Agregador de feeds
Projeto da Ufes leva filtros de água potável a famílias rurais de Vila Velha e a comunidade ribeirinha no Pará
Garantir água potável ainda é um desafio para milhões de pessoas no Brasil. Dados recentes mostram que cerca de 33 milhões de brasileiros não têm acesso adequado à água segura, realidade que atinge de forma mais intensa comunidades rurais e regiões com infraestrutura precária. É nesse contexto que a Ufes, em parceria com o Instituto Água Segura (Itas), atua por meio do projeto Catalyst 2030 – Água potável para comunidades vulneráveis, que une pesquisa científica e impacto social ao levar filtros potabilizadores de água diretamente para residências da zona rural de Vila Velha, município da Região Metropolitana da Grande Vitória.
O projeto prevê a doação e validação de filtros domésticos para famílias da comunidade do Xuri, com o objetivo de garantir água potável exatamente no ponto onde ela é consumida, a partir de fontes como chuva, poços ou caminhões-pipa. A tecnologia adotada tem como base os tradicionais filtros de argila, amplamente utilizados no país, mas incorpora etapas adicionais de filtração, adsorção em carvão ativado e desinfecção, capazes de remover partículas, microrganismos e contaminantes que comprometem a qualidade da água.
Na primeira fase da ação, dez filtros foram instalados, beneficiando 30 famílias rurais selecionadas pela Associação de Moradores do Xuri. O professor do Departamento de Engenharia Ambiental (DEA/Ufes) Ricardo Franci, coordenador do projeto, diz que a iniciativa dialoga com outras experiências de extensão universitária. No Pará, por exemplo, há um trabalho conjunto entre a Ufes, o Itas e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que envolve a doação inicial de 22 filtros para famílias de comunidades ribeirinhas da região de Santarém, o que, segundo Franci, amplia o alcance do projeto e permite uma análise mais abrangente dos impactos sociais do acesso à água potável.
Diferencial
Montagem dos filtros em uma reunião com a comunidade ribeirinha em Santarém (PA)Segundo o professor, o principal diferencial da proposta da Ufes está no tratamento da água diretamente no ponto de consumo, o que reduz os riscos de contaminação após o armazenamento e dispensa o uso de produtos químicos. “Nós turbinamos o velho e bom filtro de barro, que originalmente remove apenas partículas em suspensão”, ressalta. Ao sistema tradicional foram adicionados um filtro de carvão ativado recarregável, com vida útil média de três a quatro meses, e uma lâmpada ultravioleta (UV), cuja durabilidade estimada é de cerca de dez mil horas.
Franci explica que o carvão ativado é responsável por remover poluentes dissolvidos, como pesticidas, hidrocarbonetos, resíduos de medicamentos e matéria orgânica, além de reduzir a cor da água. Já a lâmpada UV atua na eliminação de microrganismos patogênicos, como vírus e bactérias, tornando a água adequada para o consumo humano. O sistema foi desenvolvido para ser simples, acessível e de fácil manutenção, permitindo que as próprias famílias realizem os cuidados básicos.
Além da distribuição dos equipamentos, o projeto envolve um conjunto de atividades de pesquisa aplicada, com a participação de professores, pesquisadores, técnicos e estudantes da Ufes. As etapas incluem a montagem de protótipos, testes em laboratório, definição de metodologias, validação em condições reais nas residências e monitoramento contínuo da qualidade da água.
Atualmente, a Universidade contribui para o aperfeiçoamento da tecnologia por meio de duas teses de doutorado em andamento, além da participação de outros professores do DEA, como Edumar Cabral, Yuri Nariyoshi e Regina Keller.
Expansão
A origem da tecnologia está diretamente ligada à vivência do próprio coordenador do projeto: “Moro na área rural do Xuri, onde o abastecimento de água é individual e depende de água de poços. Desenvolvi a tecnologia para potabilizar a água que minha família consome”. A solução chamou a atenção do Itas por se tratar de uma inovação simples, de baixo custo e com grande potencial de aplicação em áreas socialmente vulneráveis.
A partir dessa parceria, o Itas apresentou o projeto ao Fundo Catalisador 2030 (Catalyst 2030), que viabilizou o financiamento para a doação dos filtros no Xuri. Os resultados iniciais abriram caminho para novas frentes de atuação, com doações previstas para comunidades do Pará e, em breve, para a região de Ubatuba, no interior de São Paulo, reforçando o potencial de expansão da iniciativa.
Fotos: Projeto Catalyst 2030
Categorias relacionadas Extensão SaúdeEm cerimônia no campus de Goiabeiras, ministro da Educação fará entrega da CNDB e de vales-computadores a professores do ES
O ministro da Educação, Camilo Santana, estará na Ufes na próxima terça-feira, 10, para participar da cerimônia oficial de entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e de vales-computadores a professores do Espírito Santo. A solenidade será realizada às 9h30, em uma tenda montada no estacionamento ao lado do Teatro Universitário, no campus de Goiabeiras.
A solenidade para entrega da CNDB integra a Caravana da Carteira Nacional Docente do Brasil, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que está percorrendo os estados brasileiros desde o final de 2025 para realizar a entrega do novo documento oficial de identificação dos professores. No Espírito Santo, 1.300 docentes da rede pública - do ensino básico ao superior – se inscreveram previamente para receber a carteira.
A CNDB facilita o acesso a benefícios exclusivos para educadores das redes pública e privada, em todos os níveis e etapas da educação. Com ela, professores podem ter acesso a vantagens como descontos em eventos culturais em cinemas, teatros e shows, além dos benefícios do programa Mais Professores para o Brasil, como ferramentas de trabalho, cartões de crédito com condições diferenciadas, descontos em hotéis e outras parcerias em negociação pelo MEC. A carteira possui status de documento oficial, tem validade de dez anos e pode ser solicitada por meio deste link.
Visita ao Hucam
Às 14 horas, o ministro irá ao campus de Maruípe visitar as obras do Centro de Pesquisas Clínicas (prédio com infraestrutura para o desenvolvimento de pesquisas, um laboratório de ensino e salas de aulas) e as de ampliação do Pronto Socorro e da UTI do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam). Durante a visita ele também fará o descerramento da placa de inauguração do Raio-X Telecomandado e a emissão de Ordem de Serviço para reforma do espaço que abrigará o Banco de Leite Humano do Hucam.
Às 16 horas, o ministro visitará o Laboratório de Fabricação Digital e Proptotipagem (IF Maker) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) e participará da solenidade de nomeação da professora Adriana Pionttkovsky Barcellos ao cargo de reitora da instituição.
Categorias relacionadas InstitucionalUfes e ICEPi se reúnem para discutir oportunidades em pesquisa e inovação na área da saúde
A Ufes e o Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi) se reuniram na tarde desta quinta-feira, 5, na Reitoria da Universidade, para tratar de parcerias no âmbito da saúde, tecnologia e inovação. Foram debatidas propostas de formação e especialização de profissionais, a criação de um hub de pesquisa e inovação, entre outras ações que reúnam as instituições.
