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Reitor da Ufes e secretário interministerial para os Recursos do Mar discutem participação da Universidade em projetos nacionais
A Ufes recebeu nesta terça-feira, 25, a visita do contra-almirante Robledo Costa e Sá, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm). Durante o encontro com o reitor, Eustáquio de Castro, foram discutidas parcerias entre as duas instituições, como a participação da Universidade no Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM).
A reunião aconteceu no gabinete da Reitoria e, além do reitor, estiveram presentes o chefe de Gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso; a superintendente de Governo e Gestão Estratégica, Cristina Engel; a diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca; e a diretora da Fundação Espírito-santense de Tecnologia, Patrícia Bourguignon.
A disponibilização de vagas para pesquisadores fazerem parte de missões científicas também esteve em pauta. A proposta é que eles embarquem, neste semestre, em um navio com contêiner-laboratório. A ideia foi recebida pelo reitor com entusiasmo, uma vez que, para os estudantes, será uma grande oportunidade de aprendizado.
Atualmente, a Ufes já coordena o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), estabelecido a partir de um convênio firmado entre a Marinha do Brasil (MB) e a Fest.
Manifesto pela soberania digital
Ainda durante o encontro, o reitor apresentou ao contra-almirante a minuta do manifesto em defesa da soberania digital, proposto pela Ufes em conjunto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e com o professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e idealizador da Caravana LF de Soberania Digital, Mauro Oliveira. O documento começou a ser elaborado no último dia 20, após as discussões do painel Soberania Digital e IA no Contexto Capixaba, realizado na Universidade, e contêm as principais conclusões, propostas e encaminhamentos para o controle sobre dados considerados estratégicos e o uso da inteligência artificial a serviço do interesse público. A ideia é que, após a adesão de diferentes entidades, ele seja entregue à ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
A recente criação do Comitê Interinstitucional de Monitoramento de Emergências Climáticas e Desastres (CIMECli) também foi apresentada ao contra-almirante. A iniciativa, afirmou o reitor, surgiu a partir de experiências vivenciadas com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (2015) e como forma de se preparar para o Super El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico e associado ao aumento da probabilidade de eventos climáticos extremos em diferentes regiões da América do Sul).
Fotos: Tatiana Moura
Ufes sedia a partir desta quarta, 26, o 24º Congresso Brasileiro de Direito Internacional
O campus de Goiabeiras da Ufes sedia, a partir desta quarta-feira, 26, o 24º Congresso Brasileiro de Direito Internacional (CBDI). Com o tema Direito Internacional e Novas Tecnologias, o evento é promovido pela Associação Brasileira de Direito Internacional em parceria com o Programa de Pós-Graduação de Direito da Ufes (PPGDir/Ufes) e vai até o dia 29, abordando conteúdos como governança tecnológica global, inteligência artificial aplicada ao direito, direito do mar, direito internacional penal e processo civil internacional.
A solenidade que marcará o início do congresso acontecerá nesta quarta, a partir das 19 horas, no Teatro Universitário. A conferência de abertura será ministrada pela professora convidada Nilüfer Oral, da Universidade de Cingapura, que falará sobre Direito Internacional em transformação: Perspectivas da Comissão de Direito Internacional. Diversas autoridades estarão presentes na cerimônia, incluindo representantes da Reitoria da Universidade, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ao longo da semana, haverá mesas e palestras sobre ecocídio; mudanças climáticas; influência da Inteligência Artificial; vulnerabilidade digital; plataformas digitais e comércio internacional; entre outros. A secretária geral da Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional (Uncitral), Anna Joubin-Brett, estará presente em um painel dedicado aos 60 anos da instituição. Clique aqui para ver a programação completa.
O congresso é direcionado a advogados, juízes, promotores e estudantes (graduandos e pós-graduandos) de Direito, Direito Internacional, Relações Internacionais, Ciência Política e áreas correlatas.
Categorias relacionadas InternacionalDoutorando em Artes estreia primeira exposição individual no circuito europeu
Artista capixaba e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGA) da Ufes, João Cóser estreou sua primeira exposição individual no circuito europeu. Durante o mês de agosto, a mostra Entre o conter e escorrer reúne instalação, fotografia e performance, e está em cartaz na galeria Ateliê B12, em Lisboa, Portugal.
Derivada de sua pesquisa no doutorado, a exposição tem curadoria de Clara Sampaio e apresenta imagens de grande escala atravessadas por inscrições que insinuam os critérios de compra, exibição e legitimação no sistema da arte, deixando ecoar a pergunta sobre quem define os critérios de validação nesse universo. As imagens estão expostas na vitrine da galeria e são visíveis ao público que passa pela rua.
Segundo o artista, ao ocupar a vitrine da galeria, as imagens deslocam a função original do espaço (antes destinado ao comércio), expondo também os próprios mecanismos que decidem o que merece ser visto, comprado e validado como arte.
João Cóser ao lado da curadora Clara Sampaio
A abertura da mostra aconteceu no dia 14 de agosto e contou com uma performance do artista, reforçando o caráter processual e presencial da proposta, no qual corpo, imagem e espaço se articularam diante do público presente. As obras podem ser vistas até o dia 31 deste mês.
Sobre o PPGA
O Programa de Pós-Graduação em Artes da Ufes oferece o curso de mestrado em Artes desde 2006 e o curso de doutorado em Artes desde 2024, tendo recebido conceito 4 na última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O programa já formou 264 mestres e conta com 74 alunos regularmente matriculados, sendo 37 no mestrado e 37 no doutorado.
Mais informações sobre o Programa estão disponíveis no site https://artes.ufes.br/.
Categorias relacionadas CulturaEfeitos da transformação digital na internacionalização norteiam discussões da Ufes International Week. Evento segue até dia 28
O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, abriu oficialmente nesta segunda-feira, 24, a VI Ufes International Week, semana que vai concentrar discussões sobre oportunidades, experiências e parcerias de internacionalização desenvolvidas pela Universidade para toda a comunidade acadêmica. Este ano, o tema Transformação Digital estará no centro do debate, com reflexões sobre seu impacto nas ações e políticas de internacionalização.
A abertura oficial do evento reuniu estudantes brasileiros e estrangeiros, professores, técnicos e gestores da Universidade no Cine Metrópolis, além de toda a equipe da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes e do diretor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Anderson Gamarano, que ministrou a palestra de abertura.
O secretário da SRI/Ufes, Felipe Guimarães, iniciou o evento apresentando a programação, que já teve atividades presenciais no campus de São Mateus, será realizado no campus de Goiabeiras nesta semana e, na próxima semana, terá atividades no campus de Alegre. “Também teremos atividades em formato virtual, ampliando o acesso e possibilitando a participação da comunidade acadêmica de todos os campi”, ressaltou.
O reitor destacou não só a importância do evento, mas, principalmente, de falar sobre a transformação digital em um mundo globalizado. Segundo ele, no mundo atual não é possível “ficar fora” desse processo para alcançar novas fronteiras.
Na foto acima, o reitor Eustáquio de Castro abre oficialmente o evento.
Soberania digital
Eustáquio de Castro falou ainda sobre a soberania digital, que ele considera um ponto essencial da transformação digital. Ele lembrou do evento realizado pela Universidade na última quinta-feira, 20, e que reuniu representantes de órgãos nacionais e estaduais da área de tecnologia para discutir soberania e o domínio das tecnologias digitais. De acordo com o reitor, a Ufes está liderando os trabalhos de um comitê que está fomentando essa discussão em todo o país, para que as questões sejam tratadas de forma inclusiva e socialmente referenciada.
Imagem Palestra de Anderson Gamarano, diretor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Ouro PretoPara Castro, a Ufes International Week é uma semana importante para estimular as reflexões acerca desse tema, ao reunir estudantes estrangeiros e profissionais que podem aperfeiçoar cada vez mais esse sistema.
