-feira, 20, aos 23 estudantes indígenas que ingressaram na Universidade no semestre 2026/2 por meio do edital de vagas suplementares para pessoas indígenas aldeadas em comunidades, publicado em junho deste ano. Trata-se da primeira oferta de vagas suplementares especificamente para essa etnia na Ufes.
Promovido pelas pró-reitorias de Graduação (Prograd), Bem-Estar Comunitário (Probem) e Políticas de Assistência Estudantil (Propaes), além da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), o acolhimento aconteceu no auditório da Prograd, no campus de Goiabeiras, e foi transmitido pela Superintendência de Educação a Distância (Sead). O encontro contou com as presenças da vice-reitoria da Ufes, Sonia Lopes; da pró-reitora de Graduação, Regina Godinho; da pró-reitora de Bem-Estar Comunitário, Ana Paula Bittencourt; do pró-reitor de Políticas de Assistência Estudantil, Antonio Carlos Moraes; da superintendente de Educação a Distância, Ozirlei Marcilino; da secretária de Ações Afirmativas e Diversidade, Patrícia Rufino; do educador e líder Tupinikim Jocelino Quiezza; e de professores, técnicos administrativos, estudantes e lideranças indígenas.
Na foto acima, alguns dos estudantes indígenas que ingressaram na Ufes por meio do Programa.
Durante o evento, a vice-reitora da Ufes deu as boas-vindas aos estudantes e falou sobre permanência, inclusão e pertencimento na vivência universitária. Em seguida, cada pró-reitoria apresentou suas atribuições e principais atividades e esclareceu pontos importantes da vida acadêmica, entre períodos de matrícula, coeficiente, atividades complementares, Restaurantes Universitários, auxílios estudantis e assuntos relacionados.
Imagem A vice-reitora, Sonia Lopes, deu as boas-vindas aos estudantes indígenasAcolhida
Entre os 23 ingressantes por meio das vagas suplementares, há representantes de povos como os Tupinikim, Baniwa e Pankararu, vindos em sua maioria da aldeia Caieiras Velha, em Aracruz, mas também dos estados de Pernambuco e Amazonas. Caloura do curso de Psicologia, Anna Caroline Pereira disse que foi muito bem recebida pelos colegas de turma.
“Por ser uma mulher indígena fora do estereótipo, tive medo de ser reduzida, ser ‘colocada numa caixinha’. Mas, durante essas duas semanas de aula, vi que o curso é diverso. Os colegas e os professores foram muito abertos a conhecer meu povo”, disse a estudante. Ela, agora, pretende incentivar outras pessoas da sua aldeia, Caieiras Velha, a procurarem informações sobre os cursos na Ufes: “Vou levar essa vivência para eles, porque é fundamental buscar a profissionalização”.
Morando sozinho pela primeira vez e “na cidade grande”, o estudante de Engenharia Elétrica Luiz Filipe Siqueira, também oriundo de Caieiras Velha, já começou a se enturmar, apesar do receio inicial. “Antes de entrar, me falavam muito sobre o perigo de sofrer racismo. Mas aqui vi o contrário. Quando cheguei com minhas pinturas nos braços, fui acolhido pelas pessoas, já sabiam onde eu morava, de onde eu vinha”, disse.
Histórico
Imagem A secretária de Ações Afirmativas e Diversidade, Patrícia Rufino, falou sobre as política de inclusãoLançado pela Prograd em junho de 2026, o edital de vagas suplementares para pessoas indígenas aldeadas em comunidades e que tenham concluído o ensino médio ofertou uma vaga em cada curso presencial de graduação disponibilizado para essa seleção específica, com ingresso no segundo semestre deste ano.
A reserva de vagas para povos originários é resultado de um diálogo entre lideranças indígenas capixabas e a Reitoria da Ufes, iniciado em 2021, quando estudantes e líderes indígenas se reuniram com a gestão da Universidade para discutir o acesso e a permanência desses povos na Ufes. A partir desse encontro, foi constituído um Grupo de Trabalho com o objetivo de elaborar a proposta de instituir o Programa de Vagas Suplementares para Estudantes Indígenas nos cursos de graduação presencial, por meio de processo seletivo específico.