Participaram do encontro, pela Ufes, o chefe de gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso; o pró-reitor de Extensão, Ednilson Silva; a diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca; o coordenador do Escritório de Projetos da Superintendência de Projetos e Inovação (Spin), André Abreu; e o professor André Pacheco, do Departamento de Informática. Representando o ICEPi estiveram presentes o diretor-geral, Erico Sangiorgio; o gerente de Inovação, Ricardo Costa; e os coordenadores de projetos Luciana Recla e Rafael Duarte.
Para o chefe de gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso, a cooperação entre Ufes e ICEPi é estratégica por integrar a formação acadêmica, a produção de conhecimento e a inovação em saúde às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) no Espírito Santo. “A parceria qualifica o ensino, fortalece a pesquisa aplicada e amplia a atuação extensionista, aproximando a Universidade dos serviços, dos territórios e das comunidades”, afirmou.
Cardoso lembrou que a Universidade já possui parcerias com o ICEPi, como o Curso de Especialização Lato Sensu sobre Eliminação da Tuberculose e Doenças Determinadas Socialmente. No encontro desta quinta, além do fortalecimento das cooperações existentes, novas propostas surgiram, como a construção de um hub de pesquisa e inovação na área da saúde. Os próximos passos, segundo o chefe de gabinete da Reitoria, são “a elaboração do projeto da aliança estratégica, o aprofundamento técnico das propostas, o mapeamento de temas prioritários, a definição de equipes de referência e a formalização dos instrumentos de cooperação”.
Para o diretor-geral do ICEPi, Erico Sangiorgio, o alinhamento das instituições contribuirá para o fortalecimento do ecossistema de inovação no Espírito Santo. “Agora é sentar e estruturar uma cooperação em termos mais amplos, definindo linhas de ação em conjunto para avançar, com enfoque em soluções para a saúde. Temos interesse nas mais diversas áreas: genética, desenvolvimento de sistemas, biotecnologia, por exemplo. Queremos articular outras instituições, como a Fapes [Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo] e o Ifes [Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo]”, disse.
Foto: Leandro Reis
Categorias relacionadas InstitucionalPesquisadores da Educação se reúnem em Vitória para debater a reforma do ensino médio
Na próxima terça-feira, 10, terá início em Vitória o I Seminário Nacional de Pesquisa sobre a Contrarreforma do Ensino Médio na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. O evento vai até quinta-feira, 12, com atividades no campus de Goiabeiras da Ufes e na Cidade da Inovação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), localizada nos antigos Galpões do IBC, em Jardim da Penha (veja programação no folder anexado abaixo).
O seminário vai reunir pesquisadores de diversas instituições federais de ensino – incluindo a Ufes, por meio do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) – para fazer um balanço das pesquisas sobre a reforma do ensino médio, assim como os impactos das mudanças na rede federal de educação profissional e tecnológica. No último dia, o tema será o futuro da rede federal, tendo em vista o novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Pessoas interessadas em participar podem se inscrever gratuitamente até o dia 9 de fevereiro por meio do site do evento.
A reforma do ensino médio começou com uma Medida Provisória publicada em 2016 que deu origem à Lei nº 13.415, de 2017. “Essa lei foi fortemente criticada pelos pesquisadores, estudantes e docentes do ensino médio e da rede federal, o que pressionou o atual governo a rever a configuração do currículo. Assim, no Congresso Nacional, em 2024, foi aprovada a Lei nº 14.945”, conta o professor do PPGE/Ufes Marcelo Lima, um dos coordenadores do evento.
Ele destaca, no entanto, que, mesmo com as mudanças mais recentes, o modelo ficou aquém do ensino médio integrado, que era a identidade dos institutos federais, “com alta densidade científica e bastante carga horária tecnológica”. Lima afirma que “a restrição curricular continuou, e isso se articula com a intenção de caráter neoliberal de restringir o modelo [integrado], que é considerado caro”. Houve uma modificação estrutural, com restrição dos tempos das disciplinas e dos conteúdos de maneira geral. Os cursos de quatro anos foram compactados para duração de três anos. “Na implementação da reforma, há um empobrecimento curricular”, avalia o professor.
Impactos
Apesar de a reforma do ensino médio ter sido de caráter curricular, o professor diz que ela trouxe impactos no trabalho docente e se relaciona ao processo de restrição orçamentária que a rede federal de educação profissional e tecnológica e as redes estaduais vêm sofrendo ao longo dos anos.
No evento nacional em Vitória serão mostradas pesquisas feitas em todo o Brasil, que vêm constatando que essa reforma compromete o principal modelo de ensino médio da rede federal.
Além da Ufes e do Ifes, promovem o seminário a Universidade de Campinas (Unicamp) e os institutos federais Catarinense (IFC), Sul-rio-grandense (IFSul) e do Paraná (IFPR).
O evento recebe apoio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), além de financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Folder-Seminario-da-rede-federal--1-.pdf Localizacao-e-horarios-das-apresentacoes-dos-trabalhos.pdf Categorias relacionadas EnsinoCinco programas de pós-graduação abrem seleção entre os meses de fevereiro e março. Confira!
Novos processos seletivos serão abertos entre os meses de fevereiro e março, para ingresso nos programas de pós-graduação em Engenharia Química e Genética e Melhoramento, no campus de Alegre; de Gestão Pública, no campus de Goiabeiras; e de Ciências Fisiológicas e Nutrição e Saúde, no campus de Maruípe.
Ao todo serão disponibilizadas 71 vagas. Metade das oportunidades serão reservadas para políticas afirmativas, contemplando os seguintes grupos sociais: Pessoas Pretas e Pardas (PPP), Pessoas com Deficiência (PcD), Pessoas Indígenas (PI) e Quilombolas (PQ), Pessoas Travestis e Transexuais, e Pessoas Refugiadas, de acordo com a Resolução Cepe/Ufes nº 80, de 22 de abril de 2024.
Confira a seguir as oportunidades. Os detalhes de cada programa estão nos editais anexados abaixo.
Genética e Melhoramento (mestrado e doutorado)
As inscrições seguem abertas até as 16 horas do dia 2 de março. Serão ofertadas duas vagas para o curso de mestrado e duas para o de doutorado. A documentação requerida deve ser enviada por meio dos formulários on-line informados nos editais.
Podem participar da seleção de mestrado os portadores de diploma de graduação (bacharelado ou licenciatura) na área de Ciências Agrárias I ou em áreas afins, como Biologia, cujo currículo indique formação adequada em disciplinas pertinentes ao Programa. Já os candidatos ao curso de doutorado deverão ter diploma de mestrado nessas áreas. Estudantes que estejam concluindo o último semestre de graduação ou de mestrado também podem participar dos processos seletivos. Inscrições que apresentem outros cursos de graduação ou de mestrado passarão por análise de afinidade feita pela Comissão de Seleção.
Ciências Fisiológicas (doutorado)
De 9 a 24 de fevereiro, o Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas (PPGCF) receberá inscrições para seleção de doutorado, por meio deste formulário on-line. Podem concorrer às 18 vagas oferecidas candidatos com diploma de mestrado acadêmico nas áreas de Ciências da Saúde, Ciências Biomédicas ou áreas afins, assim como estudantes finalistas desses cursos que comprovarem a conclusão na matrícula do doutorado.
