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Festivalzinho de Cinema de Vitória reúne estudantes da rede pública para sessões gratuitas no Cine Metrópolis
No mês da criança, o Cine Metrópolis recebe dezenas de estudantes da rede pública de ensino do Espírito Santo a partir da próxima segunda-feira, 19, para a 26ª edição do Festivalzinho de Cinema de Vitória. O evento acontece até a próxima sexta-feira, 23, e é destinado às escolas previamente cadastradas.
A programação conta com mostra competitiva de curtas-metragens, sessão de abertura e um dia especial com uma série de atividades interativas. O público desta edição será formado por estudantes de escolas municipais de ensino fundamental (EMEFs) localizadas em quatro cidades da Grande Vitória: Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, Custódia Dias de Campos, Éber Louzada Zippinotti, Eliane Rodrigues dos Santos e Francisco Lacerda de Aguiar, de Vitória; Antário Alexandre Theodoro Filho, Maria Augusta Tavares e Vienna Rosetti Guterres, de Cariacica; Augusto Ruschi, da Serra; e Senador João de Medeiros Calmon, de Vila Velha.
O filme que abrirá o 26º Festivalzinho será Folclórica, de Rodrigo Aragão. Ainda inédito no circuito comercial, o longa será exibido em duas sessões fora de competição, na segunda-feira, data da abertura do evento. A produção conta a história de Pequi, um saci que nasceu com a perna esquerda – ao contrário de todos os outros – e parte em uma jornada em busca de aceitação pela terra encantada de Folclórica, acompanhado por seu melhor amigo e por uma valente curupira.
Já de terça a quinta, serão realizadas as Mostras Competitivas, sob curadoria de Rosemeri Barbosa, coordenadora do evento. As sessões reúnem 11 curtas-metragens que fortalecem a produção audiovisual contemporânea com temática voltada para o público infantojuvenil. Ao final de cada sessão, as alunas e os alunos escolherão o seu filme preferido. O curta-metragem mais votado receberá o Troféu Vitória de Melhor Filme do Júri Popular, formado pelos estudantes.
Veja as sinopses dos filmes na página oficial do evento.
Cena do filme FolclóricaArtes integradas
Além das sessões, o Festivalzinho promoverá o Dia da Alegria, uma ação de artes integradas, com atividades artísticas e colaborativas que foram desenvolvidas para proporcionar às crianças uma experiência de criação, movimento, expressão e encantamento. “Queremos proporcionar às crianças uma experiência em que elas sejam protagonistas, tenham liberdade para experimentar, criar, se movimentar e descobrir novas possibilidades por meio do brincar”, explica Cabeluxo Ferreira, diretor criativo e artístico da Cabeluxo Produções, produtora capixaba que vai comandar as ações.
A programação oferecerá oficinas de perna de pau, massinha caseira, pintura criativa e teatro, além de atração musical, ilusionismo e atividades interativas, proporcionando às crianças experiências com diferentes linguagens e possibilidades de brincar. “Brincar é uma das formas mais genuínas de a criança se expressar e se relacionar com o mundo. É brincando que ela experimenta possibilidades, desenvolve sua criatividade, constrói vínculos, aprende a conviver com as diferenças e descobre um pouco mais sobre si mesma”, afirma Ferreira.
Formação de público
Em mais de duas décadas de existência, o Festivalzinho de Cinema de Vitória contabiliza quase 170 sessões, que alcançaram um público de aproximadamente 60 mil alunas e alunos de dezenas de escolas do Espírito Santo, afirma Lucia Caus, diretora da Galpão Produções, produtora responsável pelo evento.
“O Festivalzinho é uma janela de exibição muito especial. Essas sessões são um espaço fundamental para a formação de novas plateias, mas, acima de tudo, são uma oportunidade de unir cultura e educação. E agora temos o Dia da Alegria, que propõe atividades que estimulam a criatividade”, diz a diretora.
Campus de Goiabeiras sedia o IV Seminário Nacional sobre Violência e Saúde a partir desta segunda, dia 19
A partir de segunda-feira, 19, o campus de Goiabeiras da Ufes sedia o IV Seminário Nacional sobre Violência e Saúde (Senavi), que abordará o tema Enfrentamento das violências de gênero: diálogos atuais e desafios persistentes. O seminário é realizado pelo Laboratório de Estudos Sobre Violência e Acidentes (Lavisa/Ufes) e vai até 21 de outubro, reunindo estudantes, profissionais, pesquisadores, gestores e pessoas de diversas partes do Brasil, interessadas na temática de saúde coletiva e enfrentamento às violências.
O seminário contará com atividades presenciais (no Teatro Universitário e no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas - CCJE) e on-line, entre minicursos, conferências, mesas de debate e sessões de apresentação de trabalhos. O objetivo é fortalecer o Espírito Santo no desenvolvimento de pesquisas, no enfrentamento e na prevenção às violências, bem como criar oportunidades para as pessoas participantes realizarem intercâmbios e colaborações com a Ufes e outras instituições, nas ações de ensino, pesquisa e extensão.
Segundo a organização, a proposta é integrar profissionais, pesquisadores, gestores e representantes da sociedade civil de diferentes setores em torno da temática da violência, envolvendo saúde, educação, assistência social, justiça, segurança pública e direitos humanos.
A programação completa está disponível no site do evento e no perfil @lavisaufes no Instagram.
O IV Senavi conta com a parceria da Superintendência de Educação a Distância (Sead) da Ufes, da Universidade Aberta Capixaba (Unac) e de instituições de ensino, pesquisa e assistência.
Categorias relacionadas PesquisaUfes, Vale e Instituto Ambiental Vale realizam oficina de jardim medicinal em homenagem ao Outubro Rosa
O Núcleo de Genética Humana e Molecular (NGHM) da Ufes, em parceria com a Vale e o Instituto Ambiental Vale (IAV), realizou uma Oficina de Jardim Medicinal em homenagem ao Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama. A ação aconteceu no Centro de Vivência Casa Rosa (CVCR), espaço da Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (AFECC), em Vitória.
Voltada às mulheres em tratamento oncológico no Hospital Santa Rita de Cássia/AFECC, a oficina reuniu educação ambiental, conhecimentos tradicionais e acolhimento, com ênfase no uso responsável das plantas. As participantes compartilharam experiências sobre plantas medicinais e conheceram as contribuições dos povos indígenas para a preservação e a transmissão desses saberes.