Em 2024, foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) a Resolução n° 103/2024, instituindo o Programa. Já em junho de 2025, lideranças indígenas dos povos Guarani e Tupinikim se reuniram com a Reitoria e, a partir desse encontro, foi planejada a formação de um conselho consultivo para a execução das etapas do processo seletivo, formado por estudante indígena, liderança indígena indicada pela Associação Indígena Tupinikim Guarani, docente pesquisador do campo da educação indígena e representantes da Prograd e da Saad.
Fotos: Mariana Simões
Categorias relacionadas InstitucionalDesafios da soberania digital e uso da IA em projetos estaduais norteiam debate promovido pela Ufes
A Ufes sediou nesta quinta-feira, 20, a primeira edição do painel Soberania Digital e IA no Contexto Capixaba, realizado pela Universidade. O evento, realizado no campus de Goiabeiras, integra as ações do Programa Capixaba de Inteligência Artificial (PCIA) e tem o objetivo de ampliar o debate sobre soberania digital e como o Espírito Santo pode desenvolver competências, infraestrutura, inovação e políticas públicas que contribuam para uma agenda de IA alinhada às necessidades do estado e do país.
Participaram do painel o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro; a vice-reitora, Sonia Lopes; o professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e idealizador da Caravana LF de Soberania Digital, Mauro Oliveira; o diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Celso Alberto Saibel; o coordenador de infraestrutura de Tecnologia da Informação do Banestes, Camilo Bragatto; o subsecretário de Projetos Integrados da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), Matheus Oggioni; o superintendente de Arquitetura Corporativa, Plataformas Inteligentes e Engenharia de Nuvem do Serpro, Welsinner de Brito; a superintendente de Projetos e Inovação da Ufes, Miriam de Magdala; e representantes do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest), além de professores do CT, estudantes e pessoas interessadas no tema.
Em seu discurso, o reitor mencionou as iniciativas desenvolvidas pela Ufes na área de tecnologia, como a execução do Programa Capixaba de Inteligência Artificial (PCIA), a criação de um segundo data center, com previsão de inauguração no mês de outubro, e do Núcleo de Pesquisa e Inovação em Análise e Tratamento Avançado de Dados, o Nupidata, que ficará hospedado dentro da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da Universidade. Ele manifestou ainda a intenção de firmar um acordo de cooperação técnica na área de transformação e soberania digital com o Serpro.
Imagem Miriam de Magdala falou sobre o Núcleo de Pesquisa e Inovação em Análise e Tratamento Avançado de Dados, a ser desenvolvido pela UfesWelsinner de Brito falou sobre os desafios do governo federal na consolidação de políticas públicas na área de dados e detalhou o modelo de nuvem soberana utilizada pelo Executivo, explicando suas características e os desafios para implementá-la. Ele ainda destacou a importância das parcerias com a academia e com o mercado para a consolidação da soberania digital, a partir da “construção de uma nuvem totalmente soberana”.
Controle de dados
Nuvem soberana é uma infraestrutura de computação em nuvem por meio da qual o Estado mantém controle sobre dados, sistemas e operações tecnológicas considerados estratégicos. Na prática, significa que dados sensíveis ficam armazenados e processados no Brasil; submetidos à legislação brasileira, sob governança e controle nacionais; protegidos por mecanismos de segurança, auditoria e controle de acesso; e com capacidade de processamento, armazenamento e recuperação mantida em infraestrutura sob controle nacional.
A ideia surgiu da necessidade de aproveitar as vantagens da computação em nuvem, sem perder o controle sobre informações sensíveis ou estratégicas do Estado.
Projetos estaduais
O subsecretário de Projetos Integrados da Secti, Matheus Oggioni, apresentou ao público três novidades que unirão inovação e segurança digital em benefício da população capixaba: a construção do novo data center verde, sediado no Centro de Exposições de Carapina; a criação do portal e do aplicativo ES.GOV, que garantirão acesso simples e rápido a serviços ofertados pelo governo; e a criação do Centro Integrado de Defesa Social do Espírito Santo (Cides), que reunirá, no mesmo lugar, as principais equipes que cuidam da segurança e de atendimentos de emergência.