Engenharia Química (mestrado)
A partir de 12 de fevereiro, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPEQ) abrirá inscrições para seleção de seu curso de mestrado, com oferta de 11 vagas. Os interessados deverão enviar a documentação solicitada pelo e-mail indicado no edital, até 26 de fevereiro. Podem participar estudantes finalistas e egressos de cursos de graduação em Engenharia Química ou de áreas afins às linhas de pesquisa do PPEQ (Química, Física, Matemática, Geologia, Biologia, Farmácia e Engenharias).
Nutrição e Saúde (doutorado)
A partir de 1º de março, profissionais com título de mestre nas áreas das Ciências da Saúde, Ciências Biomédicas ou áreas afins poderão se candidatar às 16 vagas de doutorado ofertadas pelo Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde (PPGNS). As inscrições prosseguem até 20 de março pelo e-mail divulgado no edital.
Gestão Pública (mestrado profissional)
O Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública oferecerá 22 vagas de mestrado profissional para servidores da Ufes (12 vagas), do Instituto Federal do Espírito Santo (6) e para candidatos do público geral (4). As inscrições serão recebidas de 16 de março a 15 de abril, por meio do formulário on-line que será disponibilizado na Página do Programa. Para participar, é necessário ser egresso de curso de graduação em qualquer área de conhecimento e ter realizado o exame da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Anpad), orientação acadêmica ou orientação profissional, nos dois últimos anos (a partir de fevereiro de 2024).
Mais informações podem ser obtidas nos editais anexados abaixo, nos sites dos respectivos programas de pós-graduação ou no site da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), na aba Editais. Também é possível acompanhar atualizações pelo portal da Ufes, na área Editais.
Edital-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Genetica-e-Melhoramento--Mestrado---1-.pdf Edital-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Genetica-e-Melhoramento--Doutorado---1-.pdf Edital-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Ciencias-Fisiologicas--Doutorado---1-.pdf Edital-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Engenharia-Quimica--Mestrado---3-.pdf Edital-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Nutricao-e-Saude--Doutorado-.pdf Edital-Programa-de-Pos-Graduacao-em-Gestao-Publica--Mestrado-Profissional---2-.pdf Categorias relacionadas EnsinoJá está em operação o novo sistema para envio de relatórios de programas e projetos de extensão
Já está em operação o novo sistema institucional para envio dos relatórios anuais de programas e projetos de extensão.
A nova ferramenta, desenvolvida pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) em parceria com o Laboratório de Práticas em Engenharia de Software Ricardo de Almeida Falbo (LabES), tem como objetivo tornar o processo de relatório mais organizado, seguro e eficiente, tanto para as coordenações quanto para a gestão da extensão universitária.
Até então, os relatórios eram enviados por meio de formulário, o que dificultava o acompanhamento de prazos e impossibilitava a consolidação sistematizada das informações por parte da pró-reitoria. Com o novo sistema, o processo passa a ser realizado em um ambiente digital, permitindo melhor controle das datas, histórico dos relatórios e organização dos dados. Devido a isso, a Proex suspendeu o envio de relatórios via formulários.
De acordo com o pró-reitor de Extensão, Ednilson Felipe, a iniciativa representa um avanço importante na gestão da extensão. “O novo sistema foi pensado para facilitar o trabalho dos coordenadores e ao mesmo tempo qualificar a gestão da extensão na universidade. Com dados consolidados, conseguimos planejar melhor, avaliar os impactos das ações extensionistas e fortalecer as políticas públicas de extensão”, destaca.
O sistema deverá ser utilizado para o envio anual dos relatórios de atividades. Para as ações do tipo evento e curso, o relatório continuará sendo feito no Sistema de Informações de Extensão (Sigex).
Integração
Segundo Ednilson, a intenção para um futuro próximo é integrar todas as etapas de registro, relatório e certificado em um único ambiente. “Estamos com essa parceria com o LabES e também em conversas regulares com a Superintendência de Tecnologia da Informação da Ufes para juntos construirmos soluções cada vez mais automatizadas e simplificadas para os coordenadores de extensão”, explicou.
Para apoiar as coordenações no uso da nova plataforma, a Proex irá disponibilizar em seu canal do Youtube um tutorial com orientações passo a passo sobre acesso, preenchimento e envio do relatório. Em caso de dúvidas, as coordenações também podem entrar em contato com a equipe da Proex pelos canais institucionais de atendimento.
Imagem: Freepik
Categorias relacionadas ExtensãoUfes e Ministério Público Federal conversam sobre parcerias para o desenvolvimento de projetos em comum
O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, reuniu-se na tarde desta quarta-feira, 4, com o procurador-chefe da Procuradoria da República no Espírito Santo (unidade do Ministério Público Federal no estado), Carlos Vinicius Soares Cabeleira. Durante o encontro, realizado no gabinete do reitor, os gestores conversaram sobre a atuação das duas instituições e possibilidades de parcerias em projetos de interesse comum.
Também participaram da reunião o procurador-chefe da Procuradoria Federal junto à Ufes, Francisco Vieira Lima Neto; o diretor de Prevenção, Mediação de Conflitos e de Correição da Universidade, Gilberto Fachetti; o ouvidor Marco Olsen; o chefe de gabinete da Reitoria, Gustavo Cardoso; e a diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca.
O reitor da Ufes fez uma breve explanação sobre projetos em andamento na Universidade, como o trabalho que vem sendo realizado sob a coordenação da Ouvidoria da Ufes para prevenir conflitos e combater todas as formas de assédio e discriminação, e o lançamento da cartilha Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação como instrumento de conscientização para servidores e gestores.
Castro também falou sobre a implementação do curso de Medicina nos campi de São Mateus e Alegre, e medidas adotadas pela gestão em prol de uma governança mais eficiente e da otimização dos recursos. "Fechamos o ano de 2025 no azul e com as contas de janeiro pagas", informou.
Na foto acima: Francisco Vieira Lima Neto, Gustavo Cardoso, Vinicius Cabeleira, Eustáquio de Castro, Gilberto Fachetti, Marco Olsen e Ana Beatriz Fonseca.
O reitor mencionou ainda projetos de abrangência nacional nos quais a Ufes está inserida, como a construção da nova estação científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo; o Novo Acordo do Rio Doce; e o projeto para descontaminação e reabilitação da bacia do rio, entre outros. "Anos atrás, o foco da Universidade era mais o ensino. Hoje temos uma forte atuação também na área de pesquisas, buscando soluções para os problemas da sociedade e prestando contas do que é investido aqui", destacou.
O procurador Vinicius Cabeleira, que é egresso da Ufes tanto na graduação quanto no mestrado em Direito Processual, ressaltou o prazer de retornar à Universidade e se colocou à disposição para promover diálogos com gestores das duas instituições acerca de temas como compliance (conjunto de práticas, políticas e diretrizes que garantem o cumprimento de leis, regulamentos internos e normas éticas) e situações sensíveis, como assédio.
"Também contamos com a Universidade para o desenvolvimento de projetos para os quais queremos o apoio técnico da Ufes. Afinal, aqui está a excelência", afirmou.