Na etapa prática, o grupo plantou sementes e mudas de espécies tradicionalmente utilizadas por suas propriedades medicinais. O contato com a terra e a troca de histórias criaram oportunidades de aprendizado e convivência, valorizando as experiências de cada participante.
Saberes
A atividade integra o projeto de extensão Infusão de Saberes, coordenado pela professora do Departamento de Ciências Biológicas e coordenadora do Núcleo, Débora Meira. O projeto também é uma ação complementar ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante Livia Morais, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. O estudo visa aproximar a formação acadêmica das práticas educativas na comunidade.
Segundo a professora, a parceria entre a universidade, a Vale e o IAV possibilitou a realização de uma atividade educativa dedicada à escuta, à atenção e ao fortalecimento de vínculos para as mulheres em tratamento.
Foto: NGHM
Categorias relacionadas ExtensãoEstudantes de Medicina da Ufes conquistam 1º lugar em desafio acadêmico no Congresso Brasileiro de Cardiologia
Espaço Empreendedor realiza nesta sexta, dia 16, workshop sobre oportunidades de internacionalização para startups
O Espaço Empreendedor - Incubadora Ufes realiza nesta sexta-feira, dia 16, a partir das 8h30, o workshop Da Inovação Local ao Mercado Global: Como Preparar uma Startup para a Internacionalização. O evento é gratuito, mediante inscrição prévia, e será realizado em formato presencial no Auditório Carlos Drummond de Andrade, da Biblioteca Central (campus de Goiabeiras).
O workshop visa conectar o ecossistema capixaba de inovação às oportunidades do cenário internacional. O tema será abordado pelo professor Antonio Marco Pantaleo, que vai falar sobre caminhos práticos que permitam a startups e spin-offs acadêmicas pensar globalmente desde o seu início. A iniciativa busca fortalecer as conexões da universidade e do ecossistema local com oportunidades de aceleração e financiamento internacional, como os fundos do Conselho Europeu de Inovação (European Innovation Council - EIC).
O evento é dirigido a startups em fase de validação, tração ou escala (especialmente aquelas que atuam nos setores de Tecnologia da Informação/Software como Serviço, tecnologias sustentáveis, saúde, logística, energia e agropecuário), pesquisadores e pós-graduandos com patentes ou pesquisas aplicadas (deep techs), além de investidores-anjo e mentores locais. Clique aqui para realizar inscrição.
Pontos abordados
O workshop terá duração de 2h30 e abordará sete eixos estratégicos para a internacionalização de negócios inovadores:
Diagnóstico de prontidão para buscar mercados internacionais;
Estratégias de entrada e acesso a mercados estrangeiros;
Mapeamento de oportunidades e identificação de parceiros internacionais;
Superação de barreiras culturais, regulatórias e comerciais;
Construção de redes de contatos e parcerias globais;
Lições do ecossistema europeu aplicáveis ao cenário brasileiro;
Exemplos reais de startups e programas europeus de internacionalização.
Sobre o palestrante
Antonio Marco Pantaleo é docente e pesquisador da Universidade de Bari (Università degli Studi di Bari Aldo Moro), na Itália, e pesquisador visitante no Imperial College London (Reino Unido). Graduado em Engenharia Elétrica e doutor em Engenharia de Processos, possui sólida trajetória em transferência de tecnologia, gestão da inovação e transição energética. Atuou como gerente de programa e embaixador do European Innovation Council (EIC), principal programa de financiamento de deep techs e startups de alto impacto da Comissão Europeia, especialmente na área de aceleração, financiamento e internacionalização de startups de base tecnológica no ecossistema global.
Categorias relacionadas PesquisaUfes comunica com pesar o falecimento do publicitário Evandro Campos da Rosa
A Administração Central da Ufes comunica com pesar o falecimento do publicitário Evandro Campos da Rosa, ocorrido nesta quinta-feira, 15. O velório acontece na Primeira Igreja Batista de Cobilândia, em Vila Velha. O sepultamento ocorrerá nesta sexta-feira, 16, às 8 horas, no Cemitério Parque da Paz, localizado em Ponta da Fruta, no mesmo município.
Evandro ingressou na Ufes em 2014 e era coordenador da Seção de Publicidade da Secretaria de Comunicação (Secom). Foi o responsável pela criação de campanhas como Vamos todos economizar, de conscientização sobre o uso racional de água e energia, replicada em diversos livros didáticos do país; e Igual a você, de conscientização sobre as potencialidades de pessoas com deficiência. Também foi o criador das campanhas de boas-vindas veiculadas no início de cada semestre e de valorização da universidade pública.
A mais recente campanha produzida por ele, com o slogan É aqui que a gente se encontra, está presente nas principais vias do campus de Goiabeiras como parte de um projeto de comunicação visual dirigida à comunidade acadêmica.
Em nome de toda a comunidade acadêmica, a Administração Central da Ufes manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos do servidor.
Categorias relacionadas InstitucionalProrrogado até 19 de outubro o prazo para avaliação do Programa de Gestão e Desempenho da Ufes
Foi prorrogado até o dia 19 de outubro o prazo para que a comunidade acadêmica da Ufes avalie o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) adotado pela Universidade. Além da avaliação do PGD, a pesquisa também busca avaliar a percepção dos diferentes públicos da Ufes sobre a qualidade dos serviços prestados, o atendimento ao público e a organização do trabalho.
A avaliação é referente ao período compreendido de abril de 2025 a setembro de 2026, e pode ser feita por meio do formulário disponível neste link.
A partir desta avaliação, a Comissão Central do Programa de Gestão e Desempenho (CCPGD) da Ufes vai elaborar um relatório anual que servirá de base para futuras ações estratégicas de gestão que visem à melhoria do PGD. As respostas serão utilizadas para fins estatísticos e as informações individuais terão sua privacidade garantida.
Dúvidas e questionamentos relacionados ao formulário de avaliação do PGD podem ser enviados para o endereço eletrônico ccpgd@ufes.br.