Após as falas de abertura, o público ouviu uma apresentação do Quinteto de Cordas da Ufes, que executou um repertório composto pela Serenata Noturna, de Mozart; pelo tango Por una Cabeza, de Carlos Gardel; Carinhoso, de Pixinguinha e Braguinha; e Mourão, de Guerra Peixe.
Estratégias para permanência
Na sequência, Anderson Gamarano, ministrou a palestra Da chegada ao pertencimento: boas práticas e estratégias para a permanência e convivência do público estrangeiro no ambiente universitário e social do Brasil, na qual apresentou o cenário das relações internacionais na Ufop e a atuação da Diretoria, destacando que as ações começam assim que o estudante estrangeiro recebe a carta de aceite para estudar na Universidade e continuam durante todo o período em que ele permanece na instituição, o que inclui providências quanto a documentação e moradia.
Gamarano destacou ainda os principais desafios – relacionados a saúde mental, dificuldades financeiras e acadêmicas, e preconceitos de diversas ordens – e as iniciativas institucionais para minimizá-los.
Imagem Mesa sobre Internacionalização na Era da Transformação DigitalApós a palestra, a secretária executiva da SRI, Lisiane Rodrigues, apresentou e convidou os presentes a participaem do projeto de extensão Naci - Núcleo de Apoio à Comunidade Internacional, que tem como objetivo engajar a comunidade acadêmica da Ufes no acolhimento e apoio à comunidade internacional. A iniciativa busca promover a inclusão acadêmica, social, cultural e linguística das pessoas estrangeiras.
Uma mesa redonda sobre Internacionalização na Era da Transformação Digital, conduzido por Felipe Guimarães e pela professora do Departamento de Linguagens, Cultura e Educação (DLCE) e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) Kyria Finardi, encerrou a programação do dia.
A sexta edição da Ufes International Week segue no campus de Goiabeiras até o dia 28 de agosto. Veja aqui a programação completa.
Fotos: Mariana Simões e Thereza Marinho
Categorias relacionadas Institucional InternacionalEncontro Regional de História promove debates sobre reparação, cidadania e diversidade na Ufes. Entrada gratuita
Começa nesta terça-feira, 25, o XVI Encontro Regional de História da Associação Nacional de História - Seção Espírito Santo (Anpuh/ES), que será realizado até quinta-feira, 27, no campus de Goiabeiras da Ufes. Com o tema Reparação, Cidadania e Diversidade: diálogos entre História e Relações Étnico-Raciais, o evento reunirá pesquisadoras, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e docentes em três dias de conferências, mesas de debate, simpósios temáticos e atividades culturais. A entrada é gratuita.
A conferência de abertura terá como convidada a professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Ynaê Santos, que abordará o tema Racismo Brasileiro: uma história da formação do país. Autora de Irmãs do Atlântico, obra finalista do Prêmio Jabuti 2026, ela é pesquisadora da história da escravidão nas Américas e das relações étnico-raciais e também escreveu Além da Senzala: arranjos escravos de moradia no Rio de Janeiro (1808-1850) e História da África e do Brasil Afrodescendente. A atividade será realizada na terça-feira, 25, às 16 horas, no Auditório IC-2 do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), com mediação do pesquisador do Laboratório de Estudos em História do Tempo Presente (LabTempo/Ufes) Ariel Batista.
A programação terá ainda lançamento de livros, roteiro histórico pelo Centro de Vitória e discussões sobre ensino de História e Educação das Relações Étnico-Raciais (Erer). No encerramento, a conferência Intelectuais e os debates abolicionistas e antirracistas (ontem e hoje) reunirão o professor do Departamento de História (DH/Ufes) Ueber Oliveira e o doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Wesley dos Santos.
Questões contemporâneas
Integrante da comissão organizadora, o professor do DH/Ufes Pedro Ernesto Fagundes explica que o encontro procura aproximar a produção historiográfica de questões contemporâneas, tendo como eixos a reparação, a cidadania, a diversidade e as relações étnico-raciais. Segundo ele, o diálogo entre a História e a Erer amplia as perspectivas sobre o ensino e a pesquisa e sobre suas contribuições para o enfrentamento ao racismo.
A experiência da Ufes com a Educação das Relações Étnico-Raciais também será tema de uma mesa com as professoras da Ufes Leonor Franco, Débora Araujo, Marileide França e Ozirlei Marcilino. A programação estabelece ainda diálogos com Educação, Ciências Sociais, Geografia, Filosofia e Letras.
Os simpósios temáticos serão espaço para apresentação de pesquisas concluídas ou em andamento, com participação de estudantes de graduação e pesquisadores graduados. Os trabalhos apresentados poderão posteriormente ser encaminhados para publicação em e-book.
A Anpuh/ES mantém sede provisória no CCHN. A programação completa e outras informações sobre o XVI Encontro Regional de História podem ser consultadas no site da entidade e em seu perfil no Instagram.
Categorias relacionadas ExtensãoComeça nesta segunda-feira, 24, a sexta edição da Ufes International Week
Começa nesta segunda-feira, 24, a sexta edição da Ufes International Week, que neste ano terá como tema Internacionalização na Era da Transformação Digital. O evento busca promover reflexões sobre os desafios e as oportunidades da internacionalização no contexto das transformações digitais, além de estimular o compartilhamento de experiências e boas práticas desenvolvidas na Universidade. Veja aqui a programação completa.
A programação, coordenada pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes, vai até o dia 28 e contempla atividades voltadas a diferentes públicos da comunidade acadêmica, incluindo estudantes, docentes e técnicos administrativos. A participação é gratuita, mediante inscrição em cada atividade. Os links para inscrição e as informações sobre formato, local e horário de cada evento estão disponíveis aqui.
A abertura do evento e a atividade dirigida aos estudantes serão realizadas presencialmente, em Vitória. Além disso, a programação também contará com eventos presenciais nos campi de Alegre e São Mateus, na semana anterior e posterior ao evento. As demais atividades serão realizadas em formato virtual, ampliando o acesso e possibilitando a participação da comunidade acadêmica de todos os campi da Universidade.
Durante toda a semana, a VI Ufes International Week contará também com uma exposição cultural no hall do prédio da Reitoria, onde estudantes estrangeiros da Ufes apresentarão aspectos de seus países e culturas de origem. A proposta é valorizar a diversidade cultural presente na Universidade e promover espaços de troca e convivência entre a comunidade acadêmica. A exposição será encerrada no dia 28 (sexta-feira), com apresentações orais e culturais realizadas pelos estudantes participantes das 13h às 15h.
Categorias relacionadas InternacionalPesquisa testa tecnologia com fibras naturais para filtragem de resíduos industriais
Uma nova tecnologia para filtragem de óleos minerais emulsionados em água está sendo testada por uma equipe do Programa de Pós-Graduação em Energia (PPGEN) da Ufes, no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), no campus de São Mateus. A base do experimento é uma fibra vegetal encontrada no fruto da planta Calotropis procera, popularmente conhecida como flor-de-seda. Os resultados já alcançados até o momento apontam um menor consumo de energia no tratamento dos resíduos gerados em processos industriais, com manutenção ou até aumento da eficiência na remoção do óleo antes do descarte da água no meio ambiente.
Os estudos com a fibra da Calotropis procera tiveram início no PPGEN/Ufes em 2020. Duas dissertações de mestrado (dos estudantes Lucas Coutinho e Odilon de Oliveira) analisaram essa alternativa sustentável para tratar efluentes, que são os resíduos gerados por atividades industriais e são despejados no meio ambiente. Agora, Oliveira desenvolve sua tese de doutorado buscando o aperfeiçoamento do processo de filtragem, sob a orientação do professor Eduardo Muniz, coordenador do Laboratório de Medidas de Propriedades Físicas de Materiais do PPGEN/Ufes.
Essas pesquisas, e também estudos de iniciação científica desenvolvidos por estudantes de graduação, fazem parte do projeto Fibras Naturais para Remoção de Óleo em Água, coordenado por Muniz em parceria com o professor Nazareno Braga, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O projeto visa à construção e à avaliação de um sistema filtrante para separação de óleo emulsificado em água utilizando fibras de Ceiba pentandra (sumaúma), Calotropis procera (flor-de-seda) e Typha domingensis (taboa).