Já a superintendente de Projetos e Inovação da Ufes, Miriam de Magdalla, detalhou o Plano Capixaba em Inteligência Artificial (PCIA), organizado em sete eixos: Governança e regulação; Infraestrutura, tecnologia e componentes críticos; Formação de pessoas; Aplicações e hardware; Pesquisa, desenvolvimento e inovação; Comunicação externa; e Monitoramento e avaliação contínua. O documento foi concluído em dezembro de 2025 e foi elaborado com a participação da academia, de empresas, do governo e da sociedade civil.
Imagem O professor Mauro Oliveira abordou a Inteligência Artificial Generativa (IAG) e seus impactos na educaçãoMagdalla ainda detalhou sobre o Nupidata, que vem sendo desenvolvido na esteira do PCIA. Ela explicou que o Núcleo reunirá conectividade de alta velocidade, computação de alto desempenho, inteligência artificial e armazenamento de dados, sendo destinado ao apoio às atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, e à prestação de serviços tecnológicos a organizações públicas e privadas.
Caravana LF
O painel contou com uma palestra do professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) Mauro Oliveira, idealizador da Caravana LF de Soberania Digital. De forma descontraída, ele apresentou a Caravana LF (sigla em referência ao professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Luiz Fernando Gomes Soares, que teve um papel importante no desenvolvimento da TV Digital brasileira), que já percorreu mais de 40 universidades abordando temas como a revolução da Inteligência Artificial Generativa (IAG) e a educação em tempos de IAG, trazendo como impactos a terceirização do raciocínio, redução do esforço cognitivo e fragilização do pensamento crítico.
O professor ainda dividiu com os participantes reflexões sobre datacenters de IA que, na visão dele, são encarados como um problema mundial, e propôs a criação de uma política pública de IA. “Este país é a nona economia do mundo, não pode ser quintal de data center”, afirmou.
Fotos: Tatiana Moura
Categorias relacionadas PesquisaReitor da Ufes recebe estudantes cotistas após intercâmbio acadêmico em Minnesota
O reitor Eustáquio de Castro recebeu na tarde desta quinta-feira, 20, a delegação da Ufes que acaba de retornar de Minnesota, nos Estados Unidos, onde participou de um intercâmbio acadêmico e da 7ª Conferência Mundial sobre Soluções para a Desigualdade Econômica Racial e Étnica, realizada na Humphrey School of Public Affairs, da Universidade de Minnesota.
Kaio Lima, que cursa Ciência da Computação; Rômulo dos Santos, estudante de Letras/Inglês; e Tamyres Costa, aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Ufes, foram selecionados para integrar as atividades de internacionalização desenvolvidas no âmbito da colaboração entre a Ufes e o College of Education and Human Development da universidade estadunidense. Por meio dessa parceria são desenvolvidas, desde 2017, ações de colaboração acadêmica, científica e institucional, coordenadas, no âmbito da Ufes, pela diretora de Iniciativas Internacionais, Marina Aleixo, e pela secretária de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), Patrícia Rufino. Os estudantes viajaram acompanhados da secretária Rufino, da assistente social da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), Luana Curitiba; e do professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Maurício do Valle.
Na recepção aos estudantes, o reitor Eustáquio de Castro destacou a importância da participação de graduandos e pós-graduandos da Ufes em eventos internacionais, “levando a cultura, a tecnologia e os conhecimentos produzidos na nossa Universidade para o mundo”.
Na foto acima, Christie Vieira (Secretaria de Relações Internacionais), Luana Curitiba, Thamyres Costa, Rômulo dos Santos, Kaio Lima, Eustáquio de Castro e Patrícia Rufino.
Embaixadores
Os alunos integram o projeto Embaixadores na Ufes, vinculado ao Projeto Interdisciplinar de Internacionalização Brasil/EUA: perspectivas para tecnologias sociais e desenvolvimento humano, que é desenvolvido pela Saad em articulação com a Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes. Entre os objetivos desse projeto está ampliar as possibilidades de participação dos estudantes nos processos de internacionalização, com atenção especial aos estudantes que ingressaram por meio das políticas de ações afirmativas.