Sobre o PGD
De acordo com o Decreto nº 11.072/22, o Programa de Gestão e Desempenho é um instrumento de gestão que disciplina o desenvolvimento e a mensuração das atividades realizadas pelos servidores públicos participantes, com foco na entrega por resultados e na qualidade dos serviços prestados à sociedade. Ou seja, o programa é uma ferramenta de gestão que muda a lógica do serviço público federal ao permitir a troca do controle de frequência pelo controle de resultados.
Na Ufes, a adoção do PGD foi aprovada pelo Conselho Universitário (CUn) em dezembro de 2022. Em julho de 2023 o programa iniciou sua fase de teste. A entrada efetiva dos primeiros setores no PGD aconteceu em outubro de 2023 e envolveu os centros de Educação e de Ciências da Saúde, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e a Superintendência de Tecnologia da Informação. Categorias relacionadas InstitucionalUfes vai sediar congresso nacional de arte-educação. Evento será realizado pela primeira vez no Espírito Santo
Pela primeira vez, o Espírito Santo receberá o Congresso da Federação de Arte-Educadores do Brasil (ConFAEB), considerado um dos principais encontros nacionais dedicados à arte-educação. A 35ª edição do evento será realizada de 16 a 19 de novembro, no Teatro Universitário (campus de Goiabeiras), em conjunto com o 13º Congresso Internacional de Arte/Educadores (CONIAE). Com o tema Arte, Cultura, Tecnologias e Inteligência Artificial, a programação reunirá pesquisadores, professores, estudantes, artistas e agentes culturais brasileiros e estrangeiros.
As atividades poderão ser acompanhadas presencialmente e também on-line, pelo canal do Centro de Artes no Youtube. As inscrições estão abertas até o dia 10 de novembro por meio deste link.
O encontro vai colocar em debate os impactos das novas tecnologias na produção artística e no ensino de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, além de temas relacionados à formação de professores e às políticas educacionais. Coordenador-geral do congresso, o professor do Departamento de Teoria da Arte e Música (DTAM/Ufes) Uillian Trindade avalia que sediar o evento amplia a participação do Espírito Santo nas discussões nacionais sobre arte e educação, e favorece o intercâmbio entre pesquisas e experiências de diferentes regiões do país e a produção artística e cultural capixaba.
Programação
O evento combinará atividades acadêmicas, formativas e artísticas. A programação terá conferências e mesas-redondas com pesquisadores brasileiros e estrangeiros, além de grupos de trabalho para apresentação de pesquisas e relatos de experiências desenvolvidas na educação básica e no ensino superior.
Também estão previstas oficinas sobre metodologias e uso de tecnologias no ensino das artes, performances e intervenções artísticas. Fóruns de política e gestão vão discutir a presença da Arte nos currículos escolares e em outros espaços educativos, enquanto uma sessão coletiva de lançamento de livros reunirá publicações relacionadas às Artes Visuais, à Dança, à Música, ao Teatro e às políticas educacionais. Segundo Trindade, essa diversidade de atividades busca aproximar a produção acadêmica das experiências de professores, artistas e agentes culturais.
ImagemHomenagem
A cultura do Espírito Santo também terá espaço na programação. O homenageado desta edição será o escultor capixaba Irineu Ribeiro, cuja trajetória artística mantém forte relação com o território, a cultura popular e a identidade negra. Nascido em Linhares, em 1960, Ribeiro teve parte de sua formação na Ufes e desenvolveu uma produção marcada pelo barro, pelo manguezal e por referências a saberes tradicionais capixabas, como os das paneleiras de Goiabeiras. Entre suas obras está o monumento Guerreiro Zulu, instalado em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
A edição de 2026 é realizada por meio de uma parceria entre a Federação de Arte-Educadores do Brasil (FAEB), a Ufes e a Faculdade Novo Milênio, por meio do Polo FNM Arte na Escola. Além de Trindade, integram a comissão organizadora Penha Fonseca, Verônica Devens, Vanessa Oliveira, Políbia Brambati, Larissa Zanin e Fernanda Carmargo, entre outros participantes.
Imagens: Divulgação e Irineu Ribeiro
Teatro Universitário recebe 600 bailarinos em festival internacional de dança neste fim de semana. Ingressos à venda
O Teatro Universitário recebe neste sábado, 17, e domingo, 18, o V Festival Internacional de Dança do Espírito Santo (Fides), reunindo cerca de 600 artistas de mais de 20 estados brasileiros. A programação conta com workshops e espetáculos de diversos estilos de dança. Os ingressos para as apresentações estão disponíveis por meio do site Sympla.
Realizado pelo Instituto Corpo e Mente, em parceria com o Conselho Brasileiro da Dança (CBDD), o Fides contará com espetáculos em estilos clássico, contemporâneo, k-pop, dança de salão, danças populares, jazz, danças urbanas, sapateado e variação de repertório. Na sexta-feira, 16, o festival promove workshops para bailarinos iniciantes, intermediários e avançados. As oficinas acontecerão na Pimenta Dance, em Vitória, e estão com as inscrições encerradas.
Além dos workshops e das apresentações, o evento premiará os trabalhos destaques com troféus, medalhas, certificados, bolsas de intercâmbio para festivais nacionais e internacionais, e contrato para atuar em uma companhia profissional. Os responsáveis pelas premiações serão jurados e professores renomados do campo, como a presidente do CBDD, Gisela Vaz, a bailarina catalã Meritxell Paradell e o coreógrafo Rafa Gomes.
Segundo a idealizadora do Fides, Liviane Pimenta, o objetivo do evento é incentivar a educação, a cultura, a saúde, fomentar emprego e renda no setor criativo, além de promover o turismo local. “De norte a sul do nosso país, cada região traz sua força, sua história e sua linguagem, reafirmando a dança como um espaço de encontro, promoção do turismo local, diversidade e celebração da vida”, afirmou.
Categorias relacionadas CulturaPesquisa inédita mapeia os desafios de saúde mental em universidades brasileiras
A Ufes integra a partir desta terça-feira, 13, o primeiro Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (Enasam-U). Iniciado em 2025, o estudo abrange estudantes e servidores de 50 universidades públicas de todo o Brasil, com idades entre 18 e 75 anos, e tem como lema Por uma comunidade acadêmica saudável.