Veja esta e outras matérias sobre pesquisas realizadas pela Ufes no site da Revista Universidade.
Como funciona
Fibra da Calotropis proceraUm sistema de filtração de óleo mineral com uso de componentes que apresentam um desempenho melhor e menor custo atende à necessidade de tratamento de efluentes produzidos em indústrias, oficinas mecânicas e postos de combustíveis. De acordo com os pesquisadores, os resíduos decorrentes da lubrificação de máquinas, carros e equipamentos apresentam, em geral, baixa biodegradabilidade (demoram muito tempo para se decompor de forma natural), levando à formação de uma camada superficial de óleo que reduz a oxigenação da água de rios e lagos.
Essa camada de óleo é usualmente removida das caixas de passagem de esgoto das empresas por meio de métodos físico-químicos de separação de misturas heterogêneas. No entanto, o óleo emulsificado na água não é retido de forma eficiente por esse processo, permanecendo disperso no efluente. Por essa razão, em determinadas situações, emprega-se um sistema de filtração específico para a remoção do óleo.
A fibra da Calotropis procera é oca e tem formato tubular, sendo a filtragem realizada com quatro camadas da fibra. Segundo o professor Muniz, “um grama de fibra retém 80 gramas de óleo”. Ele afirma que os pesquisadores “estão testando outras plantas e poderemos ter, no futuro, esse filtro produzido em escala industrial”.
Além da Calotropis procera, os testes serão feitos com fibras da sumaúma, que também possui comprovada eficiência na remoção de óleo em água, e com a fibra da taboa, muito comum no Espírito Santo, cuja aplicação para filtragem tem menos evidências até o momento. Segundo Muniz, no projeto será feita a caracterização detalhada das fibras, “procurando associar sua estrutura com a capacidade de absorção de óleo”.
A Calotropis procera é uma planta nativa do Norte da África e do Sudoeste da Ásia (Oriente Médio), já tendo se difundido por várias regiões tropicais do mundo. No Brasil, está presente na Região Nordeste e também no norte do Espírito Santo. É conhecida por ter uma seiva tóxica. A fibra que está sendo pesquisada está na parte interna do fruto, e assemelha-se a um algodão.
Imagens: acervo dos pesquisadores
Categorias relacionadas Meio ambiente PesquisaUfes sedia minicursos do 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia. Evento começa nesta segunda, 24
Quem estuda, pesquisa ou trabalha com o mar terá um ponto de encontro em Vitória entre os dias 24 e 28 de agosto, quando a capital capixaba vai receber o 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2026), com o tema Ciência e tecnologia para um oceano sustentável. A programação discutirá questões ambientais, sociais, econômicas e tecnológicas relacionadas ao oceano, como mudanças climáticas, conservação marinha, pesca, poluição, gestão costeira, Economia Azul e o uso de inteligência artificial e ciência de dados na Oceanografia.
Realizado pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), pela Ufes e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o congresso ocorre no ano em que o curso de Oceanografia da Ufes completa 26 anos e ocupará diferentes espaços. No dia 24, o Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), no campus de Goiabeiras, receberá os minicursos que antecedem as atividades principais. Dentre os assuntos a serem abordados, estão DNA ambiental, oceanografia por satélites, microplásticos, restauração de manguezais, sensoriamento remoto, monitoramento de praias e uso de drones em atividades ambientais. A participação é exclusiva para pessoas já inscritas no congresso.
Já a solenidade de abertura acontecerá no Parque Botânico Vale, no dia 25, às 18h30. De 25 a 28, o Centro de Convenções de Vitória concentrará a programação técnico-científica, com conferências, sessões temáticas, mesas-redondas e apresentações de trabalhos.
Ciências do Mar
Esta será a segunda vez que Vitória recebe o CBO, que volta à capital capixaba depois de 21 anos. Presidente do congresso e da regional da AOCEANO no Espírito Santo, a professora do Departamento de Oceanografia e Ecologia da Ufes Kyssyanne Oliveira explica que o evento reúne pesquisadores e especialistas de diferentes áreas das Ciências do Mar, tanto do Brasil quanto do exterior, promovendo a troca de conhecimentos, a formação dos estudantes e a atualização sobre as pesquisas desenvolvidas na área.
Como parte da programação do CBO’2026, será realizada a 2ª Feira de Tecnologia Oceânica Brasil - OceanTech Brasil’2026, no Centro de Convenções de Vitória. Aberta ao público, a feira reunirá empresas, instituições e profissionais para apresentar produtos, serviços e tecnologias relacionados ao oceano.
A OceanTech também receberá a 2ª Tenda de Sustentabilidade Oceânica, que apresentará projetos, iniciativas e produtos relacionados à cultura e à sustentabilidade oceânicas. A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest) apresentará projetos neste espaço.
Segundo Kyssyanne Oliveira, a feira e a tenda também permitirão que estudantes conheçam diferentes áreas de atuação e tenham contato com empresas do setor.
Dúvidas sobre o congresso podem ser encaminhadas para os e-mails contato@cbo2026.com e secretaria.cbo@aoceano.org.br ou para o WhatsApp (47) 99946-7923.
Equipe do Sistema de Bibliotecas da Ufes desenvolve ferramenta para auxiliar em pesquisas bibliográficas
Bibliotecários do Sistema Integrado de Bibliotecas da Ufes (SIB/Ufes) desenvolveram o Protocolo Automatizado para Planejamento de Pesquisa em Ambiente Virtual, que tem o objetivo de apoiar a comunidade acadêmica na organização e realização de pesquisas bibliográficas. A ferramenta foi concebida especialmente para auxiliar pesquisadores na etapa de levantamento bibliográfico, momento em que é necessário identificar e localizar artigos científicos, livros, teses, dissertações e outros documentos relevantes em bases de dados e fontes de informação acadêmica.
O protocolo foi desenvolvido pelos bibliotecários Ana Maria Mariani, Claudio Márcio de França, Maria Giovana Soares e Washington Barbosa, integrantes do Serviço de Apoio ao Pesquisador (SAP) da Biblioteca Central, em conjunto com os bibliotecários Leonardo Santos e Lizzie Chaves, da Biblioteca Setorial de Maruípe.
O protocolo funciona de maneira interativa, permitindo ao pesquisador organizar as principais informações de sua pesquisa e, a partir delas, elaborar estratégias para a recuperação da informação. Um de seus principais diferenciais é a geração automatizada de estratégias de busca, com a utilização de operadores booleanos e outros recursos empregados em bases de dados científicas.
As estratégias são elaboradas a partir dos termos extraídos do título e do problema de pesquisa informado pelo usuário. O sistema realiza o tratamento desses termos, eliminando palavras que não possuem relevância para a recuperação dos documentos e estruturando combinações que podem ser utilizadas durante as buscas.
Ferramenta de capacitação
O protocolo já integra as atividades de capacitação promovidas pelo Serviço de Apoio ao Pesquisador da Biblioteca Central, ampliando os recursos utilizados para o desenvolvimento de competências relacionadas à pesquisa científica, à busca de informações e ao uso de fontes acadêmicas.
O Protocolo Automatizado para Planejamento de Pesquisa em Ambiente Virtual está disponível gratuitamente no site da Biblioteca Central da Ufes, na página de materiais didáticos do Ciclo de Formação para Pesquisadores.
Como forma de reconhecimento e proteção da produção técnico-científica desenvolvida no âmbito da Universidade, os autores encaminharam o produto para registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), por intermédio da Inova Ufes.
Conheça as principais funcionalidades do Protocolo Automatizado para Planejamento de Pesquisa em Ambiente Virtual:
organização e planejamento das informações relacionadas à pesquisa;
geração automática de estratégias de busca a partir dos termos inseridos pelo pesquisador;
utilização de operadores booleanos na construção das estratégias;
execução das estratégias diretamente no Google Acadêmico, com apenas um clique;
organização e sistematização dos resultados obtidos durante o levantamento bibliográfico;
geração de relatório em formato PDF com as informações registradas no protocolo.