Além de participantes do Projeto Embaixadores na Ufes, os três estudantes têm em comum uma trajetória que expressa o alcance das políticas de democratização do ensino superior: são os primeiros de suas famílias a acessar a graduação por meio da política pública de cotas.
Os estudantes em um seminário sobre educação e tecnologiaPatrícia Rufino destaca que, para esses estudantes, a participação no intercâmbio representa não apenas uma experiência acadêmica internacional, mas a abertura de novos caminhos para eles e suas famílias, ampliando as possibilidades de formação, produção de conhecimento e construção de novas perspectivas profissionais.
Vivências acadêmicas
Durante a permanência em Minnesota, os estudantes participaram de uma programação que articulou formação acadêmica, pesquisa, extensão, educação e conhecimento das experiências sociais e comunitárias desenvolvidas na região. As atividades permitiram aos participantes conhecer práticas pedagógicas, projetos de pesquisa, iniciativas de extensão e experiências comunitárias desenvolvidas em Minnesota.
A experiência também possibilitou o contato com bairros, movimentos comunitários voltados à promoção da igualdade, iniciativas de atendimento a pessoas refugiadas e experiências sociais relacionadas à diversidade, direitos humanos e justiça social.
Na conferência, o grupo participou de debates e diálogos com pesquisadores, estudantes, lideranças comunitárias e representantes de diferentes países, como África do Sul, Estados Unidos e Índia, conhecendo diferentes estratégias de enfrentamento às desigualdades econômicas, raciais e étnicas. Ao final do evento, os estudantes receberam certificados em reconhecimento à participação e às contribuições apresentadas durante a programação.
Experiências marcantes
Segundo Kaio Lima, um dos destaques da viagem foi a participação em um seminário sobre educação e tecnologia. “Como minha área é ciência da computação, me identifiquei bastante. Outra experiência que me marcou foi a visita ao Memorial de George Floyd [assassinado em Minneapolis em 2020]. De volta à rotina na Ufes, Lima afirma que “traz uma nova perspectiva para a continuação dos estudos” após a graduação, já pensando no mestrado e no doutorado.
Romulo Santos destacou a participação na Conferência Mundial como o “clímax da viagem”. Ele afirmou: “Eu pude conhecer pesquisadores de vários lugares, trocar experiências. Foi uma troca cultural importante”. Santos lembrou, ainda, de um evento com representação da ONU, que ouviu os estudantes sobre perspectivas futuras, e das apresentações sobre educação no Brasil feitas pela delegação capixaba no evento mundial.
A estudante Tamyres Costa, que apresentou um trabalho no evento, salientou o compartilhamento de experiências como pesquisadores de outros países como algo muito positivo. “Esse intercâmbio me marcou como estudante, professora e pesquisadora da negritude e da raça. Como professora de escola pública de ensino médio no Espírito Santo, pude compartilhar meu trabalho sobre educação nas relações étnico-raciais. Também gostei muito de conhecer uma parte diversa dos Estados Unidos, marcada pelo povo imigrante, latino, asiático, pessoas muçulmanas, enfim, uma grande diversidade que não aparece como a cara oficial dos Estados Unidos, mas que é os Estados Unidos. Foi possível entender um pouco mais sobre a perspectiva, as lutas e os desafios deles [imigrantes]”, afirmou.
Fotos: Sueli de Freitas e Saad
Categorias relacionadas InternacionalEstreia da semana no Cine Metrópolis, documentário reacende debate sobre a ditadura militar no Brasil
No mês em que a Lei da Anistia completa 47 anos, o Cine Metrópolis estreia o documentário Anistia 79, nesta quinta-feira, 20, reacendendo o debate sobre a impunidade de torturadores durante a ditadura militar no Brasil. Dirigido por Anita Leandro, o filme foi o grande vencedor da Mostra Olhos Livres, na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
Sancionada em 28 de agosto de 1979, a Lei da Anistia permitiu a volta de opositores da ditadura militar que estavam exilados no exterior, ao mesmo tempo em que isentou militares que cometeram torturas, desaparecimentos forçados, assassinatos e ocultações de cadáveres.