A pesquisa busca compreender os efeitos e os desafios de saúde mental enfrentados nas universidades para direcionar esforços na construção de uma universidade mais acolhedora, inclusiva e produtiva. Para isso, os pesquisadores irão coletar informações detalhadas em dois momentos: primeiro com o envio de um questionário on-line para estudantes e servidores selecionados por sorteio aleatório; e depois com entrevistas diagnósticas por telessaúde para avaliação da saúde mental.
O coordenador nacional da investigação é o pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Flávio Kapczinski, que enfatiza a importância de compreender a realidade da saúde mental nas universidades. “Conhecer esse cenário nos permitirá ter um panorama representativo da realidade brasileira, o que certamente apoiará no redirecionamento de políticas públicas no campo da Saúde Mental, em âmbito regional e nacional”, explica.
A pesquisa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é coordenada por pesquisadores da UFRGS e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na região Sudeste, foram sorteadas 14 universidades públicas, que representarão toda a comunidade universitária. São elas as universidade federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Fluminense (UFF), do Espírito Santo (Ufes), de Minas Gerais (UFMG), de Juiz de Fora (UFJF), do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), de Ouro Preto (Ufop), de São João del-Rei (UFSJ) e de Itajubá (Unifei); e as estaduais de São Paulo (USP), Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), Estadual Paulista (Unesp), do Rio de Janeiro (UERJ) e de Minas Gerais (UEMG).
A expectativa é que 15 mil pessoas voluntárias participem da coleta de dados em todo o país. O estudo segue todos os critérios éticos e assegura privacidade e confidencialidade das e dos participantes, tendo sido aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa da Ufes.
Rede Nacional de Saúde Mental
Para viabilizar o rastreamento em todo o território brasileiro, foi consolidada a Rede Nacional de Saúde Mental (Renasam), que tem um importante papel de articular grupos de pesquisa para o desenvolvimento e a inovação em Saúde Mental. Além disso, a Rede visa conduzir estudos inovadores e disseminar informações atualizadas para aumentar a conscientização sobre o tema e romper o estigma associado a tais problemas.
A Renasam tem como objetivo desenvolver, articular, multiplicar e disseminar conhecimento científico e tecnológico em Saúde Mental. Lançada em maio de 2024, a Rede conta com 50 pesquisadores de todas as macrorregiões brasileiras.
Mais informações estão disponíveis no site www.renasam.com e no perfil da Rede no Instagram.
Categorias relacionadas PesquisaClima urbano, qualidade do ar e doenças respiratórias serão temas abordados em seminário internacional na Ufes. Inscrições abertas
O campus de Goiabeiras da Ufes recebe na próxima semana o Seminário Internacional de Climatologia Urbana, que será realizado de 19 a 21 de outubro nas instalações do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN). Com pesquisadores do Brasil e do exterior, o encontro abordará temas como ilhas de calor e conforto térmico, poluição do ar e doenças respiratórias, adaptação às mudanças climáticas e políticas públicas, além do uso de tecnologias nos estudos sobre o clima das cidades.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do evento até o primeiro dia do seminário. Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadoras, pesquisadores, profissionais e membros da sociedade civil interessados nos temas abordados. A programação também será transmitida on-line no canal da Associação Brasileira de Climatologia (ABClima) no Youtube.
Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG/Ufes), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a ABClima, o seminário reunirá especialistas de diferentes instituições e áreas, como Geografia, Saúde, Engenharia e Planejamento Urbano. O professor do Departamento de Geografia Wesley Correa, coorganizador do evento, explica que essa integração é necessária porque cidade e clima são sistemas complexos que interferem um no outro. Segundo ele, compreender essa relação e reduzir seus impactos exige contribuições de diferentes campos, cuja atuação conjunta pode subsidiar medidas e políticas voltadas ao bem-estar da população.
Entre os convidados internacionais, está a professora do Departamento de Geografia da Universidade do Porto, em Portugal, Ana Monteiro, que fará a conferência de abertura e participará de uma discussão sobre processos socioespaciais, governança, adaptação e políticas públicas. A programação internacional inclui ainda o professor das áreas de climatologia e sensoriamento remoto da Université Rennes 2, na França, Vincent Dubreuil, que integrará a mesa sobre o uso de geotecnologias, quantificação e modelagem nos estudos climáticos.
Vitória como campo de estudo
A escolha de Vitória para sediar o seminário está relacionada a pesquisas sobre as interferências das cidades no clima e na qualidade do ar e seus possíveis impactos sobre a população. A capital capixaba integra o projeto Ilha de Calor e a concentração de material particulado em cidades com diferentes contextos climáticos no centro-sul do Brasil, ligado ao grupo de pesquisa Interações na Superfície Terrestre, Água e Atmosfera (Gaia), coordenado pela professora da Unesp de Presidente Prudente Margarete Amorim.
O encontro também está relacionado às ações do projeto Clima urbano, poluição do ar e enfermidades do aparelho respiratório: estudo de caso da cidade de Vitória (ES), coordenado pelo professor do PPGG João Sant’Anna Neto. As duas iniciativas investigam, sob diferentes perspectivas, as relações entre espaço urbano, clima e saúde.
Segundo Sant’Anna Neto, Vitória tem características que ajudam a entender como o clima e a poluição afetam a vida nas cidades: por estar próxima ao mar, algumas regiões recebem brisas que ajudam a diminuir o calor, mas os ventos de norte e leste também podem levar para a capital gases e pequenas partículas emitidos na região do complexo portuário-industrial de Tubarão, afetando a qualidade do ar. De acordo com o pesquisador, entender como essas condições se combinam é importante para avaliar seus impactos sobre a saúde e a qualidade de vida da população.
Foto: Magnific
Categorias relacionadas Meio ambientePró-Reitoria de Extensão abre inscrições para o Prêmio Maria Filina de Mérito Extensionista 2026
A Pró-Reitoria de Extensão (Proex) abriu inscrições nesta terça, 13, para o Prêmio Maria Filina de Mérito Extensionista 2026. A iniciativa visa valorizar o fazer extensionista na instituição, dar visibilidade aos programas e projetos ativos e incentivar o protagonismo das e dos estudantes de graduação nas ações de extensão.
Podem inscrever-se programas e projetos de extensão devidamente registrados no Sistema de Gestão da Extensão (Sigex), considerados ativos em 2025 e/ou 2026 e adimplentes com a entrega de relatórios junto à Proex até o dia 8 de novembro, data limite das inscrições.