Ao final do encontro, o procurador Francisco Vieira Lima Neto presenteou Vinicius Cabeleira com o livro O Pacto Antenupcial no Direito Brasileiro Contemporâneo, escrito por Lima Neto em parceria com o advogado e mestrando do Programa de Pós-Graduação em Direito Processual da Universidade Paulo Augusto Catharino Neto.
Fotos: Thereza Marinho
Categorias relacionadas InstitucionalCentral de Atendimento aos candidatos aprovados no Sisu tem novo número de telefone
Candidatos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para cursos de graduação da Ufes têm um novo número para atendimento por telefone: (27) 99742-2486. O número integra a Central de Atendimento criada pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) e estará disponível para contato até está quinta-feira, 5, e entre os dias 24 e 26 deste mês, das 8 às 17 horas.
Além do novo número de telefone, a Central oferece suporte por e-mail (veja abaixo os endereços) e presencial (no prédio da Prograd, situado no campus de Goiabeiras), que estará disponível nos mesmos dias e horários.
De acordo com a pró-reitora de Graduação, Regina Godinho, entre as principais dúvidas estão aquelas referentes a questões sobre o Edital Regulamentador e de Convocação (cotas, agendamento de entrevista de heteroidentificação e recursos); documentação necessária, principalmente de candidatos que optaram pela reserva de vagas; e navegação no Portal do Candidato.
“Temos servidores das quatro comissões para fornecer as informações, por telefone e e-mail. Presencialmente, temos servidores da Prograd e da Pró-Reitoria de Políticas de Assistência Estudantil (Propaes) para receber os candidatos”, assegura Godinho.
Para este ano, a Ufes oferece 5.007 vagas, sendo 2.543 destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência, conforme previsto na Lei nº 12.711/2012, e 2.464 para ampla concorrência. As oportunidades estão distribuídas em 99 cursos nos campi de Alegre, Goiabeiras, Maruípe e São Mateus.
Os candidatos aprovados na Chamada Regular para ingresso nos cursos de graduação da Ufes têm até esta quinta-feira, 5, para fazer a solicitação de matrícula on-line e enviar a documentação em formato digital por meio do Portal do Candidato. Outras informações estão disponíveis neste site.
Confira abaixo os endereços para atendimento por e-mail:
Comissão de Análise Documental: sisu@ufes.br
Comissão de Análise de Renda: sisurenda@ufes.br
Comissão de Avaliação Étnico-racial: sisuppi@ufes.br
Comissão de Análise de Deficiência: sisupcd@ufes.br
Imagem: freepik
Categorias relacionadas InstitucionalUfes planeja novas ações para o aprimoramento de sua política de assistência estudantil
A ampliação dos serviços dos restaurantes universitários, o desmembramento do auxílio unificado em específicos para moradia e transporte, e a criação de novos auxílios de inclusão digital e material didático foram algumas das medidas propostas no I Seminário de Planejamento da Pró-Reitoria de Políticas de Assistência Estudantil (Propaes): Ciclo 2026-2027, realizado no último dia 29, no campus de Goiabeiras, com a participação de servidores que atuam nos quatro campi da Ufes.
O encontro faz parte dos trabalhos da elaboração do Plano de Desenvolvimento Setorial, conduzido pela Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Proplan). O desenho das ações está a cargo de dez grupos de trabalhos temáticos e, além das propostas, estão sendo definidos prazos e recursos.
No que diz respeito aos restaurantes universitários, especificamente, estão previstas a realização permanente de pesquisas de satisfação em todos os campi; a sistematização dos dados do Relatório de Perfil do Usuário para adequação nutricional e operacional; uma rigorosa fiscalização da segurança alimentar e qualidade das refeições servidas; a expansão do serviço de almoço aos sábados para todos os campi; e a execução do cronograma contínuo de campanhas educativas, entre outras ações.
Ainda está prevista a criação de planos de capacitação interna e formação contínua em legislação de assistência estudantil, visando ao fortalecimento do corpo técnico da Universidade.
O reitor Eustáquio de Castro afirma que a Ufes está alinhada à Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914, mas destaca que a gestão vem trabalhando para implementar medidas que vão além das previstas na legislação.
Imagem Servdores da Propaes e da Proplan reunidos ao final do I Seminário de Planejamento, realizado no auditório do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD)“Com a utilização de recursos de arrecadação própria e sem mexer em verbas de outros setores, já expandimos os serviços dos RUs, colocando café da manhã em todos os campi, jantar em Maruípe e almoços aos sábados nos campi do interior. Essas ações pretendemos consolidar. Agora, para garantir o conforto, prevemos a climatização nos RUs de Goiabeiras e Maruípe, pois em Alegre e São Mateus já têm climatização”, destaca.
Pertencimento
O reitor destaca que tão importante quanto garantir o acesso à Universidade é assegurar aos estudantes uma permanência com conforto e qualidade, “dando as melhores condições para que as pessoas sintam prazer em estar na Ufes e desenvolvam um [senso de] pertencimento. Isso é mais importante do que simplesmente entrar [na Universidade]. E para que possamos viver em um ambiente agradável, criamos a Pró-Reitoria de Bem-Estar Comunitário (Probem), que tem nos ajudado nesse processo”.
O pró-reitor de Políticas de Assistência Estudantil, Antônio Carlos Moraes, reitera que levar os estudantes à conclusão de seus cursos é uma necessidade extrema, dado o compromisso social da Universidade. “O desenvolvimento e o crescimento do país dependem da educação e, no caso da educação superior, dependem da formação de pessoas em nível profissional, crítico, tecnológico e de liderança. A mão de obra qualificada já é uma carência no Brasil e há previsão que preocupa o planejamento de vários setores”, analisa.
Quem aprova as medidas é a estudante do curso de Letras/Português Ana Luiza Prazeres, 21. Ela conta que já viu colegas da turma terem que desistir dos estudos por não conseguirem se sustentar. “Essas ações são extremamente importantes e urgentes, devem ser implantadas da melhor forma e o mais rápido possível”, defende.
Foto: Propaes
Categorias relacionadas Assistência estudantilFim da necessidade de agendamento para tomar café da manhã nos Restaurantes Universitários da Ufes
Pessoas que quiserem utilizar o serviço de café da manhã nos Restaurantes Universitários da Ufes (RUs) não precisam mais realizar o agendamento prévio no sistema Campus Food. A decisão passou a valer nesta segunda-feira, 2.
Segundo a Diretoria de Gestão dos Restaurantes (DGR), a obrigatoriedade do agendamento foi uma ferramenta essencial no período inicial de implantação do serviço em todos os campi, pois os dados coletados permitiram à equipe técnica ajustar o planejamento da produção à demanda real da Universidade. "Com o serviço consolidado, o foco agora é a praticidade", afirma do diretor de Gestão de Restaurante, Iury Pessôa.
Ele informa que o atendimento passa a funcionar por demanda espontânea: basta o usuário comparecer ao RU nos horários estabelecidos, sem a necessidade de reservar a vaga pelo sistema ou aplicativo.