Ufes recebe primeiros alunos ingressantes por meio do Programa de Vagas Suplementares para Estudantes Indígenas
A Ufes deu as boas-vindas nesta quinta-feira, 20, aos 23 estudantes indígenas que ingressaram na Universidade no semestre 2026/2 por meio do edital de vagas suplementares para pessoas indígenas aldeadas em comunidades, publicado em junho deste ano. Trata-se da primeira oferta de vagas suplementares especificamente para essa etnia na Ufes.
Promovido pelas pró-reitorias de Graduação (Prograd), Bem-Estar Comunitário (Probem) e Políticas de Assistência Estudantil (Propaes), além da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), o acolhimento aconteceu no auditório da Prograd, no campus de Goiabeiras, e foi transmitido pela Superintendência de Educação a Distância (Sead). O encontro contou com as presenças da vice-reitoria da Ufes, Sonia Lopes; da pró-reitora de Graduação, Regina Godinho; da pró-reitora de Bem-Estar Comunitário, Ana Paula Bittencourt; do pró-reitor de Políticas de Assistência Estudantil, Antonio Carlos Moraes; da superintendente de Educação a Distância, Ozirlei Marcilino; da secretária de Ações Afirmativas e Diversidade, Patrícia Rufino; do educador e líder Tupinikim Jocelino Quiezza; e de professores, técnicos administrativos, estudantes e lideranças indígenas.
Na foto acima, alguns dos estudantes indígenas que ingressaram na Ufes por meio do Programa.
Durante o evento, a vice-reitora da Ufes deu as boas-vindas aos estudantes e falou sobre permanência, inclusão e pertencimento na vivência universitária. Em seguida, cada pró-reitoria apresentou suas atribuições e principais atividades e esclareceu pontos importantes da vida acadêmica, entre períodos de matrícula, coeficiente, atividades complementares, Restaurantes Universitários, auxílios estudantis e assuntos relacionados.
Imagem A vice-reitora, Sonia Lopes, deu as boas-vindas aos estudantes indígenasAcolhida
Entre os 23 ingressantes por meio das vagas suplementares, há representantes de povos como os Tupinikim, Baniwa e Pankararu, vindos em sua maioria da aldeia Caieiras Velha, em Aracruz, mas também dos estados de Pernambuco e Amazonas. Caloura do curso de Psicologia, Anna Caroline Pereira disse que foi muito bem recebida pelos colegas de turma.
“Por ser uma mulher indígena fora do estereótipo, tive medo de ser reduzida, ser ‘colocada numa caixinha’. Mas, durante essas duas semanas de aula, vi que o curso é diverso. Os colegas e os professores foram muito abertos a conhecer meu povo”, disse a estudante. Ela, agora, pretende incentivar outras pessoas da sua aldeia, Caieiras Velha, a procurarem informações sobre os cursos na Ufes: “Vou levar essa vivência para eles, porque é fundamental buscar a profissionalização”.
Morando sozinho pela primeira vez e “na cidade grande”, o estudante de Engenharia Elétrica Luiz Filipe Siqueira, também oriundo de Caieiras Velha, já começou a se enturmar, apesar do receio inicial. “Antes de entrar, me falavam muito sobre o perigo de sofrer racismo. Mas aqui vi o contrário. Quando cheguei com minhas pinturas nos braços, fui acolhido pelas pessoas, já sabiam onde eu morava, de onde eu vinha”, disse.
Histórico
Imagem A secretária de Ações Afirmativas e Diversidade, Patrícia Rufino, falou sobre as política de inclusãoLançado pela Prograd em junho de 2026, o edital de vagas suplementares para pessoas indígenas aldeadas em comunidades e que tenham concluído o ensino médio ofertou uma vaga em cada curso presencial de graduação disponibilizado para essa seleção específica, com ingresso no segundo semestre deste ano.
A reserva de vagas para povos originários é resultado de um diálogo entre lideranças indígenas capixabas e a Reitoria da Ufes, iniciado em 2021, quando estudantes e líderes indígenas se reuniram com a gestão da Universidade para discutir o acesso e a permanência desses povos na Ufes. A partir desse encontro, foi constituído um Grupo de Trabalho com o objetivo de elaborar a proposta de instituir o Programa de Vagas Suplementares para Estudantes Indígenas nos cursos de graduação presencial, por meio de processo seletivo específico.
Em 2024, foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) a Resolução n° 103/2024, instituindo o Programa. Já em junho de 2025, lideranças indígenas dos povos Guarani e Tupinikim se reuniram com a Reitoria e, a partir desse encontro, foi planejada a formação de um conselho consultivo para a execução das etapas do processo seletivo, formado por estudante indígena, liderança indígena indicada pela Associação Indígena Tupinikim Guarani, docente pesquisador do campo da educação indígena e representantes da Prograd e da Saad.
Fotos: Mariana Simões
Categorias relacionadas InstitucionalDesafios da soberania digital e uso da IA em projetos estaduais norteiam debate promovido pela Ufes
A Ufes sediou nesta quinta-feira, 20, a primeira edição do painel Soberania Digital e IA no Contexto Capixaba, realizado pela Universidade. O evento, realizado no campus de Goiabeiras, integra as ações do Programa Capixaba de Inteligência Artificial (PCIA) e tem o objetivo de ampliar o debate sobre soberania digital e como o Espírito Santo pode desenvolver competências, infraestrutura, inovação e políticas públicas que contribuam para uma agenda de IA alinhada às necessidades do estado e do país.
Participaram do painel o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro; a vice-reitora, Sonia Lopes; o professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e idealizador da Caravana LF de Soberania Digital, Mauro Oliveira; o diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Celso Alberto Saibel; o coordenador de infraestrutura de Tecnologia da Informação do Banestes, Camilo Bragatto; o subsecretário de Projetos Integrados da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), Matheus Oggioni; o superintendente de Arquitetura Corporativa, Plataformas Inteligentes e Engenharia de Nuvem do Serpro, Welsinner de Brito; a superintendente de Projetos e Inovação da Ufes, Miriam de Magdala; e representantes do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo (Prodest), além de professores do CT, estudantes e pessoas interessadas no tema.
Em seu discurso, o reitor mencionou as iniciativas desenvolvidas pela Ufes na área de tecnologia, como a execução do Programa Capixaba de Inteligência Artificial (PCIA), a criação de um segundo data center, com previsão de inauguração no mês de outubro, e do Núcleo de Pesquisa e Inovação em Análise e Tratamento Avançado de Dados, o Nupidata, que ficará hospedado dentro da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI) da Universidade. Ele manifestou ainda a intenção de firmar um acordo de cooperação técnica na área de transformação e soberania digital com o Serpro.
Imagem Miriam de Magdala falou sobre o Núcleo de Pesquisa e Inovação em Análise e Tratamento Avançado de Dados, a ser desenvolvido pela UfesWelsinner de Brito falou sobre os desafios do governo federal na consolidação de políticas públicas na área de dados e detalhou o modelo de nuvem soberana utilizada pelo Executivo, explicando suas características e os desafios para implementá-la. Ele ainda destacou a importância das parcerias com a academia e com o mercado para a consolidação da soberania digital, a partir da “construção de uma nuvem totalmente soberana”.
Controle de dados
Nuvem soberana é uma infraestrutura de computação em nuvem por meio da qual o Estado mantém controle sobre dados, sistemas e operações tecnológicas considerados estratégicos. Na prática, significa que dados sensíveis ficam armazenados e processados no Brasil; submetidos à legislação brasileira, sob governança e controle nacionais; protegidos por mecanismos de segurança, auditoria e controle de acesso; e com capacidade de processamento, armazenamento e recuperação mantida em infraestrutura sob controle nacional.