Nesta edição, a novidade está no formato de submissão: as inscrições serão realizadas exclusivamente por meio de vídeos e cada ação poderá submeter apenas um vídeo. Segundo a organização do prêmio, a mudança busca dinamizar a apresentação dos resultados e aproximar a comunidade universitária das produções audiovisuais.
Para concorrer, a coordenadora ou o coordenador da ação deverá preencher o formulário on-line disponível no site da Proex e anexar o link de um vídeo inédito de até 5 minutos (máximo de 300 segundos), gravado no formato horizontal e hospedado no Google Drive com acesso público. A comissão organizadora alerta que vídeos com 301 segundos ou mais serão automaticamente indeferidos. Além disso, o vídeo não poderá ser divulgado publicamente nas redes sociais ou plataformas antes da homologação do resultado final, sob pena de desclassificação.
Outras regras sobre a submissão dos vídeos estão disponíveis no Edital Nº 07/2026 - Proex/Ufes.
Prêmio
Ao todo, dez ações extensionistas serão contempladas com prêmios. O primeiro lugar geral receberá uma cota de até R$ 5 mil para aquisição de equipamentos/material permanente destinados ao projeto, além da cessão de um computador (notebook ou desktop) em regime de comodato. Já os vencedores por área de conhecimento (um total de nove) receberão um computador (notebook ou desktop) em comodato cada.
Devido ao elevado número de projetos e ao engajamento histórico da área da Saúde no prêmio, o campo das Ciências da Saúde foi dividido nesta edição em duas categorias: Ciências da Saúde I - Medicina, Odontologia, Enfermagem e Saúde Coletiva; e Ciências da Saúde II - Farmácia, Nutrição, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física.
As demais áreas seguem a classificação oficial do CNPq: Ciências Exatas e da Terra; Ciências Biológicas; Engenharias; Ciências Agrárias; Ciências Sociais Aplicadas; Ciências Humanas; e Linguística, Letras e Artes.
Até 45 trabalhos serão selecionados como finalistas (cinco por área) e integrarão a cerimônia de entrega do prêmio a ser realizada na data provável de 30 de março de 2027, com divulgação no canal oficial da Proex no YouTube.
Em caso de dúvidas, a equipe organizadora atenderá exclusivamente pelo e-mail premiomariafilina@ufes.br.
Categorias relacionadas ExtensãoUfes mantém 14 cientistas na lista dos mais influentes do mundo. Levantamento é da Universidade de Stanford
A nova lista das e dos cientistas mais influentes do mundo, segundo levantamento realizado pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, traz 14 pesquisadores da Ufes. Treze estão incluídos no grupo relativo a número de citações em trabalhos durante o ano anterior (2025) e sete, no grupo de impacto da pesquisadora ou pesquisador ao longo de toda a sua carreira, sendo que seis deles estão em ambas as categorias.
O ranking, considerado um dos principais em nível internacional sobre o impacto da produção do conhecimento científico, é feito a partir da base de dados Scopus, da Editora Multinacional Elsevier.
O grupo de citações em 2025 traz um professor e uma professora da Ufes que não apareciam na listagem anterior, relativa a 2024. Trata-se do professor André Renato Amaral, do Departamento de Matemática Aplicada do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), campus de São Mateus; e da professora Luciane Salaroli (única mulher da lista), do Departamento de Nutrição e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), campus de Maruípe, Vitória.
Já a listagem que considera o impacto ao longo da carreira inclui, neste ano, o professor Celso Azevedo, do Departamento de Ciências Biológicas, do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), campus de Goiabeiras, Vitória. Ele já integrava a lista dos mais citados em 2024.
Confira quem são a e os cientistas da Ufes na lista dos mais influentes do mundo.
Citações em 2025
André Renato Sales Amaral (Matemática Aplicada)
Anselmo Frizera (Engenharia Elétrica)
António Varandas (Física/professor visitante)
Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica)
Celso Azevedo (Ciências Biológicas)
José Geraldo Mill (Ciências Fisiológicas)
Júlio Fabris (Física)*
Luciane Salaroli (Nutrição)
Luís Carlos Lopes Júnior (Enfermagem)
Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde)*
Renato Krohling (Engenharia de Produção)
Wanderson Romão (Programa de Pós-Graduação em Química)
Winfried Zimdahl (Física/professor visitante)
* Os professores da Ufes Luiz Carlos de Abreu e Júlio Fabris também estão vinculados às instituições University of Limerick - School of Medicine (Irlanda) e National Research Nuclear University MEPhI (Rússia), respectivamente, devido a pesquisas internacionalizadas.
Impacto ao longo da carreira
António Varandas (Física/professor visitante)
Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica)
Celso Azevedo (Ciências Biológicas)
Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde)
Marcos Benedito de Freitas (Química)
Renato Krohling (Engenharia de Produção)
Winfried Zimdahl (Física/professor visitante)
Foto: Magnific
Estudo mostra como a imagem de Nossa Senhora Aparecida se transformou ao longo de três séculos
Pequena o suficiente para caber nas mãos, uma escultura de terracota encontrada no Rio Paraíba do Sul no início do século XVIII atravessou mais de 300 anos de história. Nesse percurso, mudou de aparência, passou por restaurações e recebeu diferentes significados. Às vésperas de 12 de outubro, quando é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida, uma pesquisa da professora do Departamento de Artes Visuais Isabela Frade ajuda a conhecer a trajetória da imagem da padroeira do Brasil e suas relações com arte, memória, religiosidade popular e pertencimento.
No artigo Política e religiosidade popular na cerâmica do Vale do Paraíba, SP: agência performativa da imagem Aparecida, Frade acompanha as transformações da escultura de barro, de 37 centímetros de altura, desde o período colonial. Segundo o relato difundido pela tradição popular, a imagem foi encontrada por três pescadores no Rio Paraíba do Sul, em 1717: primeiro, a rede trouxe o corpo sem a cabeça e, em um novo lançamento, a parte que faltava. A peça foi reconhecida como uma representação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
A pesquisa aborda também as características artísticas da peça, uma obra anônima do século XVII que, segundo Frade, provavelmente foi produzida por Frei Agostinho de Jesus ou por seus discípulos. A delicadeza do rosto, as mãos em prece, a tiara de rosas e o movimento das vestes são elementos que a aproximam da produção atribuída à escola do religioso.