A oferta de café da manhã teve início nos RUs de Alegre e de Jerônimo Monteiro no segundo semestre de 2025, como forma de projeto piloto. A extensão do serviço para todos os campi aconteceu no dia 21 de janeiro. O cardápio padrão inclui café, leite integral, pão (francês ou brioche), margarina, suco e uma porção de fruta.
Confira os horários de atendimento do café da manhã em cada campus:
Goiabeiras, Maruípe e Alegre: das 6h45 às 8h
Jerônimo Monteiro e São Mateus: das 7h às 8h
Valores das refeições:
Estudantes isentos: gratuito (R$ 0)
Demais estudantes: R$ 1,50
Servidores: R$ 7
Visitantes: R$ 10
A DGR reforça a importância de manter o saldo da carteira digital recarregado para evitar filas nos caixas. A recarga via PIX é rápida e facilita o fluxo de entrada. Para saber como utilizá-la, acesse este link. Dúvidas e informações sobre gratuidade podem ser consultadas aqui.
Imagem: Freepik
Categorias relacionadas Assistência estudantilCine Metrópolis exibe clássico de Fellini com entrada gratuita nesta quarta-feira, 4
Clássico do cinema mundial, o filme Oito e Meio, de Federico Fellini, será exibido no Cine Metrópolis nesta quarta-feira, 4, a partir das 13 horas. A sessão é gratuita e aberta ao público geral.
Parte do projeto de extensão Imagens do Cinema, a sessão contará com uma apresentação prévia da obra e, após a exibição do filme, um debate com a plateia. Haverá emissão de certificados para as pessoas interessadas.
Um dos diretores mais importantes da história do cinema, Fellini apresenta em Oito e Meio a história do cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni). Prestes a rodar sua próxima obra, Anselmi sofre com um bloqueio criativo e uma crise existencial. Pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas para buscar tratamento e inspiração e passa a mergulhar nas suas próprias fantasias.
Lançado em 1963, Oito e Meio ganhou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira e de Melhor Figurino (em preto e branco).
Projeto
Coordenado pelo professor do Departamento de Comunicação Social da Ufes Fabio Camarneiro, o projeto Imagens do Cinema exibe filmes que marcaram a história do cinema mundial. Ao longo do semestre letivo, outras obras serão exibidas de forma gratuita.
A iniciativa conta com o apoio do Cine Metrópolis, da Secretaria de Cultura da Ufes (Secult) e do Departamento de Comunicação Social (DepCom) da Universidade.
Categorias relacionadas CulturaReitor da Ufes participa de sessão solene para instalação dos trabalhos legislativos de 2026
O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, juntamente com representantes das principais instituições públicas do estado, participou na tarde desta segunda-feira, 2, da sessão solene para instalação dos trabalhos legislativos de 2026. A sessão, realizada no Plenário Dirceu Cardoso da Assembleia Legislativa, foi presidida pelo deputado Marcelo Santos e contou com a presença do governador do Estado, Renato Casagrande, e do vice-governador, Ricardo Ferraço.
Para o reitor, a Universidade ser convidada a fazer parte da sessão demonstra sua importância no contexto da sociedade capixaba. “É um reconhecimento da contribuição da Universidade para a sociedade, não só na formação de pessoas, mas sua importância política também. É um espaço que conquistamos e que reflete o grande respeito que as pessoas e as instituições têm pela Ufes”, destacou.
Na abertura dos trabalhos, o presidente da Casa falou sobre a instabilidade econômica e política do cenário internacional, e de oportunidades, como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que “abre uma janela de oportunidades para o Brasil e, especialmente, para o Espírito Santo”.
Para o presidente, enquanto o mundo vive essa instabilidade, o Espírito Santo segue tranquilo porque aprendeu a fazer o “dever de casa”, minimizando os impactos das turbulências. “Somos um Estado aberto, produtivo, conectado ao mundo. Aqui produzimos, exportamos, movimentamos portos e geramos empregos. Respondemos todos os dias ao que acontece fora das nossas fronteiras”, pontuou.
Diálogo
Santos falou ainda sobre o cenário nacional, de polarização, e sobre a importância da Assembleia no contexto estadual: “Deixou de ser figurante e passou a ser protagonista. Entendemos algo essencial: diálogo não é submissão. Independência entre os Poderes não é conflito permanente. Nossa atuação prova que Executivo e Legislativo podem e devem coexistir com harmonia, como determina a Constituição. Quando todos podem falar, o que se ouve é a voz da cidadania”. E completou projetando uma transição histórica no Estado com as eleições de outubro que, segundo ele, deve abrir espaço para novas lideranças, com novos desafios e novas responsabilidades.
Em seu pronunciamento, ao apresentar indicadores de desenvolvimento do Espírito Santo, o governador Renato Casagrande também destacou a parceria entre as instituições como um dos pilares dos bons resultados alcançados. “Estamos em um momento em que precisamos fazer uma força contrária ao excesso de arrogância, de prepotência e de violência que vemos em alguns representantes de instituições no Brasil e no mundo. O segredo do nosso estado é essa capacidade que temos de conviver. Este é um pilar importante que sustenta todo o projeto de Estado: essa capacidade de convivência, uma posição autônoma e, ao mesmo tempo, uma posição de parceria, com o objetivo claro de fortalecer as instituições, ressaltou.
“Nós enfrentamos momentos desafiadores e nós superamos todos esses momentos. Nós, juntos, fizemos a transformação do Estado. Conquistamos respeito do Brasil todo", celebrou.
Além de deputados, do governador, do vice-governador e do reitor da Ufes, compuseram a mesa de honra a presidente do Tribunal de Justiça (TJES), Janete Vargas; o chefe do Ministério Público estadual (MPES), Francisco Berdeal; o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCES), Luiz Carlos Ciciliottti, o defensor público-geral, Vinicius Chaves; o procurador-chefe do Ministério Público Federal (MPF-ES), Vinicius Cabeleira; o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), Namyr Carlos de Souza Filho; a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Érica Neves; o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio; e a vereadora por Vila Velha Patrícia Crizanto.
Foto: Thereza Marinho
Categorias relacionadas InstitucionalBispo auxiliar de Vitória participa de discussão na Ufes sobre centralidade da religião na configuração da sociedade
A vice-reitora da Ufes, Sonia Lopes, recebeu nesta segunda-feira, 2, integrantes do grupo de extensão Observatório da Religiosidade para uma discussão sobre a centralidade da religião na vida social, cultural e política capixaba. Entre os participantes estavam o bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Anderson Franklin; o padre da Paróquia Santa Teresa de Calcutá, Kelder Brandão; os professores do Departamento de Ciências Sociais Marcelo Vieira e Maro Lara; o professor do Departamento de Filosofia Edebrande Cavalieri; e o professor do Departamento de Educação, Política e Sociedade Edivaldo Bortoleto.
Criado em 2024, o Observatório surgiu como uma proposta de articulação entre a Universidade e a Arquidiocese de Vitória, com o intuito de criar um ambiente permanente de estudo, reflexão e ação sobre o fenômeno religioso em suas múltiplas expressões.
