Projeto da UFES que pretende estudar gases emitidos na torra e secagem do café

É sabido, que a queima da biomassa no processo de secagem e torra do café, libera muita fumaça, carregada de diversos gases tóxicos e de particulados que penetram no sistema respiratório, e ao longo do tempo, afeta a saúde das pessoas. No estado do Espírito Santo, grande é a dependência da
biomassa para esses fins, assim, como é uma das atividades mais relevantes, pelo fato do café ser uma das mais práticas econômicas de maior destaque no Estado, no Brasil e no mundo.

A produção de café no ES representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do estado (INCAPER, 2021). Antes da implantação de políticas públicas que ajudem a resolver esses problemas,
é preciso investigar os principais gargalos técnicos que possam ser melhorados para mitigar os efeitos das emissões resultantes da secagem e torra do café sobre os trabalhadores do campo.

Para isso, analisar a qualidade do café, os processos de secagem e de torra, são de extrema importância para que em posse desses resultados, o segmento técnico possa intervir, com melhorias e, em seguida, medidas públicas possam ser implantadas e regulamentadas, visando controlar as emissões. Isso vai reduzir os efeitos tóxicos sobre a população rural, elevar a qualidade de vida e ainda, impactar no cenário de mudanças climáticas do ES.

O Laboratório de Energia da Biomassa do Departamento de Ciências Florestais e da Madeira da Universidade Federal do Espírito Santo (LEB/DCFM/CCAE/UFES), http://www.lebufes.com.br é uma das principais referência no Estado e no Brasil, sobre o tratamento e uso de biomassa como fonte de energia e de emissões gasosas. Assim, buscamos angariar recursos visando a aquisição de um
equipamento, que possibilite incrementar a sua infraestrutura e auxiliar o Estado na tomada de decisão quanto a esse problema tão relevante para os capixabas.

O principal objetivo é implantar no Laboratório de Energia da Biomassa (LEB/UFES) uma central analítica especializada nos processos de secagem e torra do café e dos gases emitidos por esses processos. Essa implantação, permitirá o atendimento a todo o público externo, compostos pelos envolvidos na cadeira produtiva do café, mas com foco nos produtores rurais, visando a sua qualidade de vida e a fixação mais incisiva do homem no campo. Podemos deixar o nosso legado, ao auxiliar a principal atividade econômica dos capixabas.

 

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