A ideia surgiu da necessidade de aproveitar as vantagens da computação em nuvem, sem perder o controle sobre informações sensíveis ou estratégicas do Estado.
Projetos estaduais
O subsecretário de Projetos Integrados da Secti, Matheus Oggioni, apresentou ao público três novidades que unirão inovação e segurança digital em benefício da população capixaba: a construção do novo data center verde, sediado no Centro de Exposições de Carapina; a criação do portal e do aplicativo ES.GOV, que garantirão acesso simples e rápido a serviços ofertados pelo governo; e a criação do Centro Integrado de Defesa Social do Espírito Santo (Cides), que reunirá, no mesmo lugar, as principais equipes que cuidam da segurança e de atendimentos de emergência.
Já a superintendente de Projetos e Inovação da Ufes, Miriam de Magdalla, detalhou o Plano Capixaba em Inteligência Artificial (PCIA), organizado em sete eixos: Governança e regulação; Infraestrutura, tecnologia e componentes críticos; Formação de pessoas; Aplicações e hardware; Pesquisa, desenvolvimento e inovação; Comunicação externa; e Monitoramento e avaliação contínua. O documento foi concluído em dezembro de 2025 e foi elaborado com a participação da academia, de empresas, do governo e da sociedade civil.
Imagem O professor Mauro Oliveira abordou a Inteligência Artificial Generativa (IAG) e seus impactos na educaçãoMagdalla ainda detalhou sobre o Nupidata, que vem sendo desenvolvido na esteira do PCIA. Ela explicou que o Núcleo reunirá conectividade de alta velocidade, computação de alto desempenho, inteligência artificial e armazenamento de dados, sendo destinado ao apoio às atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, e à prestação de serviços tecnológicos a organizações públicas e privadas.
Caravana LF
O painel contou com uma palestra do professor do Instituto Federal do Ceará (IFCE) Mauro Oliveira, idealizador da Caravana LF de Soberania Digital. De forma descontraída, ele apresentou a Caravana LF (sigla em referência ao professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Luiz Fernando Gomes Soares, que teve um papel importante no desenvolvimento da TV Digital brasileira), que já percorreu mais de 40 universidades abordando temas como a revolução da Inteligência Artificial Generativa (IAG) e a educação em tempos de IAG, trazendo como impactos a terceirização do raciocínio, redução do esforço cognitivo e fragilização do pensamento crítico.
O professor ainda dividiu com os participantes reflexões sobre datacenters de IA que, na visão dele, são encarados como um problema mundial, e propôs a criação de uma política pública de IA. “Este país é a nona economia do mundo, não pode ser quintal de data center”, afirmou.
Fotos: Tatiana Moura
Categorias relacionadas PesquisaReitor da Ufes recebe estudantes cotistas após intercâmbio acadêmico em Minnesota
O reitor Eustáquio de Castro recebeu na tarde desta quinta-feira, 20, a delegação da Ufes que acaba de retornar de Minnesota, nos Estados Unidos, onde participou de um intercâmbio acadêmico e da 7ª Conferência Mundial sobre Soluções para a Desigualdade Econômica Racial e Étnica, realizada na Humphrey School of Public Affairs, da Universidade de Minnesota.
Kaio Lima, que cursa Ciência da Computação; Rômulo dos Santos, estudante de Letras/Inglês; e Tamyres Costa, aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Ufes, foram selecionados para integrar as atividades de internacionalização desenvolvidas no âmbito da colaboração entre a Ufes e o College of Education and Human Development da universidade estadunidense. Por meio dessa parceria são desenvolvidas, desde 2017, ações de colaboração acadêmica, científica e institucional, coordenadas, no âmbito da Ufes, pela diretora de Iniciativas Internacionais, Marina Aleixo, e pela secretária de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), Patrícia Rufino. Os estudantes viajaram acompanhados da secretária Rufino, da assistente social da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad), Luana Curitiba; e do professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Maurício do Valle.
Na recepção aos estudantes, o reitor Eustáquio de Castro destacou a importância da participação de graduandos e pós-graduandos da Ufes em eventos internacionais, “levando a cultura, a tecnologia e os conhecimentos produzidos na nossa Universidade para o mundo”.
Na foto acima, Christie Vieira (Secretaria de Relações Internacionais), Luana Curitiba, Thamyres Costa, Rômulo dos Santos, Kaio Lima, Eustáquio de Castro e Patrícia Rufino.
Embaixadores
Os alunos integram o projeto Embaixadores na Ufes, vinculado ao Projeto Interdisciplinar de Internacionalização Brasil/EUA: perspectivas para tecnologias sociais e desenvolvimento humano, que é desenvolvido pela Saad em articulação com a Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes. Entre os objetivos desse projeto está ampliar as possibilidades de participação dos estudantes nos processos de internacionalização, com atenção especial aos estudantes que ingressaram por meio das políticas de ações afirmativas.
Além de participantes do Projeto Embaixadores na Ufes, os três estudantes têm em comum uma trajetória que expressa o alcance das políticas de democratização do ensino superior: são os primeiros de suas famílias a acessar a graduação por meio da política pública de cotas.
Os estudantes em um seminário sobre educação e tecnologiaPatrícia Rufino destaca que, para esses estudantes, a participação no intercâmbio representa não apenas uma experiência acadêmica internacional, mas a abertura de novos caminhos para eles e suas famílias, ampliando as possibilidades de formação, produção de conhecimento e construção de novas perspectivas profissionais.
Vivências acadêmicas
Durante a permanência em Minnesota, os estudantes participaram de uma programação que articulou formação acadêmica, pesquisa, extensão, educação e conhecimento das experiências sociais e comunitárias desenvolvidas na região. As atividades permitiram aos participantes conhecer práticas pedagógicas, projetos de pesquisa, iniciativas de extensão e experiências comunitárias desenvolvidas em Minnesota.
A experiência também possibilitou o contato com bairros, movimentos comunitários voltados à promoção da igualdade, iniciativas de atendimento a pessoas refugiadas e experiências sociais relacionadas à diversidade, direitos humanos e justiça social.
Na conferência, o grupo participou de debates e diálogos com pesquisadores, estudantes, lideranças comunitárias e representantes de diferentes países, como África do Sul, Estados Unidos e Índia, conhecendo diferentes estratégias de enfrentamento às desigualdades econômicas, raciais e étnicas. Ao final do evento, os estudantes receberam certificados em reconhecimento à participação e às contribuições apresentadas durante a programação.
Experiências marcantes
Segundo Kaio Lima, um dos destaques da viagem foi a participação em um seminário sobre educação e tecnologia. “Como minha área é ciência da computação, me identifiquei bastante. Outra experiência que me marcou foi a visita ao Memorial de George Floyd [assassinado em Minneapolis em 2020]. De volta à rotina na Ufes, Lima afirma que “traz uma nova perspectiva para a continuação dos estudos” após a graduação, já pensando no mestrado e no doutorado.
Romulo Santos destacou a participação na Conferência Mundial como o “clímax da viagem”. Ele afirmou: “Eu pude conhecer pesquisadores de vários lugares, trocar experiências. Foi uma troca cultural importante”. Santos lembrou, ainda, de um evento com representação da ONU, que ouviu os estudantes sobre perspectivas futuras, e das apresentações sobre educação no Brasil feitas pela delegação capixaba no evento mundial.
A estudante Tamyres Costa, que apresentou um trabalho no evento, salientou o compartilhamento de experiências como pesquisadores de outros países como algo muito positivo. “Esse intercâmbio me marcou como estudante, professora e pesquisadora da negritude e da raça. Como professora de escola pública de ensino médio no Espírito Santo, pude compartilhar meu trabalho sobre educação nas relações étnico-raciais. Também gostei muito de conhecer uma parte diversa dos Estados Unidos, marcada pelo povo imigrante, latino, asiático, pessoas muçulmanas, enfim, uma grande diversidade que não aparece como a cara oficial dos Estados Unidos, mas que é os Estados Unidos. Foi possível entender um pouco mais sobre a perspectiva, as lutas e os desafios deles [imigrantes]”, afirmou.