O grupo se reúne mensalmente e a discussão de hoje girou em torno do livro Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros, escrito pelo PhD em Ciência Política, mestre em Estatística e professor da Fundação Getúlio Vargas Felipe Nunes. A publicação apresenta resultados que apontam como os brasileiros se veem e se compreendem no que diz respeito a aspectos como crenças, medos, expectativas e valores, revelando como traços da personalidade coletiva geram problemas e limitações ao desenvolvimento. Por fim, a obra ajuda a reconhecer dificuldades no aprimoramento da sociedade, aponta caminhos para a criação de políticas públicas e propõe possibilidades para o futuro.
Na foto: Edebrande Cavalieri, Edivaldo Bortoleto, padre Kelder, Sonia Lope, Dom Anderson Franklin, Maro Lara e Marcelo Vieira.Na visão da vice-reitora, debater a religiosidade no âmbito da Universidade é importante por ela ser capaz de explicar os cenários político e social do país. “E o livro nos traz dados importantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a religiosidade do brasileiro. Nossa proposta é, a partir dessas informações, pensar a religião de uma forma ampla, pois essas informações nos provocam a pensar como a realidade está sendo estruturada e o quanto a religiosidade está na base de tudo”, analisa.
O bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, Dom Anderson Franklin, defende que a Universidade é um local oportuno para a discussão acerca da religião e classifica como enriquecedora a acolhida feita pela Ufes.
“Os aspectos da religiosidade popular e as experiências religiosas daqueles que estão aqui constituem os estudantes e a própria sociedade. Nesse sentido, o diálogo entre a Igreja e a Universidade busca refletir de forma racional e profunda sobre os aspectos da religião e a configuração da sociedade a partir da própria fé. O estado e a Universidade são laicos, mas o dado religioso não deve ser negligenciado, principalmente na formação da sociedade brasileira, tão complexa como é”.
Categorias relacionadas InstitucionalTermina nesta quinta, 5, o período para agendamento de eventos no Teatro Universitário para 2026
Termina na próxima quinta-feira, 5, o período de agendamento para a realização de eventos artísticos e acadêmicos no Teatro Universitário durante o ano de 2026. O espaço, localizado no campus de Goiabeiras da Ufes, possui 615 lugares, incluindo área reservada para cadeirantes e assentos especiais para pessoas obesas.
No caso de eventos acadêmicos, as solicitações devem ser protocoladas pela direção de cada centro de ensino ou pró-reitoria junto à Secretaria de Cultura (Secult) da Universidade. No caso das colações de grau, o agendamento deve ser feito diretamente com as direções dos Centros, que já receberam as datas reservadas pela Secult.
Já as propostas de ocupação artística podem ser enviadas para o e-mail secretariadecultura@ufes.br ou por meio do protocolo geral. Em caso de mais de uma solicitação para a mesma data, o critério de escolha será a ordem do registro.
Os eventos acadêmicos e as formaturas oficiais serão agendados preferencialmente entre terças e quintas-feiras, deixando as sextas, os sábados e os domingos para as atividades culturais. Em 2025, o Teatro Universitário recebeu 197 eventos, sendo 72 acadêmicos e 125 artísticos. Do número total, 60% teve entrada gratuita.
“Promover o acesso gratuito a eventos de cultura e arte é parte de nossa política de cultura da Secult e da gestão da Universidade. Em 2026, pretendemos ampliar esse acesso em nossos espaços culturais”, afirma o secretário de Cultura da Ufes, Rogério Borges.
As informações técnicas do Teatro Universitário estão disponíveis na página oficial do espaço.
Categorias relacionadas InstitucionalPé-de-Meia Licenciaturas 2026 abre inscrições para bolsas a partir de 17/2. Veja quem pode se inscrever
Estudantes que tiveram nota média simples igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e foram aprovados em um curso presencial de licenciatura por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), nessa ordem de prioridade, podem manifestar interesse em receber a bolsa do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026. As inscrições começam no dia 17 de fevereiro e devem ser feitas por meio da plataforma Freire.
A partir daí, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) analisa e aprova as inscrições até o dia 20 de cada mês, a começar em março. As instituições de educação superior (IES), então, cadastram os bolsistas no sistema até o dia 25 de cada mês, e a bolsa começa a ser paga até o quinto dia útil do mês subsequente ao do cadastramento.
A iniciativa garante uma bolsa mensal no valor de R$ 1.050. Desse total, R$ 700 podem ser sacados imediatamente, enquanto R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura. Clique aqui e acesse o edital que regulamenta a participação no programa.
Este ano, o Sisu está ofertando um total de 73.630 vagas de licenciaturas presenciais. Os cursos que concentram o maior número de vagas de licenciaturas são ciências biológicas, pedagogia, matemática, história e geografia.
Impacto
O Pé-de-Meia Licenciaturas tem como foco atrair jovens com bom desempenho no Enem para cursos presenciais de formação de professores, promovendo a escolha da docência como profissão e ampliando a formação desses profissionais no país.
A iniciativa se faz necessária, pois o desinteresse pela carreira pode criar um apagão de professores em um futuro próximo: apenas 3% dos estudantes de 15 anos afirmam querer ser professores, conforme dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Além de estimular o ingresso na profissão, a política responde também a desafios estruturais da formação inicial docente – a taxa de evasão acumulada varia de 53% nos cursos de pedagogia a 73% em licenciaturas em áreas como física, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Após o lançamento do Pé-de-Meia Licenciaturas, o número de estudantes matriculados em cursos presenciais de licenciaturas com nota igual ou superior a 650 pontos no Enem cresceu 60% em 2025, em comparação ao ano anterior.
O Pé-de-Meia Licenciaturas integra o programa Mais Professores para o Brasil, construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.
Imagem: Divulgação MEC
Categorias relacionadas EnsinoUfes e Fest vão integrar e liderar projeto interministerial para descontaminação e reabilitação da bacia do Rio Doce
A Ufes foi convidada pelo governo federal para integrar e liderar, em parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest), o projeto interministerial ProDoce – Protocolos de Descontaminação e Reabilitação Produtiva da Bacia do Rio Doce. O projeto objetiva a reparação de danos ambientais e socioeconômicos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, com foco na recuperação da capacidade produtiva das áreas afetadas e no atendimento a cerca de 17 mil pequenos agricultores do Espírito Santo e de Minas Gerais.
Nesta sexta-feira, 30, foi realizada a apresentação do projeto e o primeiro encontro técnico no campus de Goiabeiras, com a presença do reitor da Universidade, Eustáquio de Castro, de representantes de diferentes órgãos federais que coordenam o ProDoce, de pesquisadores e de membros das comunidades atingidas. Realizada no auditório do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Metodologias para Análise de Petróleos (LabPetro), do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Ufes, com transmissão on-line, a reunião apresentou o projeto a pesquisadores em saúde de solos e vegetais para acompanhamento e monitoramento da bacia do Rio Doce e litoral norte capixaba.
“Este projeto é muito importante para o Espírito Santo e o país, e conta com a participação direta de diferentes órgãos federais e do governo do estado. Ele vai envolver pesquisadores de diversas áreas do conhecimento com o fundamental suporte técnico e operacional da nossa Fundação Espírito-Santense de Tecnologia, a Fest”, afirmou o reitor.