Revisitando esse cenário, o documentário traz registros da Conferência Internacional pela Anistia e as Liberdades Democráticas no Brasil, encontro de brasileiros e exilados de outros países em Roma, na Itália, realizado dias antes da sanção da Lei da Anistia. O filme de Anita Leandro utiliza imagens de arquivo para reconstruir esse momento histórico, colocando os personagens que fizeram parte daquele encontro em contato com as filmagens.
Além da estreia de Anistia 79, o Cine Metrópolis segue exibindo o filme Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun.
Projeto de extensão
Cena do documentário Ser e TerNa próxima quarta-feira, 26, o Cine Metrópolis exibe uma sessão do filme Ser e Ter, de Nicolas Philibert, dentro da programação do projeto de extensão Uma História do Cinema no Cine Metrópolis. O longa integra o novo módulo da iniciativa, Imagens da Infância, que neste semestre se dedica às histórias que têm crianças como protagonistas.
Lançado em 2002, o documentário Ser e Ter acompanha um grupo de crianças entre quatro e doze anos que estudam em uma pequena escola de vila em Auvergne, na França. A sessão acontecerá a partir das 13 horas, com entrada gratuita e aberta ao público geral. Além da exibição do filme, haverá uma apresentação prévia da obra e, após a sessão, um debate com a plateia, mediado pelo professor do Departamento de Comunicação Social da Ufes Fabio Camarneiro. Haverá emissão de certificados para as pessoas interessadas.
Confira as sinopses dos filmes em cartaz no Cine Metrópolis de 20 a 26 de agosto:
Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil, 2026)
Em junho de 1979, centenas de exilados e militantes pela anistia no Brasil chegam em Roma, provenientes de vários países. É preciso uma intervenção efetiva no processo de abertura política, pois a ditadura militar não quer libertar os presos políticos e articula, nas sombras, a extensão do benefício da anistia aos torturadores. Um jovem exilado filma o evento e guarda os negativos num porão. Mostrado aos participantes da Conferência de Roma, quase 50 anos depois, este material nos coloca diante de uma evidência histórica: no Brasil, o passado ainda não passou.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (Estados Unidos/Canadá, 2026)
Após anos de sequências desleixadas, a franquia Camp Miasma é entregue a uma jovem diretora entusiasmada para ser revitalizada. Mas ao visitar a estrela do filme original, hoje uma atriz reclusa e envolta em mistério, as duas mergulham em um mundo ensanguentado de desejo, medo e delírio.
Veja os horários das sessões na página do Cine Metrópolis.
Categorias relacionadas CulturaProjetos da Ufes oferecem atividades esportivas gratuitas para pessoas de todas as idades. Inscrições abertas
Correr, aprender uma luta, jogar futebol, experimentar o tiro com arco ou se aventurar em uma tirolesa. Essas são algumas das atividades oferecidas gratuitamente à comunidade pelos projetos de extensão do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), no campus de Goiabeiras da Ufes. Há opções para crianças, adolescentes e adultos, com ou sem experiência nas modalidades.
A programação inclui atletismo, capoeira, futsal, futebol, voleibol, lutas, cheerleading (animação de torcida) e práticas corporais de aventura. Veja abaixo as oportunidades e os links para inscrições e reservas de vagas.
Atletismo para crianças e adultos
O Atletismo Cria Ufes recebe crianças e adolescentes de 7 a 17 anos para atividades que, além das habilidades físicas, trabalham cooperação, amizade e superação. Os encontros acontecem às segundas e quintas-feiras, das 16 às 17h30. Já o Corre Ufes atende pessoas a partir dos 18 anos, desde iniciantes até quem já corre sem acompanhamento profissional. Com orientação para a prática, o projeto oferece dois horários: segundas e quartas-feiras, das 6h30 às 8 horas; ou terças e quintas, das 17 às 18h30.