Fotos: Sueli de Freitas e Saad
Categorias relacionadas InternacionalEstreia da semana no Cine Metrópolis, documentário reacende debate sobre a ditadura militar no Brasil
No mês em que a Lei da Anistia completa 47 anos, o Cine Metrópolis estreia o documentário Anistia 79, nesta quinta-feira, 20, reacendendo o debate sobre a impunidade de torturadores durante a ditadura militar no Brasil. Dirigido por Anita Leandro, o filme foi o grande vencedor da Mostra Olhos Livres, na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
Sancionada em 28 de agosto de 1979, a Lei da Anistia permitiu a volta de opositores da ditadura militar que estavam exilados no exterior, ao mesmo tempo em que isentou militares que cometeram torturas, desaparecimentos forçados, assassinatos e ocultações de cadáveres.
Revisitando esse cenário, o documentário traz registros da Conferência Internacional pela Anistia e as Liberdades Democráticas no Brasil, encontro de brasileiros e exilados de outros países em Roma, na Itália, realizado dias antes da sanção da Lei da Anistia. O filme de Anita Leandro utiliza imagens de arquivo para reconstruir esse momento histórico, colocando os personagens que fizeram parte daquele encontro em contato com as filmagens.
Além da estreia de Anistia 79, o Cine Metrópolis segue exibindo o filme Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun.
Projeto de extensão
Cena do documentário Ser e TerNa próxima quarta-feira, 26, o Cine Metrópolis exibe uma sessão do filme Ser e Ter, de Nicolas Philibert, dentro da programação do projeto de extensão Uma História do Cinema no Cine Metrópolis. O longa integra o novo módulo da iniciativa, Imagens da Infância, que neste semestre se dedica às histórias que têm crianças como protagonistas.
Lançado em 2002, o documentário Ser e Ter acompanha um grupo de crianças entre quatro e doze anos que estudam em uma pequena escola de vila em Auvergne, na França. A sessão acontecerá a partir das 13 horas, com entrada gratuita e aberta ao público geral. Além da exibição do filme, haverá uma apresentação prévia da obra e, após a sessão, um debate com a plateia, mediado pelo professor do Departamento de Comunicação Social da Ufes Fabio Camarneiro. Haverá emissão de certificados para as pessoas interessadas.
Confira as sinopses dos filmes em cartaz no Cine Metrópolis de 20 a 26 de agosto:
Anistia 79, de Anita Leandro (Brasil, 2026)
Em junho de 1979, centenas de exilados e militantes pela anistia no Brasil chegam em Roma, provenientes de vários países. É preciso uma intervenção efetiva no processo de abertura política, pois a ditadura militar não quer libertar os presos políticos e articula, nas sombras, a extensão do benefício da anistia aos torturadores. Um jovem exilado filma o evento e guarda os negativos num porão. Mostrado aos participantes da Conferência de Roma, quase 50 anos depois, este material nos coloca diante de uma evidência histórica: no Brasil, o passado ainda não passou.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun (Estados Unidos/Canadá, 2026)
Após anos de sequências desleixadas, a franquia Camp Miasma é entregue a uma jovem diretora entusiasmada para ser revitalizada. Mas ao visitar a estrela do filme original, hoje uma atriz reclusa e envolta em mistério, as duas mergulham em um mundo ensanguentado de desejo, medo e delírio.
Veja os horários das sessões na página do Cine Metrópolis.
Categorias relacionadas CulturaProjetos da Ufes oferecem atividades esportivas gratuitas para pessoas de todas as idades. Inscrições abertas
Correr, aprender uma luta, jogar futebol, experimentar o tiro com arco ou se aventurar em uma tirolesa. Essas são algumas das atividades oferecidas gratuitamente à comunidade pelos projetos de extensão do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), no campus de Goiabeiras da Ufes. Há opções para crianças, adolescentes e adultos, com ou sem experiência nas modalidades.
A programação inclui atletismo, capoeira, futsal, futebol, voleibol, lutas, cheerleading (animação de torcida) e práticas corporais de aventura. Veja abaixo as oportunidades e os links para inscrições e reservas de vagas.
Atletismo para crianças e adultos
O Atletismo Cria Ufes recebe crianças e adolescentes de 7 a 17 anos para atividades que, além das habilidades físicas, trabalham cooperação, amizade e superação. Os encontros acontecem às segundas e quintas-feiras, das 16 às 17h30. Já o Corre Ufes atende pessoas a partir dos 18 anos, desde iniciantes até quem já corre sem acompanhamento profissional. Com orientação para a prática, o projeto oferece dois horários: segundas e quartas-feiras, das 6h30 às 8 horas; ou terças e quintas, das 17 às 18h30.
• Atletismo Cria Ufes: https://ufes.es/cria-ufes
• Corre Ufes: https://ufes.es/corre-ufes
Capoeira, futebol e futsal
Em atividade na Universidade desde 1978, o Capoeira Ufes recebe crianças, jovens e adultos, de iniciantes a praticantes mais experientes. Crianças de 6 a 10 anos participam às terças e quintas, das 18 às 19 horas; jovens e adultos, nos mesmos dias, das 19 às 22 horas. No futebol e no futsal, há três opções. O Futsal Feminino Universitário recebe mulheres a partir dos 15 anos, com diferentes níveis de habilidade, às terças-feiras, das 17 às 18h30. O Futebol Society Master é voltado a homens a partir dos 30 anos (dia e horário em fase de definição). O Proufesfutsal atende meninos de 11 a 17 anos, às terças e quintas, das 14 às 17 horas.
• Capoeira Ufes: https://ufes.es/capoeira-ufes
• Futsal Feminino Universitário: https://ufes.es/futsal-feminino-universitario
• Futebol Society Master: https://ufes.es/futebol-society-master
• Proufesfutsal: https://ufes.es/proufesfutsal
Lutas
Cinco modalidades de luta também estão abertas à comunidade: jiu-jitsu, judô, kendô e iaidô, muay thai e taekwondo. Além da prática, os projetos abordam aspectos históricos e culturais dessas manifestações.
O Jiu-Jitsu recebe participantes a partir dos 14 anos, às segundas, quartas e sextas, das 18 às 20 horas. O Judô é destinado a crianças de 5 a 10 anos, às segundas e quartas, das 16 às 17 horas. Kendô e Iaidô recebem iniciantes e graduados (a partir dos 16 anos) às segundas e quartas, das 19 às 22 horas. O Muay Thai é destinado a maiores de 16 anos, com atividades às segundas, às 19h10, e às terças e sextas, às 14 horas. Já o Taekwondo é oferecido a partir dos 14 anos, às quartas e sextas, das 9 às 10 horas.
• Jiu-jitsu: https://ufes.es/jiu-jitsu-ufes
• Judô: https://ufes.es/judo-ufes
• Kendô e iaidô: https://ufes.es/Kendo-e-iaido-ufes
• Muay thai: https://ufes.es/muay-thay-ufes
• Taekwondo: https://ufes.es/taekwondo-ufes
Voleibol, tiro com arco e aventura
O projeto Prática de Voleibol recebe pessoas a partir dos 14 anos, às terças e quintas, das 16 às 18 horas. As inscrições são feitas com o professor responsável ou com os monitores, na quadra externa do CEFD, durante as atividades. O Tiro com Arco tem aulas de segunda a quinta-feira, em três horários: das 16 às 17 horas, das 17 às 18 horas e das 18 às 19 horas, e inscrição presencial no Campo de Tiro com Arco do CEFD. Já o Parque de Práticas Corporais de Aventura oferece circuito de arborismo, tirolesa e parede de escalada às quartas-feiras, das 13h30 às 17 horas. Para participar, não há idade mínima definida: os critérios estão relacionados ao uso dos equipamentos de segurança. É necessário pesar entre 30 e 110 quilos e, com os braços levantados, alcançar pelo menos 1,60 metro com o punho.