Frade relata que, nos três séculos seguintes, a peça passou por deteriorações, intervenções e restaurações, entre elas a realizada em 1978, quando a imagem foi derrubada de seu nicho na Basílica e se partiu em numerosos fragmentos. Na restauração, alguns de seus traços foram modificados: os cabelos, por exemplo, foram alongados para ajudar na fixação da cabeça ao corpo.
Imagem Nicho onde a imagem fica em exposição, no Santuário Nacional de AparecidaSegundo Frade, a presença de Aparecida no imaginário brasileiro ao longo de mais de três séculos está relacionada à sobreposição de dimensões artística, histórica e religiosa. A pesquisadora considera ainda que a relação entre a peça e quem a observa permite que novos sentidos sejam atribuídos à imagem em diferentes épocas e contextos sociais.
A cor de Aparecida
A própria cor pela qual Aparecida é reconhecida atualmente faz parte dessa história de transformações. Registros analisados por Frade indicam que a escultura foi feita em argila clara e originalmente possuía pintura. A tonalidade escura teria surgido posteriormente, com a perda dessa policromia e as condições às quais a peça esteve exposta ao longo do tempo.
Frade observa que registros anteriores não apresentavam Aparecida de forma inequívoca como negra. A imagem era descrita como morena ou parda escura, em tonalidades que a pesquisadora relaciona aos múltiplos tons do colorismo brasileiro. Atualmente, porém, segundo a professora, a santa é predominantemente identificada como negra, representação presente também em suas inúmeras réplicas.
Ao analisar Aparecida como objeto artístico, histórico e cultural, Frade destaca ainda sua função no período colonial. Segundo a professora, imagens religiosas como essa integravam uma pedagogia visual destinada a comunicar narrativas a populações que, em grande parte, não tinham acesso à escrita. Nesse contexto, funcionavam como mediadoras na transmissão da religião católica.
Imagem Santuário Nacional de AparecidaO estudo acompanha ainda a mudança de escala em torno da escultura. Mantida inicialmente em um oratório na casa de um dos pescadores, a imagem passou a atrair vizinhos e peregrinos, até que uma capela foi construída à beira da estrada. Hoje, ocupa um nicho no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.
O artigo de Frade foi publicado no livro Tramas do corpo: ressonâncias e resistências performativas, terceiro volume da coleção Trans_bordar horizontes, do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGArtes/UERJ).
Fotos: Arquivo pessoal da pesquisadora e divulgação (Santuário)
Prorrogado até 13 de outubro o prazo de inscrição para exames de proficiência em espanhol, francês, inglês e italiano
O Núcleo de Línguas da Ufes prorrogou, até 13 de outubro, o prazo de inscrição para a realização dos exames de proficiência em compreensão de leitura nos idiomas espanhol, francês, inglês e italiano. Essa é a última oportunidade, neste ano, para quem se candidatou aos processos seletivos dos programas de pós-graduação da Universidade realizarem a prova. Pessoas interessadas na avaliação de inglês poderão optar entre o exame presencial ou on-line. Em todos os casos, as inscrições serão recebidas pelo Portal do Candidato. Será cobrado o valor de R$ 275.
As avaliações presenciais serão realizadas no dia 22 de outubro, no prédio do Núcleo de Línguas. A de língua inglesa ocorrerá das 9h30 às 11h30, e as dos demais idiomas, das 14 às 16 horas, conforme as orientações e os procedimentos descritos no edital.
Já o exame on-line de inglês será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro, por meio do International Test of English Proficiency (iTEP). As pessoas participantes poderão realizar a prova até as 23h59, em local de sua escolha, desde que observados os requisitos técnicos e as orientações estabelecidas no edital. A avaliação foi desenvolvida especificamente para atender às demandas dos programas de pós-graduação da Ufes quanto à comprovação de proficiência em leitura acadêmica em língua inglesa.
Os resultados das provas presenciais e on-line serão divulgados no dia 27 de novembro.
Mais informações podem ser obtidas nos editais dos exames, disponíveis no endereço nucleodelinguas.ufes.br. Dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail proficiencia@clinguas.org.br e, das 8 às 18 horas, pelos telefones (27) 4009-2880, (27) 4009-2875 e Whatsapp (27) 99806-2291.
Categorias relacionadas EnsinoProfessores da Ufes e de outras universidades expõem trabalhos artísticos na Galeria de Arte e Pesquisa
A Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) da Ufes abriu a exposição coletiva Vira Lattes, pesquisa e confia? nesta quinta-feira, 8. A mostra reúne obras de arte de 35 professores-artistas, entre docentes da Universidade e convidados de outras instituições, e apresenta um panorama artístico focado em manifestações de caráter contemporâneo nas artes visuais. A entrada é gratuita.
Com curadoria dos professores Lincoln Guimarães, Ricardo Maurício e Yiftah Peled, do Departamento de Artes Visuais, a exposição apresenta trabalhos de fotografia, pintura, arte sonora, instalação, gravura, desenho, cerâmica, projeção e colagem. Entre as instituições convidadas estão as universidades de São Paulo (USP), Estadual de Santa Catarina (UDESC) e as federais de Mato Grosso do Sul (UFMS), Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro (UFRJ), de Brasília (UNB) e Queen’s (Canadá).
“Temos uma grande variedade de poéticas, o que mostra a multiplicidade de direções que podem ser exploradas. As obras se relacionam e dialogam entre si”, explica o professor Yiftah Peled. Os trabalhos dos professores, além de artísticos, carregam o caráter de ensino: “Alguns projetos de arte têm também atravessamentos pedagógicos”.
Reunidas sob o tema “pesquisa e confia?”, as produções se apropriam do lema da bandeira do Espírito Santo para refletir sobre princípios de validação acadêmica. “É um título irônico, que contribui para questionar a quantificação da produção poética em números”, diz o professor.
A exposição Vira Lattes, pesquisa e confia? permanece em cartaz na GAP até o dia 5 de novembro, de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas. A galeria recebe agendamentos para visitas mediadas pelo e-mail gap@ufes.br.