Ele lembrou que o ProDoce está inserido no contexto da repactuação relacionada ao desastre de Mariana, em que a Ufes já atua há pelo menos 10 anos. “A Ufes foi convidada a participar e a liderar esse projeto, que é interministerial, por conta da sua excelente atuação na execução do Programa de Monitoramento da Biodiversidade Aquática, o PMBA, na região do rio Doce”, destacou. “É a Ufes sendo protagonista e contribuindo, mais uma vez, com o desenvolvimento social, econômico e científico do Espírito Santo e do país”, completou.
Além do reitor da Ufes e do superintendente da Fest, Armando Biondo, participaram do seminário: Iara Ervilha, representante da Casa Civil da Presidência da República; Marina Lima, do Ministério do Desenvolvimento Agrário; Adriana Aranha, da Gerência Extraordinária de Reparação do Rio Doce (Gerex) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater); Ivana Guerreiro, Gustavo Goretti e Joice Esteves, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Iêda Mendes e João Viana, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Igor de Assis, representando a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Sociedade Brasileira de Ciências do Solo; e Pedro Carvalho e Ita Maria Macedo, ambos do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Recuperação do solo
Imagem Da esquerda para direita: Ivana Guerreiro, do Mapa; reitor Eustáquio de Castro; Adriana Aranha, da Anater; Iara Ervilha, da Casa Civil; Armando Biondo e Patrícia Bourguignon, da Fest; e Larissa Zanin, diretora de projetos e programas no âmbito do Novo Acordo do Rio DoceA meta central do projeto é viabilizar a reabilitação dos solos e a revitalização de espécies vegetais cultivadas nas regiões atingidas pela lama de rejeitos despejadas no Rio Doce. O ProDoce também busca ampliar a compreensão científica sobre os efeitos da contaminação nos sistemas produtivos da região. A aprovação do ProDoce ocorreu em setembro de 2025, com base nas diretrizes do Comitê do Rio Doce, e coordenado pela Casa Civil da Presidência da República.
No período da manhã, os pesquisadores debateram os dados consolidados da base técnico-científica, por meio de um panorama histórico e técnico e de dados científicos produzidos nos últimos anos, além de experiências institucionais e acadêmicas desenvolvidas, sobretudo pelo Comitê Interfederativo (CIF) e pelo PMBA, executado pela Ufes em parceria com a Fest. O detalhamento e desdobramentos desses processos foram feitos pela gerente de projetos da Fundação, Patrícia Bourguignon. Também foi apresentada a metodologia e o cronograma do projeto para o período até 2028, contemplando diferentes ações nos municípios e comunidades de atuação.
No período da tarde foi apresentada a proposta de plano de trabalho do ProDoce, a contextualização do projeto, seus objetivos, escopo e sua abrangência territorial nos municípios atingidos do Espírito Santo e de Minas Gerais. Também foi feita a apresentação do comitê gestor e dos grupos temáticos de trabalho, além de propostas de parcerias e de agendas futuras.
O ProDoce tem a perspectiva de atuar até 2028, com cronograma e orçamentos anuais. Os recursos são originários do Fundo Rio Doce, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto integra as ações do Novo Acordo do Rio Doce, homologado em novembro de 2024 entre a União, governos estaduais, instituições de Justiça e as empresas envolvidas na tragédia.
O ProDoce é coordenado pelo Mapa, em parceria com o MDA, e, para desenvolver as ações do projeto foi estabelecido acordo de cooperação técnica com a Fest, que é fundação de apoio à Ufes, e que também atende a outras instituições federais como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA).
Fotos: Governo do ES e Luiz Vital
Categorias relacionadas Institucional Meio ambienteMutirão de Retificação de Nome e Gênero traz dignidade para estudantes da Ufes
“Poder fazer essa mudança [de nome e gênero em documentos oficiais como Certidão de Nascimento, RG e CPF] é algo maravilhoso, pois não vou precisar mais ficar explicando que sou trans”. A afirmação é de Theo Gama, de 21 anos, estudante do curso de Biblioteconomia da Ufes e um dos atendidos no II Mutirão de Retificação de Nome e Gênero para Estudantes Trans da Ufes realizado nesta sexta-feira, 30.
A ação foi promovida pela Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad) da Ufes em parceria com o Núcleo Especializado de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES). Do total de 15 pessoas inscritas, dez compareceram, sendo sete em primeiro atendimento e três em retorno. As outras cinco vão receber orientação para marcar o atendimento diretamente na Defensoria.
Para a coordenadora do mutirão representando a Saad/Ufes, Viviana Corrêa, “o mutirão foi um sucesso” e vem fortalecer as relações da Secretaria com a Defensoria. “A Secretaria de Ações Afirmativas consolida essa relação com o Núcleo Especializado de Direitos Humanos e Cidadania da DPES, o que abre oportunidades para que pensemos novos projetos. Além disso, prestamos um serviço que é essencial para a dignidade dessas pessoas não apenas dentro da Ufes, mas também fora dos muros da Universidade”.
Segundo Theo Gama, um dos atendidos no mutirão, seu nome de registro sempre significou um incômodo. “Eu só consigo ter o meu nome social reconhecido na Ufes. No meu trabalho, quando vou a um hospital, mesmo que eu peça que coloquem meu nome social, isso fica em segundo plano; é o nome de registro que fica na frente. Então, poder fazer essa mudança com orientação certa, dentro da Ufes, que é um lugar onde estamos mais familiarizados, com acolhimento, é muito bom. Tomei um susto quando vi que teria o mutirão e vim correndo garantir minha vaga. Estou muito feliz de estar aqui”, declarou.
Na foto, servidores da Ufes e da Defensoria Pública. Em pé, à direita, o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro (de camisa azul), o coordenador de Direitos Humanos da DPES, Hugo Matias (de terno), e a vice-reitora Sonia Lopes (de blusa branca e calça rosa)Outro estudante de 20 anos que preferiu não se identificar destacou que a mudança de gênero e registro na documentação “é uma forma de mostrar para as pessoas quem eu sou de verdade”. Até então, ele conta que havia o incômodo de ser chamado por um nome que não o representa, além do medo do estranhamento das pessoas em relação ao registro no documento. “Com essa mudança vou poder falar meu nome de verdade”.
Falta de informação
A defensora Bárbara Ceballos, que atuou no mutirão, afirma que o preconceito é a principal dificuldade enfrentada por pessoas trans para fazer a alteração do registro em cartório. “Principalmente quando se trata de não binário, alguns cartórios afirmam dificuldades operacionais, como se o próprio sistema não tivesse um campo para fazer o registro como não binário”.
Outra dificuldade, segundo Ceballos, é a falta de informação: “Em tese, as pessoas trans poderiam fazer a alteração de registro diretamente no cartório, mas quando chegam lá elas encontram dificuldades de saber exatamente a documentação e como proceder. Essa é a razão pela qual a Defensoria faz essa intermediação, para suprir a falta de conhecimento".
Ela informa que a alteração de registro é um procedimento de natureza administrativa. “Em alguns casos surgem entraves, como relacionados à renda, e então é preciso judicializar. Os cartórios têm muita dificuldade de aceitar a hipossuficiência, porque não está bem regulamentado no Estado, e cada cartório fala um valor. Já estamos trabalhando para tentar uniformizar. Quando o assistido não pode pagar e a gente tem que judicializar, aí o processo é muito mais complexo”.