• Voleibol: inscrições com o professor responsável ou monitores, durante as atividades na quadra externa do CEFD
• Tiro com Arco: inscrições presenciais no Campo de Tiro com Arco do CEFD
• Parque de Práticas Corporais de Aventura: https://ufes.es/reserva
Dança, cultura popular e cheerleading
Criado em 2008, o Grupo Andora reúne atividades ligadas à cultura popular, como danças, estudos e produção de indumentárias. Para integrar a Cia. de Danças Andora, é necessário ter mais de 18 anos, com inscrições presenciais na sala de dança 10 do CEFD. O UfesCheer, por sua vez, promove a iniciação ao cheerleading, com habilidades ginásticas, coreografias e atividades coletivas. Voltado preferencialmente a universitários, o projeto também recebe pessoas da comunidade a partir dos 14 anos.
• UfesCheer: https://ufes.es/ufescheer
• Grupo Andora: inscrições presenciais na sala de dança 10 do CEFD, durante as atividades da Cia. de Danças
Mais informações sobre os projetos estão disponíveis no perfil da Coordenação de Extensão do CEFD no Instagram.
Fotos: Projetos de extensão CEFD/Ufes
Categorias relacionadas ExtensãoVem aí a sexta edição da Ufes International Week. Inscrições abertas para atividades nos quatro campi
A Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Ufes realiza a partir do dia 24 de agosto de 2026 a sexta edição da Ufes International Week, que neste ano terá como tema Internacionalização na Era da Transformação Digital. O evento busca promover reflexões sobre os desafios e as oportunidades da internacionalização no contexto das transformações digitais, além de estimular o compartilhamento de experiências e boas práticas desenvolvidas na Universidade.
A programação vai até o dia 28 e contempla atividades voltadas a diferentes públicos da comunidade acadêmica, incluindo estudantes, docentes e técnicos administrativos. A participação é gratuita, mediante inscrição em cada atividade. Os links para inscrição e as informações sobre formato, local e horário de cada evento estão disponíveis neste link.
A abertura do evento e a atividade dirigida aos estudantes serão realizadas presencialmente, em Vitória. Além disso, a programação também contará com eventos presenciais nos campi de Alegre e São Mateus, na semana anterior e posterior ao evento. As demais atividades serão realizadas em formato virtual, ampliando o acesso e possibilitando a participação da comunidade acadêmica de todos os campi da Universidade.
Durante toda a semana, a VI Ufes International Week contará também com uma exposição cultural no hall do prédio da Reitoria, com a participação de estudantes estrangeiros da Ufes, que apresentarão aspectos de seus países e culturas de origem. A proposta é valorizar a diversidade cultural presente na Universidade e promover espaços de troca e convivência entre a comunidade acadêmica. A exposição será encerrada no dia 28 (sexta-feira), com apresentações orais e culturais realizadas pelos estudantes participantes das 13h às 15h.
Categorias relacionadas InternacionalNovos projetos de atletismo abrem oportunidades para prática gratuita de esporte na Ufes. Há vagas para adultos e crianças
Crianças, adolescentes e adultos têm duas novas oportunidades para praticar atletismo gratuitamente na Ufes. Os projetos de extensão Atletismo Cria Ufes e Corre Ufes, do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), estão com inscrições abertas para atividades na pista de atletismo do campus de Goiabeiras. O primeiro é voltado a crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; o segundo, a adultos a partir dos 18 anos.
No Cria Ufes, podem participar tanto crianças e adolescentes que querem ter o primeiro contato com o atletismo quanto aqueles que já praticam a modalidade. As inscrições estão abertas neste formulário. Já o Corre Ufes recebe iniciantes e praticantes de corrida interessados em qualidade de vida ou em treinamento para competições, com inscrições por meio deste link. As vagas são limitadas e, caso sejam preenchidas, as demais pessoas interessadas serão incluídas na lista de espera.
Coordenados pelo professor do Departamento de Desportos Fabiano Tomazini, os projetos buscam ampliar o acesso ao atletismo e aproximar a comunidade da Universidade por meio do esporte. As iniciativas também funcionam como espaço de formação para estudantes dos cursos de Educação Física, que atuarão como monitores e terão a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos desenvolvidos durante a graduação.
Conheça o perfil de cada projeto:
Cria Ufes - Corridas, saltos, lançamentos e arremessos fazem parte das atividades, que reúnem diferentes provas de pista e de campo. Os encontros acontecem às segundas e quintas-feiras, das 16 às 17h30, com atividades organizadas de acordo com a idade e a etapa de desenvolvimento dos participantes. Para as crianças, o foco está na vivência e na iniciação esportiva, com experiências que estimulam diferentes movimentos e habilidades motoras. Entre os adolescentes mais velhos, as atividades avançam para o aperfeiçoamento e o treinamento, com possibilidade de formação de equipe para participar de competições oficiais. Além do aprendizado esportivo, o projeto utiliza o atletismo como espaço de convivência e desenvolvimento, contribuindo para a formação, a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes.
Corre Ufes - Quem tem 18 anos ou mais pode escolher entre duas turmas do Corre Ufes: segundas e quartas-feiras, das 6h30 às 8 horas, ou terças e quintas-feiras, das 17 às 18h30. Voltado tanto a quem deseja começar a correr quanto a praticantes que buscam aprimorar o desempenho, o projeto oferece treinamento orientado de acordo com diferentes experiências e objetivos. A proposta inclui melhorar a aptidão e o condicionamento físico e incentivar a corrida como atividade de lazer, prática voltada à qualidade de vida ou preparação para competições.
Foto: Magnific
Categorias relacionadas ExtensãoEncontro sobre integridade pública reúne cerca de cem gestores da Ufes e do Ifes no campus de Goiabeiras
Aumentar a confiança da sociedade nas instituições públicas e desenvolver instrumentos para a construção de um Estado Brasileiro mais íntegro: é com essa proposta que a Controladoria Geral da União (CGU) tem realizado em todo o país o projeto Integridade Itinerante 2026, dirigido a gestores de instituições públicas. Nesta terça-feira, 18, a pedido da Superintendência da CGU no Espírito Santo (CGU/ES), a Ufes sediou essa iniciativa e reuniu cerca de cem gestores da Universidade e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) para participar do Encontro Técnico de Integridade Pública, realizado durante todo o dia no auditório do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Metodologias para Análise de Petróleos (Labpetro), no campus de Goiabeiras.
Além de tratar do tema Integridade Pública em si, o encontro ampliou a abordagem para outras temáticas, como conflito de interesses, trato de informações privilegiadas e prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação. O evento contou com a presença do reitor da Ufes, Eustáquio de Castro; da vice-reitora, Sonia Lopes; e do superintendente da CGU/ES, José Euclides Cavalcante.
Para os gestores da Universidade, o evento é uma oportunidade de reforçar o compromisso da instituição com a observância dos princípios da integridade e ética pública, sempre com foco em uma entrega qualificada de serviços à sociedade.
Punição x prevenção
Ao longo do dia, a diretora de Integridade Pública, Simone Andrade, e o coordenador de Prevenção a Conflito de Interesses, Luiz Eduardo Campos, falaram sobre a evolução do propósito da Controladoria, saindo de um controle punitivo para uma postura preventiva, com ação colaborativa das instituições, trazendo-as para o centro do processo, sempre com foco na entrega de resultados à sociedade.
O reitor Eustáquio de Castro, a vice-reitora Sonia Lopes, os palestrantes e o superintendente da CGU/ES, José Euclides Cavalcante, ao final do encontro com os demais participantes.Foram apresentados ainda o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação do Governo Federal (Sitae), o Modelo de Maturidade em Integridade Pública (MMIP) e o Programa de Promoção de Integridade por Mentoria e Acompanhamento (Prisma), criado pela CGU para auxiliar órgãos e entidades da administração pública federal a aprimorarem suas gestões de integridade e governança.