Categorias relacionadas CulturaPalestra discute pontos centrais defendidos pelo movimento da ciência aberta e reprodutível
Uma ciência colaborativa e com acesso livre, que pense nos diferentes segmentos da sociedade envolvidos no processo de produção científica e que tenha responsabilidade social e cuidado no uso de recursos. Esses são os pontos centrais defendidos pelo movimento da ciência aberta e reprodutível, e debatidos nesta quinta-feira, 8, na palestra Por que falar sobre ciência aberta e reprodutível? Uma perspectiva pessoal e profissional, com a pesquisadora Eduarda Centeno, diretora executiva da Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR). O evento integra a programação da Semana do Conhecimento e foi realizado na Biblioteca Central da Ufes, no campus de Goiabeiras.
A palestra contou com a presença do reitor da Ufes, Eustáquio de Castro; do pró-reitor da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG/Ufes), Valdemar Lacerda Júnior; do diretor de Pesquisa da PRPPG/Ufes, Sérgio Lins; e da coordenadora da Semana do Conhecimento, Ana Beatriz Fonseca. O reitor destacou a importância do debate sobre ciência aberta, que permite ampliar o acesso a dados de pesquisas e a otimização de recursos.
Na Ufes, uma comissão trabalha desde 2025 na construção de uma agenda para a implementação de práticas de ciência aberta. “Temos um normativo que está em análise interna na PRPPG para finalização e apresentação às instâncias internas da Universidade”, informou Lins.
Segundo ele, a Universidade já deu importantes passos para garantir o acesso a pesquisas. Um dos exemplos é o sistema repositório da Ufes, onde estão disponibilizadas as produções da Universidade. Lins informou que, atualmente, “75% dos artigos, tese e dissertações da Ufes estão em acesso aberto, segundo dados levantados pelo professor Fabiano Couto, da Biblioteconomia, analisando as bases de dados abertos e de publicações”.
Outra frente de atuação da Ufes são as ações educativas para criar a cultura interna da ciência aberta. “A palestra de hoje é uma dessas ações. E no final do mês, nos dias 22 e 23 de outubro, teremos o primeiro fórum de ciência aberta na Ufes, na Semana Mundial da Ciência Aberta”, informou o diretor de Pesquisa da Universidade.
Valores da ciência aberta
Imagem O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, reforçou que o movimento pela ciência aberta permite ampliar o acesso a dados de pesquisas e a otimização de recursos“Consciência, talvez, seja a palavra-chave”, afirmou a representante da RBR ao resumir os valores do movimento pela ciência aberta e reprodutível, como “acessibilidade, transparência, reprodutibilidade, inclusividade, colaboração e responsabilidade”. Segundo ela, as práticas da ciência aberta objetivam que “o ciclo de pesquisa se torne mais transparente e que tenhamos maior possibilidade de verificar o que foi feito no processo de fazer científico”.
Essas práticas envolvem todas as etapas do processo, desde o planejamento da pesquisa e a construção de um plano de gestão de dados, passando pela execução do projeto – como são feitas as anotações da pesquisa e dos dados coletados, descrição das reais condições em que a pesquisa aconteceu –, até a publicação dos dados – publicação de forma integral, com disponibilidade de dados e códigos, informando como aquilo foi analisado e garantindo o acesso aberto para que aquele artigo esteja disponível a qualquer pessoa. “Assim se fecha um ciclo em que a transparência e a acessibilidade são o foco”, explicou a palestrante.
Outro ponto destacado por ela é a revisão de artigos por pares, com “pareceres abertos para que aquela conversa seja da comunidade e não fique fechada a sete chaves”. Centeno também diz ser necessário envolver os diversos atores, que muitas vezes são invisibilizados, como comunidades específicas de conhecimento tradicional. Na sua avaliação, essas “são formas de contribuir para a ciência aberta, para que o conhecimento seja mais verificável, transparente e acessível para todo mundo”.
O conceito de reprodutibilidade, um dos pilares da RBR, trata da possibilidade de uma pesquisa, feita em condições semelhantes à outra já concluída, chegue a resultados parecidos ou iguais, desde que seja garantido ao pesquisador o acesso a dados processados, metodologias e outros detalhes. A ideia central é que um resultado científico não deve depender apenas da autoridade ou da reputação de quem publicou o estudo. Outros pesquisadores precisam ter condições de verificar como aquele resultado foi obtido.
Por isso, a reprodutibilidade está diretamente relacionada a valores como transparência, rigor metodológico e confiabilidade científica.
Sérgio Lins, Ana Beatriz Fonseca, Eustáquio de Castro e Valdemar Lacerda Júnior presenteiam Eduarda Centeno com café produzido pelo Laboratório de Pesquisa em Química do Café da Ufes“Esse não é um conceito uniforme para todas as áreas do conhecimento, porque há áreas em que isso é mais fácil de se fazer do que outras; há diferenças se uma pesquisa é qualitativa ou quantitativa, por exemplo. Mas a ideia é que a gente consiga ter um mínimo de comparação entre estudos e condições, consiga verificar se aquele achado realmente se encontra também em outro laboratório ou com outra pessoa fazendo aquele estudo, porque é um achado robusto. A reprodutividade se propõe basicamente a isso”, afirmou Centeno.
O que é a RBN?
A Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR) é uma iniciativa multidisciplinar para promoção de práticas de pesquisa transparentes e confiáveis na comunidade científica brasileira. Reúne grupos, instituições, sociedades científicas, periódicos e indivíduos de todo o Brasil que se dedicam a avaliar e aprimorar práticas em diferentes áreas da ciência e fomentar o debate sobre reprodutibilidade em pesquisa.
A RBN integra uma rede internacional estruturada em diferentes países, visando trocar experiências e contribuir para uma ciência mais transparente e confiável em todo o mundo.
Fotos: Ana Oggioni
Inscrições abertas até 25 de outubro para estudantes indígenas e quilombolas se candidatarem ao Programa Bolsa Permanência
A Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad) da Ufes abriu inscrições para formação de cadastro de fluxo contínuo de estudantes indígenas e quilombolas matriculados nos cursos de graduação presenciais da Universidade. O cadastro visa preencher vagas do Programa Bolsa Permanência.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de outubro, exclusivamente no site do Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). No ato da inscrição, é necessário preencher todos os dados e anexar todos os documentos solicitados e descritos no Edital 2/2026 - SAAD/Ufes. Estudantes com cadastro e documentação completa serão classificados para compor a lista de cadastro, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de bolsas.