Apenas no ano de 2025, a Defensoria Pública registrou um total de 1.231 atendimentos voltados à retificação de prenome e gênero, e ao fornecimento de orientações jurídicas para a população LGBTQIAPN+.
Fotos: Tatiana Moura e Ana Oggioni
Categorias relacionadas Assistência estudantil InstitucionalSai a lista dos candidatos aprovados na Chamada Regular do Sisu para ingresso nos cursos da Ufes
Já está publicada no site do Sisu Ufes 2026 a lista dos candidatos aprovados na Chamada Regular para ingresso nos cursos de graduação da Ufes. Os aprovados terão de 2 a 5 de fevereiro para fazer a solicitação de matrícula on-line e enviar toda a documentação em formato digital por meio do site https://candidato.ufes.br.
Todas as informações sobre documentação necessária e o cronograma completo referente ao Sisu Ufes 2026, incluindo as datas de realização de perícias médicas e entrevistas presenciais para candidatos optantes pela modalidade de reserva de vagas, está divulgado no Edital Prograd nº 01/2026 - Convocação dos Candidatos Aprovados na Chamada Regular do Sisu Ufes 2026, publicado aqui.
Para este ano, a Ufes oferece 5.007 vagas, sendo 2.543 destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência, conforme previsto na Lei nº 12.711/2012, e 2.464 para ampla concorrência. As oportunidades estão distribuídas em 99 cursos nos campi de Alegre, Goiabeiras, Maruípe e São Mateus.
Lista de espera
O resultado da Chamada Regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 foi divulgado pelo Ministério da Educação na manhã desta quinta-feira, 29, e pode ser acessado pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Também a partir desta quinta, os candidatos já podem manifestar, na página do Sisu, seu interesse em participar da Lista de Espera dos cursos ofertados. O prazo de manifestação termina na segunda-feira, 2 de fevereiro. A previsão é que o resultado da lista de espera seja divulgado no dia 9 de fevereiro pelo MEC.
Na Ufes, o edital de convocação Lista de Espera será divulgado no dia 6 de fevereiro. Já o período de solicitação de matrícula e envio de documentos para os convocados da Lista de Espera será do dia 24 até o dia 26 de fevereiro.
Categorias relacionadas EnsinoSegue aberta até 1º de fevereiro a consulta pública do TCU para a indicação de temas a serem fiscalizados em 2026
Segue aberta até domingo, 1º de fevereiro, a consulta pública realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para que a população indique temas a serem fiscalizados pelo órgão em 2026. Com o título Você escolhe, o TCU fiscaliza!, a consulta conta com o apoio da Ufes e permite que as pessoas selecionem, por meio do Portal do Cidadão, entre cinco grandes temas e 18 problemas. Os cinco assuntos mais votados serão objeto de novas auditorias.
A partir de março, os assuntos eleitos pelo público serão incluídos nos planos operacionais das unidades do TCU, dando origem a novas auditorias. Também há espaço para que as pessoas proponham outros problemas que deveriam ser fiscalizados.
Os cinco grandes eixos da consulta são:
- Assistência a populações vulneráveis;
- Energia e conectividade;
- Infraestrutura e logística;
- Segurança pública e defesa;
- Serviços públicos essenciais.
Além de votar nos assuntos de interesse, cada pessoa poderá acompanhar o resultado prático de sua contribuição, pois os trabalhos de fiscalização incluirão mecanismos de retorno ao cidadão. A iniciativa faz parte das diretrizes do TCU de priorizar a transparência e a participação social, marcas da gestão 2025-2026.
"Queremos reafirmar nosso compromisso de caminhar lado a lado com a sociedade, sendo o Tribunal do Cidadão. Tenho plena convicção de que somente colocando as pessoas no centro de nossas ações conseguiremos promover uma gestão pública verdadeiramente transparente, acessível e participativa", afirma o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo.
A primeira consulta pública do TCU aos cidadãos foi realizada no primeiro semestre de 2025 e teve como resultado a escolha popular de cinco temas: imóveis abandonados; fila do INSS; obras em rodovias; obras paralisadas na saúde; e prevenção de desastres naturais. Eles se tornaram auditorias e foram a julgamento no dia 19 de novembro, durante sessão plenária do TCU. Clique aqui para conhecer o resultado das fiscalizações e quais são os próximos passos.
Categorias relacionadas InstitucionalVereador de Vitória visita a Ufes para discutir parcerias na promoção da ciência e da tecnologia
A vice-reitora da Ufes, Sonia Lopes, recebeu o vereador de Vitória Pedro Très na tarde desta quarta-feira, 28, para debater ações conjuntas no âmbito da Semana Nacional da Ciência e da Tecnologia deste ano. A ideia é promover atividades, ao longo de 2026, que aproximem a população capixaba do conhecimento científico desenvolvido na Universidade e de pautas importantes para a sociedade, contando com o apoio do mandato do vereador.
Participaram da reunião, além da vice-reitora e do vereador, a professora Danielle Cabrini, do Departamento de Nutrição; o professor Gabriel Luchini, do Departamento de Física; a professora Viviana Corte, do Departamento de Biologia; e o assessor parlamentar do vereador Pedro Très, Angelo Delcaro.
A 23ª Semana Nacional da Ciência e da Tecnologia (SNCT) terá como tema Mulheres na Ciência. Todos os anos, a SNCT baliza as ações da Semana do Conhecimento da Ufes, que apresenta as atividades de ensino, extensão e pesquisa desenvolvidas na Universidade para a sociedade capixaba com diversos eventos, realizados entre outubro e novembro. Segundo a vice-reitora, a proposta da Ufes, neste ano, é trabalhar a SNCT como uma agenda contínua de ciência, educação científica e inovação em Vitória, capaz de induzir políticas públicas permanentes.
Imagem Gabriel Luchini, Viviana Corte, Pedro Très, Sonia Lopes e Danielle Cabrini“Queremos construir documentos e estabelecer cronogramas para propor ações que vão impactar de forma concreta a sociedade capixaba. Há várias questões pertinentes que podem envolver os nossos laboratórios e todo o conhecimento científico produzido pela Universidade”, afirmou Sonia Lopes, que vê no tema da SNCT mais uma oportunidade de fortalecer a discussão sobre a violência de gênero. “As estatística de feminicídios, especialmente no nosso estado, ainda são muito altas. Precisamos pensar em como lidar com isso por meio do conhecimento científico e dar bons exemplos da inserção das mulheres na academia.”
Graduado em Direito pela Ufes, o vereador Pedro Très se colocou à disposição para liderar a articulação entre a Universidade, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e as secretarias municipais de Vitória, de modo a construir uma integração real entre os atores e superar ações fragmentadas.
“É importante pautarmos os problemas e encontrar as soluções para a cidade. Estou animado em promover a bandeira da ciência e da tecnologia. Quero ser uma ferramenta na tarefa da academia”, disse o vereador.
Fotos: Leandro Reis
Categorias relacionadas Institucional