• Atletismo Cria Ufes: https://ufes.es/cria-ufes
• Corre Ufes: https://ufes.es/corre-ufes
Capoeira, futebol e futsal
Em atividade na Universidade desde 1978, o Capoeira Ufes recebe crianças, jovens e adultos, de iniciantes a praticantes mais experientes. Crianças de 6 a 10 anos participam às terças e quintas, das 18 às 19 horas; jovens e adultos, nos mesmos dias, das 19 às 22 horas. No futebol e no futsal, há três opções. O Futsal Feminino Universitário recebe mulheres a partir dos 15 anos, com diferentes níveis de habilidade, às terças-feiras, das 17 às 18h30. O Futebol Society Master é voltado a homens a partir dos 30 anos (dia e horário em fase de definição). O Proufesfutsal atende meninos de 11 a 17 anos, às terças e quintas, das 14 às 17 horas.
• Capoeira Ufes: https://ufes.es/capoeira-ufes
• Futsal Feminino Universitário: https://ufes.es/futsal-feminino-universitario
• Futebol Society Master: https://ufes.es/futebol-society-master
• Proufesfutsal: https://ufes.es/proufesfutsal
Lutas
Cinco modalidades de luta também estão abertas à comunidade: jiu-jitsu, judô, kendô e iaidô, muay thai e taekwondo. Além da prática, os projetos abordam aspectos históricos e culturais dessas manifestações.
O Jiu-Jitsu recebe participantes a partir dos 14 anos, às segundas, quartas e sextas, das 18 às 20 horas. O Judô é destinado a crianças de 5 a 10 anos, às segundas e quartas, das 16 às 17 horas. Kendô e Iaidô recebem iniciantes e graduados (a partir dos 16 anos) às segundas e quartas, das 19 às 22 horas. O Muay Thai é destinado a maiores de 16 anos, com atividades às segundas, às 19h10, e às terças e sextas, às 14 horas. Já o Taekwondo é oferecido a partir dos 14 anos, às quartas e sextas, das 9 às 10 horas.
• Jiu-jitsu: https://ufes.es/jiu-jitsu-ufes
• Judô: https://ufes.es/judo-ufes
• Kendô e iaidô: https://ufes.es/Kendo-e-iaido-ufes
• Muay thai: https://ufes.es/muay-thay-ufes
• Taekwondo: https://ufes.es/taekwondo-ufes
Voleibol, tiro com arco e aventura
O projeto Prática de Voleibol recebe pessoas a partir dos 14 anos, às terças e quintas, das 16 às 18 horas. As inscrições são feitas com o professor responsável ou com os monitores, na quadra externa do CEFD, durante as atividades. O Tiro com Arco tem aulas de segunda a quinta-feira, em três horários: das 16 às 17 horas, das 17 às 18 horas e das 18 às 19 horas, e inscrição presencial no Campo de Tiro com Arco do CEFD. Já o Parque de Práticas Corporais de Aventura oferece circuito de arborismo, tirolesa e parede de escalada às quartas-feiras, das 13h30 às 17 horas. Para participar, não há idade mínima definida: os critérios estão relacionados ao uso dos equipamentos de segurança. É necessário pesar entre 30 e 110 quilos e, com os braços levantados, alcançar pelo menos 1,60 metro com o punho.
• Voleibol: inscrições com o professor responsável ou monitores, durante as atividades na quadra externa do CEFD
• Tiro com Arco: inscrições presenciais no Campo de Tiro com Arco do CEFD
• Parque de Práticas Corporais de Aventura: https://ufes.es/reserva
Dança, cultura popular e cheerleading
Criado em 2008, o Grupo Andora reúne atividades ligadas à cultura popular, como danças, estudos e produção de indumentárias. Para integrar a Cia. de Danças Andora, é necessário ter mais de 18 anos, com inscrições presenciais na sala de dança 10 do CEFD. O UfesCheer, por sua vez, promove a iniciação ao cheerleading, com habilidades ginásticas, coreografias e atividades coletivas. Voltado preferencialmente a universitários, o projeto também recebe pessoas da comunidade a partir dos 14 anos.
• UfesCheer: https://ufes.es/ufescheer
• Grupo Andora: inscrições presenciais na sala de dança 10 do CEFD, durante as atividades da Cia. de Danças
Mais informações sobre os projetos estão disponíveis no perfil da Coordenação de Extensão do CEFD no Instagram.
Fotos: Projetos de extensão CEFD/Ufes
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