Encerrando o encontro, Simone Andrade falou sobre prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação, destacando o papel fundamental das redes de acolhimento às vítimas e caminhos recomendados para tratar ocorrências e denúncias em casos assédio e discriminação.
Diálogo
O projeto Integridade Itinerante é uma iniciativa nacional lançada este ano e conduzida pela Secretaria de Integridade Pública (SIP) da CGU com o objetivo de fortalecer a cultura de integridade, transparência e governança nas instituições por meio de agendas presenciais e diálogos diretos. Assim, o projeto pretende reforçar a presença da CGU nos territórios; aproximar o órgão central das realidades locais; e promover soluções conjuntas para os desafios de integridade pública.
Fotos: Thereza Marinho
Categorias relacionadas InstitucionalMulheres sobreviventes do câncer de mama iniciam nesta quinta, 19, oficina de elaboração de adornos ofertada pelo curso de Gemologia
Nesta quarta-feira, 19, um grupo de pacientes oncológicas receberá conhecimentos básicos de design de joias na oficina Efeitos do adorno em mulheres sobreviventes do câncer de mama. O projeto, vinculado à disciplina Design de joias, do curso de Gemologia, terá quatro encontros sempre às quartas-feiras, a serem realizados no Laboratório de Design e Montagem de Joias, no Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE, campus de Goiabeiras), das 9h às 12h.
As participantes – um grupo de 11 mulheres que viveram a experiência do câncer de mama – são atendidas pelo Hospital da Unimed, instituição parceira do projeto, onde realizam acompanhamento clínico e terapêutico contínuo.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, o objetivo é promover acolhimento, expressão criativa e reconstrução simbólica por meio da elaboração de peças artesanais, contribuindo para o fortalecimento da autonomia, do bem-estar e da ressignificação das experiências vividas pelas participantes. “Buscamos compreender de que maneira o uso de adornos contribui para a reconstrução da autoestima, da identidade corporal e da sensação de bem-estar subjetivo após o tratamento oncológico, analisando seus impactos na percepção de feminilidade, na autoconfiança e na reinserção social”, explica a coordenadora Kelly da Costa.
As pacientes foram selecionadas por serem acompanhadas de maneira sistemática pela equipe multiprofissional, composta também por uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional.
Categorias relacionadas ExtensãoProfessores da Ufes lançam livros de poemas em Vitória nesta quinta-feira, 20
A professora Maria Amélia Dalvi, do Departamento de Linguagens, Cultura e Educação (DLCE) e o professor Wilberth Salgueiro, do Departamento de Letras, lançam livros de poemas nesta quinta-feira, 20, em Vitória. O lançamento acontece no Bar e Restaurante Canto da Penha (Av. Saturnino Rangel Mauro, 975, Jardim da Penha), a partir das 18h30, e conta com shows de Dora Dalvi e Lore Dalvi.
Palestina e outros poemas (Editora Pedregulho), de Maria Amélia Dalvi, é formado por duas partes. A primeira, intitulada Palestina, reúne textos compostos de 21 quadras de métrica regular, entrecortada por reproduções de fragmentos jornalísticos retrabalhados ficcionalmente e dedicada ao conflito/genocídio em curso perpetrado pelo sionismo, segundo a autora. A outra seção do livro traz poemas de teor político, metalinguístico/metaliterário e erótico-amorosos.
Conforme apresentação escrita por Cristina Gutiérrez Leal, poeta e professora da Universidade Federal de Uberlândia, a poesia da autora “manifesta profunda inconformidade, espanto e ademais um certo encantamento com a linguagem”, em um projeto estético-político que “se interroga sobre o mundo e sobre si”, sob um “imperativo de não esquecimento”. Trata-se da segunda obra de poemas da professora, que lançou Poema algum basta (Editora Cousa), em 2019.
Meia sete (sonetos anotados), de Wilberth Salgueiro, reúne 938 decassílabos com sutilezas que convocam o olhar atento do leitor, segundo texto de orelha do poeta e professor Antonio Carlos Secchin. Aparentemente não rimados – seriam denominados “brancos” –, os versos, na verdade e com frequência, contêm rimas toantes – pouco perceptíveis, pois, fugindo do convencional padrão de coincidência fonética total entre vogais tônicas, elas se desdobram em variantes que incidem em vogais orais e nasais, ou em timbres abertos e fechados.
Os poemas do livro são acompanhados de anotações, num diálogo entre a voz do criador e do comentador. Para Secchin, os adendos aos sonetos iluminam aspectos menos evidentes nos processos de construção de formas e de sentidos. Os poemas, em sua maioria narrativos, levam ao extremo a prática do “enjambement” (recurso poético em que a estrutura sintática de uma frase não termina no fim de um verso, transbordando e se completando apenas no verso seguinte), combinando humor e ironia, referências à literatura e às outras artes, além de uma “autopoesia”.
Os livros serão vendidos no lançamento por R$ 45.
Categorias relacionadas CulturaPesquisadores identificam variantes genéticas que podem favorecer o desenvolvimento da covid longa
Um artigo envolvendo pesquisas realizadas no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec) da Ufes e publicado na Frontiers in Medicine aponta que determinadas variantes genéticas podem estar associadas ao desenvolvimento da covid longa. A partir da hipótese de que a genética de um indivíduo pode influenciar sua vulnerabilidade à covid longa, os pesquisadores analisaram o DNA de pessoas que tiveram covid e compararam aquelas que desenvolveram sintomas persistentes com as que não os desenvolveram.
Entre os autores do artigo, estão a professora Débora Meira, o professor Iúri Drumond e estudantes do PPGBiotec, que trabalharam em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes) e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), além de outras instituições.
Um total de 312 pessoas infectadas pelo vírus SARS-CoV-2 atendidas em dois hospitais públicos de Vitória entre novembro de 2020 e julho de 2023 participaram do estudo. Os pesquisadores fizeram o sequenciamento do exoma (análise das regiões do DNA que contêm instruções para produzir proteínas) e utilizaram técnicas de aprendizado de máquina para selecionar variantes genéticas potencialmente relevantes.
Após a análise de mais de 650 mil variantes genéticas, foram encontradas cinco com significativa associação à covid. De acordo com os resultados, as alterações nos genes LERFS, PNKD e LIPA estão relacionadas ao aumento do risco para covid longa, enquanto as variantes nos genes HK1 e LAMB4 apresentam efeito protetor.
Os pesquisadores também identificaram um conjunto de genes envolvidos em processos biológicos relacionados a outros fatores, o que sugerem que a covid longa resulta da interação de múltiplas vias biológicas e fatores clínicos, e não da ação isolada de um único gene.
Desafio de saúde pública
A covid longa representa um dos maiores desafios atuais de saúde pública. Embora milhões de pessoas tenham se recuperado da infecção aguda provocada pelo vírus SARS-CoV-2, uma parcela significativa continua apresentando sintomas persistentes, como fadiga, dor, alterações cognitivas, perda do olfato, alterações no funcionamento do sistema nervoso autônomo e comprometimento da qualidade de vida, por meses ou até anos. Os mecanismos biológicos responsáveis por essa condição ainda permanecem pouco compreendidos.
Segundo a professora Meira, a integração entre sequenciamento de DNA de nova geração (uma técnica moderna que permite ler e analisar muitos trechos de DNA ao mesmo tempo) e inteligência artificial permite identificar assinaturas genéticas que podem explicar parte da enorme variabilidade clínica observada entre os pacientes.
O estudo mostrou, ainda, que indivíduos com covid longa apresentaram pior qualidade de vida, especialmente com relação a dores, ansiedade e depressão, reforçando o impacto prolongado da doença sobre a saúde física e mental.
De acordo com o professor Drumond, embora ainda sejam necessários estudos funcionais para validar os mecanismos biológicos envolvidos, esse estudo estabelece uma base para futuras estratégias de estratificação de risco, identificação precoce de pacientes mais vulneráveis e desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para a covid longa.
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