Podem se inscrever no PBP estudantes indígenas ou quilombolas com matrícula regular em curso de graduação presencial na Ufes que comprovem ser indígena ou quilombola (veja no edital os documentos exigidos); que não tenham ultrapassado dois semestres do tempo regulamentar do curso de graduação; que estejam matriculados em, no mínimo, 240 horas no período vigente (salvo casos específicos devidamente justificados); que não recebam bolsa vinculada ao curso de Pedagogia Intercultural Indígena; e que não tenham concluído curso superior.
Estudantes beneficiados receberão Bolsa Permanência no valor de R$ 1.400, conforme homologação e monitoramento realizados pela Saad/Ufes.
Plantão tira-dúvidas
A Saad realizará plantões, presenciais e on-line, para tirar as possíveis dúvidas sobre os documentos e critérios para participação no Programa Bolsa Permanência. Confira os dias e horários:
- 15/10/2026
Das 14h às 17h, presencialmente, na Saad (térreo do prédio da Reitoria - campus de Goiabeiras)
- 16/10/2026
Das 14h às 17h, on-line, por meio deste link
- 21/10/2026
Das 14h às 17h, presencialmente, na Saad (térreo do prédio da Reitoria - campus de Goiabeiras)
- 22/10/2026
Das 14h às 17h, on-line, por meio deste link
Todas as informações sobre o cadastro estão disponíveis no edital publicado na página da Saad.
Outubro Rosa: estudo da Ufes investiga ação de microplásticos em células mamárias
Todos os anos, o Outubro Rosa coloca a saúde da mama em evidência e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer. Na Ufes, uma pesquisa desenvolvida no Programa de Extensão e Pesquisa em Genética e Biotecnologia (PEPeG) amplia esse olhar ao investigar como microplásticos e nanoplásticos (contaminantes presentes no ambiente) podem interferir nas células mamárias.
Essas partículas, que podem chegar ao organismo pela ingestão, inalação e contato com produtos e materiais, já foram identificadas em amostras humanas, inclusive no tecido mamário e no leite materno. A presença delas no corpo levou pesquisadores a uma nova questão: entender como as células reagem quando são expostas a esses materiais.
É o que investiga o grupo coordenado pela professora do Departamento de Ciências Biológicas Eldamária Wolfgramm. No laboratório, os pesquisadores expõem diferentes tipos de células mamárias a micro e nanoplásticos e acompanham as respostas provocadas por esse contato. Segundo Wolfgramm, essas partículas não podem ser identificadas no tecido mamário pela mamografia e sua detecção exige métodos laboratoriais específicos, como a microespectroscopia Raman, que permite visualizar as partículas e identificar sua composição.
O interesse pelos possíveis efeitos dos microplásticos sobre a saúde da mama também está relacionado à composição desses materiais. Wolfgramm explica que alguns aditivos presentes nos plásticos podem atuar como desreguladores endócrinos, interferindo no funcionamento dos hormônios. De acordo com a professora, essa relação merece ser investigada porque o câncer de mama é uma doença multifatorial, influenciada por fatores hormonais, genéticos, comportamentais e ambientais.
Para entender essas possíveis interferências, os experimentos comparam células mamárias não tumorais e células de câncer de mama para verificar se elas respondem de maneira diferente à exposição. O grupo analisa fatores como sobrevivência e multiplicação celular, estresse oxidativo, inflamação e possíveis alterações no material genético.
Resultados
Imagem Os resultados mostraram que os efeitos dos microplásticos variam conforme o tipo de célula, o tamanho das partículas e a concentração utilizadaEntre os trabalhos desenvolvidos nessa linha, está a dissertação de Gabriela Pinheiro, intitulada Avaliação da citotoxicidade de microplásticos em linhagens celulares mamárias e do potencial do resveratrol na mitigação de danos, defendida em março deste ano no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Ufes. O estudo avaliou microplásticos de diferentes tamanhos em células mamárias tumorais e não tumorais, analisando a viabilidade, a proliferação e a apoptose (processo de morte celular programada).
Os resultados mostraram que os efeitos dos microplásticos variaram conforme o tipo de célula, o tamanho das partículas e a concentração utilizada. Nas células não tumorais, houve aumento da atividade metabólica e da proliferação e redução dos marcadores de apoptose. Nas duas linhagens tumorais, as respostas foram diferentes entre si. Em conjunto, os resultados indicaram que, nas condições avaliadas em laboratório, os microplásticos interferiram no equilíbrio entre metabolismo, proliferação e morte celular.
Limites
Wolfgramm ressalta que esses resultados não permitem concluir que os microplásticos causem câncer de mama. Segundo a professora, as evidências disponíveis ainda são predominantemente experimentais, obtidas em estudos com células e modelos animais, que não reproduzem todas as condições da exposição humana.
Em uma revisão publicada na revista científica Food and Chemical Toxicology, o grupo também reuniu estudos sobre possíveis efeitos de micro e nanoplásticos na biologia da mama, incluindo mecanismos como estresse oxidativo, alterações mitocondriais, inflamação e instabilidade genômica.
Para Wolfgramm, ampliar o conhecimento sobre os fatores ambientais associados à saúde da mama pode, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção. A pesquisadora considera que, à medida que a ciência avance na compreensão dessas exposições, esse conhecimento também poderá subsidiar políticas públicas voltadas à redução de riscos ambientais.
Fotos: PEPeG/Ufes
Ufes manifesta solidariedade à Universidade Federal de Pernambuco diante de incêndio ocorrido em laboratórios
Em nome de toda a comunidade acadêmica, a Ufes manifesta sua solidariedade à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) diante do incêndio ocorrido na noite desta quarta-feira, 7, no campus Recife, atingindo um prédio que abriga diversos laboratórios.
Como universidade pública, a Ufes reconhece a importância dos espaços e das atividades realizadas nesses laboratórios para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão.
Desejamos força a toda a comunidade universitária da UFPE e esperamos que a instituição possa superar este momento e retomar, o mais breve possível, suas atividades.
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